Totia Meireles: “Mercedes terá um fim merecido, bem interessante”

Brilhante como vilã em Verão 90, atriz fala de inspirações para papel e de como evitou cair no caricato


  • 11 de julho de 2019
Foto: Globo/Paulo Belote


Por Redação

Com mais de 30 anos de TV, inúmeros trabalhos no teatro musical, Totia Meireles brilha a cada novo papel. Sua atual vilã de Verão 90, então, a poderosa Mercedes Ferreira de Lima, já vai entrar no rol de seus melhores personagens. “Você olha aquela mulher, ela não precisa falar nada... Acho que a gente conseguiu chegar nela com aquele cabelo, jóias, roupa, postura”, diz a atriz.

O figurino requintado da personagem também fez sucesso entre o público. Mas Totia faz questão de dizer que aquelas roupas estão longe do seu estilo. “Ela é muito diferente de mim, sou toda largada, muito despojada”, conta. Para a atriz, que reestreia o sucesso teatral Pippin, no dia 19 de julho, no Teatro Faap, em São Paulo, o final da personagem será mais do que merecido. Apesar de Totia ter imaginado um outro fim...

Mercedes (Totia Meireles) Foto: Globo/Victor Pollak

Desde o início você falava que Mercedes seria uma grande vilã.  O que você mais gostou na personagem, aconteceu do jeito que você imaginou? É difícil a gente dizer que alcançou o objetivo, porque a gente está sempre correndo atrás, até a última cena. Acho que o que eu pensei logo no início na Mercedes e consegui, era imprimir a personalidade dela no olhar. Eu acho que isso eu consegui.

E o que você mais ouviu das pessoas durante a novela? Uma coisa muito engraçada... Porque o público gosta das vilãs... O que eu ouvia muito era, ah, como você é má. Mas todo o mundo adorava ver ela, o que ela iria fazer, até que ponto ia chegar. Elas queriam ver a Mercedes, não importa fazendo o quê. E isso foi bem bacana.

Finalmente o Quinzão (Alexandre Borges) conseguiu se separar dela. O que você achou disso? Eu já esperava essa separação, mas é sempre ruim, porque é um casal que imprimiu uma identidade. Foi muito definido o papel de cada um dentro da relação deles, agora essa relação foi por água abaixo. E tem tanta surpresa pra acontecer, não quero dar spoiler. Mas foi legal a separação, achei produtivo tanto para ele, quanto para ela.

E chegou logo o Andreas (Gabriel Godoy), que é um pilantra. Muita gente acha que ela merece mesmo ser passada pra trás... Eu acho que tudo de ruim que acontece com a Mercedes vem depor diante de tudo que ela fez. E eu não posso defender uma mulher assim, não tem defesa. Mas eu acho que ela vai passar por poucas e boas. O Andreas veio para destruir com ela, mas por outro lado vão acontecer coisas interessantes dessa relação. Eu acho que o final dela será bem interessante.

Fala-se muito nos figurinos da Mercedes. Você também curtiu? Acho que o ponto alto dela foram as jóias e os figurinos. É muito diferente de mim. Então é bom você vestir algo totalmente diferente de que costuma usar. Eu me sentia mesmo Mercedes na hora que eu vestia o figurino. Mas eu adorei, achei muito elegante.

Mercedes (Totia Meireles). Foto: Globo/César Alves

A novela é uma comédia, e ela uma vilã. Você sofreu com as maldades dela ou mais se divertiu? É uma vilã de novela das 7, então é uma outra tinta. Uma vilã de história em quadrinho, a gente fica com raiva, mas a gente acha graça. Uma pessoa me falou algo interessante outro dia, que todos os vilões dessa novela sempre se dão mal, fazem maldades, mas logo depois se dão mal. A Mercedes também. Ela fez o que fez, mas perdeu o marido, os filhos se afastaram, ela vai perder uma grana. Ela não perde a postura, mas está sempre se dando mal. Então eu acho que tem uma coisa de cômico, não é o vilão que faz maldade a novela inteira e no último capítulo se dá mal. A gente está se dando mal a novela inteira.

Quais foram os cuidados para não cair na caricatura? Isso também é um pouco da direção, ela te dá um caminho pra seguir, o texto também. E os gestos... Eu estudei muito a Marília Pêra, em Brega & Chique, tem umas coisas que eu peguei dela. Ela sempre falava, dava uma pausa e acabava de falar. Então eu fui pegando coisinhas assim para a Mercedes, ainda bem que eu não caí na caricatura. Mas toda a vez que eu penso na Mercedes, eu penso nela ali, de verdade, é a mãozinha, a testa, ela é muito estudadinha. E eu tentei deixar isso natural.

Você imaginou algum final para a Mercedes, tipo ela descendo do salto? Não é spoiler, mas o que eu queria é que ela terminasse com os vilões, todos unidos. Jerônimo (Jesuíta Barbosa), Vanessa (Camila Queiroz)... Mas ela não acaba com eles, infelizmente.

O que você leva desse projeto? Verão 90 pra mim foi uma diversão, uma alegria, a nossa coxia é muito boa. Eu nunca tinha trabalhado com o Alê (Alexandre Borges), a companhia dele foi maravilhosa. Os meus filhos Debora (Nascimento), Caio (Paduan)... O Jorginho (Fernando – diretor), minha primeira novela foi com ele, Que Rei Sou Eu?, há 500 anos atrás (risos). Foi uma alegria, eu acho que essa novela cumpriu o dever dela, de divertir. É uma novela para você sentar e rir, se distrair, era muito colorida. Fico feliz de ter podido passar isso ao público, um momento de relax. Acho que esse é o intuito da novela das 7, mais do que educar, é entreter.

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