Triz Pariz, de Éramos Seis: “A Lili merece coisa melhor do que o Julinho”

Atriz se define como mulher forte e diz que nunca aceitaria o que personagem passa


  • 16 de fevereiro de 2020
Foto: Tom Barreto


Triz Pariz, hoje com 18 anos, ficou conhecida na TV após uma participação em Carrossel, do SBT, em 2014. Agora, ela teve a chance de segurar uma oportunidade e tanto: dar vida à Lili, de Éramos Seis. E em sua estreia em novelas, Triz está fazendo bonito como a filha de Genu (Kelzy Ecard) e Virgulino (Kiko Mascarenhas), uma menina doce e alegre, à frente do seu tempo.

O problema é que ela está noiva do galanteador Julinho (André Luiz Frambach), que a trai com Soraia (Rayssa Bratillieri). “O que mais me falam é que a Lili tem que largar o Julinho, e eu concordo”, fala. Para Triz, o certo seria o rapaz  “levar um chute na bunda” tanto da Lili quanto da Soraia. Do tipo mignon, que aparenta fragilidade, a atriz mostra-se uma mulher forte e decidida, principalmente nos relacionamentos.

 

Triz, em 2014, quando participou de Carrossel. Foto: Arquivo pessoal

Como está sendo esta experiência de viver a Lili? Está uma repercussão muito boa, me mandam mensagem pelo Instagram, Twitter... Está tendo uma aceitação muito positiva da Lili, eles dizem que ela é uma personagem que levanta a história, que traz uma alegria, deixa tudo mais leve. E que torcem muito ela não ficar com o Julinho, porque ela merece coisa melhor.

Lili (Triz Paris). Foto: Globo/Raquel Cunha

E aí, a Lili vai esquecer o Julinho, conta pra gente... Não posso dar spoiller, mas eu gostaria. Eu sou como essa parte do público que diz que a Lili merece coisa melhor. A gente já vê aí também um leve climinha com o personagem Marcelo, mas quem sabe...A Lili também vive esse triângulo com a Soraia... Eu acho que desses três aí quem está mais errado é o Julinho de fazer as duas de gato e sapato. Eu acho que a Lili e a Soraia deveriam se unir e chutar a bunda do Julinho.

Você já viveu isso, já ficou dividida alguma vez com os paqueras? Eu não me sujeito a essas coisas, não. Eu não tenho motivo para ficar dando essa moral para homem.

Como está sendo fazer novela de época? Eu adoro, eu me identifico bastante com a Lili, principalmente com as roupas dela. eu facilmente usaria todas as roupas da Lili hj em dia. Também gosto muito do cabelo, esse lance de não usar muita maquiagem. Eu gosto muito do cenário de época, é algo que eu sempre me inspirei, no pinterest eu estava sempre de olho nas coisas meio vintage, roupas de brechó, então eu sempre fui meio ligada.

E contracenar com grandes nomes como a Kelzy Ecard, o Kiko Mascarenhas? A Kelzy é muito querida assim como o Kiko, o Johna Burjack, todos que estão fazendo minha a família são pessoas incríveis, talentosas, e cada dia trabalhando com eles é um aprendizado. Hoje mesmo a gente vai no estúdio fazer nosso núcleo casa da Genu. Sempre foi um alívio para a história, mas agora começou a ter histórias mais pesadas. Vai começar a guerra. E eu estou gostando de viver essas coisas novas com esses profissionais incríveis que me ensinam muito.

Soraia (Rayssa Bratillieri), Julinho (André Luiz Frambach) e Lili (Triz Pariz). Foto: Globo/Victor Pollak

Na trama, você vive um triângulo com um casal de verdade, o André Luiz Frambach, o Julinho, e a Rayssa Bratillieri, a Soraia. Em algum momento você ficou com medo de não torcerem para a Lili? Medo, não. Mas eu pensei, ah, talvez não torçam pela Lili e pelo Julinho. Mas eu estou fazendo minha parte. É bom contracenar com os dois. Uma coisa ruim que eu acho é que em todas as cenas da Soraia com a Lili rola uma agressão, não devia ser assim. Mulheres unidas...

Lembra se você já teve uma Soraia na sua vida, te perturbando assim? Não, acho que eu não dei abertura.

Você parece bem meiga, mas pelo jeito que fala, parece ter aí dentro de você uma mulher forte. É isso mesmo? Eu acredito que sim. Eu não sou uma pessoa difícil, mas eu sou uma pessoa que tem certeza do que quer, para onde vai, do que eu sou. Tipo, eu tenho 18 anos, mas eu tenho muito a descobrir sobre mim, eu sei para que direção estou indo. Então é mais fácil de eu ter mais certeza sobre outras coisas na vida. Principalmente relacionamento. Eu comecei cedo nessa história de relacionamento, meu primeiro namorado foi com 13. Deu para amadurecer muito.

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