Vitória Strada: “Me esforço para honrar tantos presentes lindos que recebo de Deus”

Em três anos, ela vive sua terceira protagonista, a Kyra de Salve-se Quem Puder


  • 27 de janeiro de 2020
Foto: Vinícius Mochizuki


Por Luciana Marques

Aos 23 anos, a gaúcha Vitória Strada é umas das poucas atrizes que consegue a façanha de praticamente emendar três novelas na Globo como protagonista. E mais, fazer sucesso! A estreia foi em Tempo de Amar, como Maria Vitória/Maria do Céu, em 2017, depois Cris Valência/Julia Castelo, em Espelho da Vida, em 2018/2019. Agora o novo desafio dessa jovem estrela é, depois de encarnar mocinhas sofridas, viver a estabanada arquiteta Kyra, em Salve-Quem Puder, nova trama das 7 com estreia nesta segunda, dia 27 de janeiro.

Mas pelas imagens que rolam já da novela, percebe-se que Vitória mais uma vez irá brilhar, agora na linha do humor. “Ela raciocina diferente de mim, tem um outro tempo. Acho que eu tive que entrar nessa mentalidade dela, que é falar sem pensar, o oposto de mim. É um aprendizado diário”, conta. Vitória ressalta ainda a alegria do encontro com as também protagonistas Deborah Secco, a Alexia, e Juliana Paiva, a Luna. As três enfrentarão uma reviravolta na vida após presenciarem um crime e sobreviverem a um furacão em Cancún. E terão que mudar de identidade.

O que você mais tem aprendido com a personagem? É bom a gente sempre pensar um pouco antes de agir, de falar, mas acho que também é bom ter um equilíbrio, como boa libriana que sou, busco sempre o equilíbrio. Acho que a Kyra está me ajudando um pouco nisso, às vezes, a se soltar mais e falar também o que está pensando, sem fritar tanto os “miolos”. E a gente tem uma coisa bem em comum, eu sou muito verdadeira como ela.

Kyra (Vitória Strada). Foto: Globo/João Miguel Júnior

Você acabou se surpreendendo com esse seu lado mais da comédia? Eu tô me surpreendendo no sentido de que eu comecei a fazer essa personagem e, como eu disse, eu me jogo muito, me permito viver um pouco a vida dessa personagem. Muita gente que me conheceu agora nos bastidores da novela, falava, nossa, você é a Kyra. Mas eu falava, nossa, eu sou muito diferente da Kyra. A Kyra tem uma energia, uma coisa, um negócio, que é muito diferente de mim, apesar de eu ser espontânea também, para cima. Tem um lugar diferente. Então eu acho que é muito bom ter esse feedback, não só do público, como dos nossos colegas de trabalho, que também estão acreditando que a gente é o personagem.

Fala um pouco pra gente sobre esse triângulo amoroso formado pela Kyra/Cleyde, Rafael (Bruno Ferrari) e Alan (Thiago Fragoso)... Eu nem sei o que o público pode esperar, porque nem eu sei da história... (risos). O Bruno (Ferrari) já era meu parceiro de outra novela, eu amo o Bruno, ele é muito querido, nós já temos uma afinidade em cena que nos permite jogar. O Thiago (Fragoso) eu não conhecia, mas a gente já se dá muito bem. E a novela, no início, o que mostra pra gente é que a Kyra é apaixonada pela Rafael, personagem do Bruno. E ela entra, por acaso, na vida do Alan, papel do Thiago, de uma forma inusitada. Ela tem que se passar por uma babá e interagir com aquela família. E ela traz uma luz para aquela família, que perdeu a mulher, aquele centro da família. E está todo o mundo tristinho e ela ilumina aquela casa. Então o que eu posso dizer é que ela e o Alan se conhecem de uma forma muito natural, muito sincera, sem segundas intenções, mas depois, talvez aconteça aí um carinho, aí eu não sei dizer, só o Daniel Ortiz (autor).

Luna (Juliana Paiva), Alexia (Deborah Secco) e Kyra (Vitória Strada). Foto: Globo/João Miguel Júnior

Poucas atrizes conseguem protagonizar três novelas em um tempo muito próximo. Como você vê essa sua caminhada e essas suas conquistas? Esses dias eu estava falando com a minha mãe e eu falei, mãe, eu recebo tantos presentes bonitos de Deus, eu falo isso, independente da religião... Mas eu recebo tantos presentes lindos de Deus, que eu acho que eu me esforço tanto para honrar esses presentes. São coisas que eu nem poderia imaginar que iriam acontecer comigo... E todo o mundo passa por dificuldades, eu também, mas eu sou muito agradecida. Jamais esperaria que o público fosse me dar tanto carinho. E eu também fico nessa expectativa, não só de ver a novela, também do que o público vai achar. É como se fossem os meus amigos com quem eu quero compartilhar e saber o que eles vão achar, se está bom, se não está. E eu lido com a internet de uma forma natural. Acho que quem quer criticar, os haters, estes não são os meus amigos. Eu compartilho a novela com os meus amigos, com quem está me apoiando.

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