Tony Gordon vence o The Voice Brasil e Michel Teló é pentacampeão

Com 32 anos de carreira, cantor se emocionou com conquista: “Tudo é muito de verdade aqui”


  • 04 de outubro de 2019
Foto: Globo/Paulo Belote


Tá difícil de arrancar o troféu da mão de Michel Teló. Pela quinta vez, ele sagrou-se campeão do The Voice Brasil com a vitória de Tony Gordon. O cantor foi eleito o grande vencedor do reality musical com 36,62% dos mais de 18 milhões de votos do público – votação recorde do programa.

“São 32 anos de carreira. Antes de entrar aqui eu era o Tony, filho de Denise Duran. Entrei no The Voice e me tornei o The Voice. Agora eu sou o Tony Gordon do The Voice e eu tenho muito orgulho disso. Aqui a gente representa o bom músico, o bom cantor. Eu não estou sozinho, são todos lindos. Tudo é muito de verdade e estamos aqui para passar essa verdade”, disse.

Michel Teló vibrou muito com mais uma conquista. “Eu gosto e me identifico muito com o Tony. É uma grande voz. Aos 53 anos a gente tem, sim, que ter a capacidade de renovar os nossos sonhos. Aqui a gente aprendeu muito com ele. Está só começando uma nova fase que eu tenho certeza de que vai ser de muito sucesso”, disse.

Segue um bate-papo com Tony Gordon:

Como foi a sua experiência no programa? Toda a experiência do The Voice Brasil é realmente uma busca por algo que, nos meus 32 anos de carreira, ainda não tinha encontrado. Foi um convite constante para sair de uma zona de conforto em que é fácil de se encontrar depois de tanto tempo fazendo a mesma coisa. Maluco isso, né? Muita coisa mudou, muita coisa se concretizou e muita coisa se confirmou. Mas faltava esse desafio novo para um pai/avó Tony. Alguns momentos foram muito emocionantes: o primeiro, quando o Teló virou a cadeira na primeira música You are so beautiful em menos de cinco segundos cantando. E, na sequência, os outros, com uma emoção e uma alegria de estar no lugar certo mesmo. Quando me apresentei com What a wanderful world, quando cantava a frase I see baby crying, I watch them grow, não pude deixar de pensar na minha filha que estava para nascer. 

Qual foi o seu maior aprendizado? Acima de tudo, mais do que aprendizados, eu tive a chance de consolidar experiências e impressões que uma vida inteira de música me trouxeram. O Tony é o mesmo Tony cantando, andando na rua, ensaiando. A música que me moldou. Ver tudo o que está acontecendo comigo e com a minha carreira em razão da exposição do programa é uma confirmação de tudo o que eu mais acredito. Principalmente no poder da música e de se entregar com amor.  

Você seguiu alguma estratégia no programa? Olha, a verdade é que não criei nenhuma estratégia específica para mudar meu jeito de ser e de interagir com o público. Nunca enxerguei uma distância entre artista e público. Na maioria dos meus shows, peço para que sejam sem palco para que possa interagir. Quem faz um show, quem faz a música, são as pessoas que a compartilham, não o cantor. Vivo isso todo dia. Vivo isso indo levar meu neto na escola ou indo cantar. Essa lição é, sem dúvida, o maior aprendizado que a música me trouxe e, no que depender de mim, seguirei assim para sempre.

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