Thiago Amaral, o professor Wesley: “Dançar virou um desafio maravilhoso”

Após destaque em musical e tramas teen, ator festeja desafio em Amor Sem Igual


  • 10 de março de 2020
Foto: Ricardo Penna


Depois de trabalhos importantes no musical O Despertar da Primaveira, nas tramas teen Rebelde e Cúmplices de Um Resgate e no filme Eu Sou Mais Eu, Thiago Amaral encara agora um personagem diferente: o professor de dança Wesley, de Amor Sem Igual, da Record TV. “Ele venceu na vida através da dança. Passei a olhar com mais atenção para os artistas de rua que dançam no metrô, nas praças, feiras”, conta o gaúcho.

Outra motivação que tem encantado o ator é o fato de Wesley dar aulas numa casa de idosos. “Hoje admiro ainda mais meus avós que são e sempre foram cheios de vitalidade”, diz. Na vida pessoal, ele é um pai apaixonado pela filha, Ellora, de dois anos e meio, do casamento com a atriz Ohana Homem. E avalia as transformações com a paternidade. “Difícil achar as palavras para explicar a imensidão dessa mudança”.

Como se preparou para dar vida a Wesley? Mergulhei na dança de salão! Não tinha experiência nenhuma relacionada a esse tipo de dança, então minha preparação foi muito focada nas aulas de dança de salão. Minha preparação para o Wesley não para. Como a dança de salão envolve vários estilos de dança diferentes, continuo estudando, fazendo aulas e aprendendo ritmos novos para as cenas que recebo. Dançar virou um desafio maravilhoso!

Ter um personagem que dá aulas para a terceira idade já influenciou de alguma forma na sua vida? Todo personagem que faço influência minha vida. Wesley é um jovem que venceu na vida através da dança. Quando Wesley está dando aula para os idosos, ele é, além de tudo, um motivador. Estimular os alunos idosos a realizarem a coreografia é, na verdade, transmitir confiança e validar a vontade de viver da terceira idade. 

Você atuou em Cúmplices de um resgate, do SBT. Como foi fazer um projeto para o público infanto-juvenil? Fazer Cúmplices de um resgate foi muito divertido! Frederico foi meu primeiro personagem cômico na televisão, gravar essa novela era a certeza que teria um dia leve e hilário. Fazer novela infanto-juvenil é poder ver o brilho nos olhos das crianças quanto te reconhecem na rua, é indescritível!

Como lida com os fãs, afinal, você trabalhou em dois produtos fortes para o público teen? Meu contato com os fãs é muito saudável. Gosto de compartilhar momentos legais da minha vida e ler os comentários sobre o trabalho que estou fazendo. Rebeldes e Cúmplices de um resgate me trouxeram fãs que sempre me acompanham. Sou muito grato a essas pessoas. Carinho e reconhecimento são sempre bem-vindos! 

Por seu trabalho em Cúmplices você foi indicado na categoria de Melhor Ator ao Prêmio Jovem Brasileiro. Fazer comédia te interessa mais? Ter sido indicado a esse prêmio foi muito bacana, mas não tenho preferência pela comédia. Adorei fazer o personagem cômico, mas gosto também de passear por outros gêneros.

Foto: Ricardo Penna

Você já fez alguns musicais. Como analisa o crescimento do gênero no país? Quando fiz o Despertar da Primavera, em 2009, não tinha noção que esse musical seria um divisor de águas na popularização do gênero. Hoje, percebemos que o “Despertar” formou uma geração de fãs fervorosos não só do espetáculo, mas do gênero. Tendo público, a roda gira e a produção das peças aumenta. Esse crescimento aquece o mercado, gera mais empregos e estimula os atores a se especializarem cada vez mais. Que siga assim, vida longa aos musicais! 

Como a paternidade transformou sua vida? Ela mudou minha perspectiva da vida. O nascimento dela me deu a oportunidade de ser uma pessoa melhor. 

Pensa em montar algum projeto para crianças, influenciado pela filha? Ela me inspira a fazer várias coisas. Montar um projeto infantil no teatro seria muito legal. Ainda não parei para planejar algo do tipo, mas gostei da ideia! 

Como é cuidar de uma criança em tempos atuais? Busco na memória como foi minha infância. Gostamos de deixá-la o mais livre possível para experimentar, brincar e descobrir o mundo a sua volta. Isso requer atenção redobrada, mas vale a pena! Ela está com 2 anos e é lindo vê-la se desenvolvendo dessa maneira. 

Essa atual discussão sobre machismo/feminismo faz você refletir na forma como educa sua filha? Faz. Nós homens temos que aprender a ouvir as mulheres. Converso com minha esposa e aprendo muito com ela sobre feminismo. A mudança é no dia a dia. Nós homens somos responsáveis pela sociedade machista em a gente vive e é responsabilidade nossa identificar as situações em que isso se estabelece e mudar, agir diferente. Como pai me policio para não reproduzir padrões machistas na educação da minha filha. Educar uma menina hoje em dia é um privilégio imenso!

Que tipo de hábito gaúcho ainda mantém? Minhas lembranças de infância e adolescência estão todas ligadas ao Rio Grande do Sul. Mas não sinto falta de morar lá. Quando tenho um período de férias volto para Porto Alegre para rever a família, amigos e matar saudade do cotidiano gaúcho. Carrego vários hábitos gaúchos comigo. Tomo meu chimarrão todas as manhãs e fim de tarde. Gosto muito de reunir a família e amigos num churrasco. 

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