Vladimir Brichta, o Davi: Causa ambiental e dilema ético na relação com personagem de Taís Araujo

Em encontro casual, ele engravidará Vitória, advogada de seu arquirrival, em Amor de Mãe


  • 08 de novembro de 2019
Foto: Montagem


O ditado diz que a vida imita a arte. No caso de Vladimir Brichta, em Amor de Mãe, é a arte que vai imitar a vida. Filho de um geólogo e irmão de um biólogo, ele vai mergulhar no universo da família para viver o biólogo Davi, na nova trama das 9, que estreia no próximo dia 25 de novembro. O ator confessa que também faz a sua parte, como aprendeu em casa. Mas o personagem faz muito mais, já que se dedica ao ativismo ambiental. “O sonho da vida dele é despoluir a Baia de Guanabara”, conta.

Mas a vida do personagem muda quando ele conhece Vitória (Taís Araujo), e os dois se sentem atraídos um pelo outro. E o que era para ser uma noite de apenas um encontro casual, mudará o destino de ambos. É que um tempo depois Vitória, que sempre sonhou em se mãe e recém adotara um menino, descobre estar grávida. O convívio por conta da gravidez fará com que os dois admitam que estão verdadeiramente envolvidos.

Só que há um grande empecilho para esse amor. Defensor ferrenho da causa ambiental, ele descobre que um dos empresários que ele tenta incriminar, Álvaro (Irandhir Santos), é o principal cliente da mulher que espera um filho dele.

Como é o Davi? Eu adoro esse personagem. Ele é um cara adorável. É um biólogo que se dedica à preservação do meio ambiente de diversas formas, inclusive, apontando para as irregularidades que várias empresas cometem. Ele é uma figura passional, motivada e disposta a se colocar em risco por uma causa. Como a Manuela (Dias, autora) escreve de um jeito muito maduro, ela vai deixar aparente os excessos e os equívocos que ele comete. Mas, por muitos motivos, ele é um cara muito massa.

Davi (Vladimir Bricha). Foto: Globo/João Cotta

De onde nasce essa relação dele com o meio ambiente? Ele teve a experiência de ver um acidente ambiental na empresa em que ele trabalhava, e decide dedicar sua vida à essa causa: de limpar a Baía de Guanabara.

Então, ele pode ser definido como um mocinho típico? Para ele não parecer esse herói folhetinesco, ela mostra os erros que cometeu, como expor o filho a um risco em uma manifestação - ele se amarrou com a criança para protestar.  Por isso, perdeu a guarda do menino. E fica sete anos sem vê-lo. Agora, quando descobre que a Vitória está grávida, ele encara isso com uma maturidade que talvez não tenha tido anos atrás. Isso coloca ele em um plano mais humano e menos idealizado. E eu acho isso bom.

Como você vê essa questão ambiental e da despoluição da Baía de Guanabara? Quem mora hoje no Rio de Janeiro e, em sã consciência, não gostaria de ver a Baía de Guanabara pescável e navegável? É pauta urgente! Hoje em dia temos que falar sobre isso. É claro que a política ambiental deste atual governo é uma catástrofe. Mas eles passarão e nós, passarinho... A gente vai continuar a produzir muita coisa positiva em relação a isso, apesar de tudo, a começar pela resistência. E eu acho que esse personagem representa bem isso.

Vitória (Taís Araujo). Foto: Globo

Como você descreveria a relação entre Vitória e Davi? A relação do Davi com a Vitória é muito interessante porque eles são muito distintos. Ela é de um mundo altamente burocrático, é advogada do arquirrival do Davi, o Álvaro. O entendimento de mundo deles é muito diferente. O Davi fica encantado pela Vitória, pela beleza e pela força dela, mas não a entende. Eles têm um conflito ético.

Eles batem de frente e se separam por isso? Sim, e eu acho muito mais rico. É um casal romântico que se separa por uma questão ética, um dilema ético. É melhor do que um vilão ou uma vilã aprontar uma pegadinha para eles. Acho isso muito maduro.

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