Sidney Sampaio: De profeta e vilão a policial honesto

Após bíblicas, ele é André, em Topíssima: “Retrata a dificuldade desses profissionais”


  • 17 de junho de 2019
Foto: Marcio Senatore


Por Redação

Desde a sua ida para a Record TV, em 2015, Sidney Sampaio tem emendado papéis importantes. Do sucesso internacional como o profeta Josué, de A Terra Prometida, ao vilão André Santero, de Apocalipse, e agora o delegado André Medeiros, em Topíssima. “Ele é correto, e a trama vai retratar bastante a dificuldade de ser um policial honesto no nosso país”, conta o ator.

Além da questão profissional, o personagem cria sozinho a filha Jade (Myrella Victória). Na vida real, o ator também é um paizão para Leonardo, de 7 anos. Com mais de 20 anos de carreira, o ator revela que continua recebendo muito carinho do público latino por causa de Josué. “Eu acho que vou ser sempre o Josué, mas fico feliz, porque foi realmente um divisor na minha trajetória”, admite.

André (Sidney Sampaio). Foto: Blad Meneghel/Record TV

Como definiria o seu personagem? O delegado André é um policial correto. É um personagem intenso, que lida com o estresse no dia a dia. É uma retratação fiel de como é complicado fazer justiça no nosso Brasilzão.  E para dar um peso maior ainda, ele precisa cuidar sozinho de uma filha, criança, cuja mãe a abandonou. Estou bem contente! É diferente de tudo o que eu já tinha feito. Fiz muita coisa bíblica, e agora estamos indo para esse tema contemporâneo. Mas é um personagem gostoso, que mostra como a gente pode passar por tudo isso sem perder a doçura.

Como foi a preparação? O trabalho da preparação para mim é sempre o mais bacana. A gente mergulha em um universo diferente, tanto nessas coisas específicas da polícia, como atirar, usar algema, até o posicionamento de como entrar e sair de um lugar. E também me preparei para essa postura de homem de família, cuidar da casa, fazer comida, ajudar a filha com os deveres de casa, é um personagem bem dinâmico.

Durante o laboratório você chegou a conversar com muitos policiais? Sim. E percebi que é um trabalho cansativo, pesado, tem toda uma questão burocrática da lei, que a gente já escuta falar desde que é criança, e realmente é complicado porque tem papel para cá, para lá. Passei a admirar os profissionais que encaram essa carreira de forma honesta. O que é digno da nossa admiração é entender o quanto é difícil você querer cumprir o seu papel numa instituição que, infelizmente, muitas vezes, é corrompida. Então essa galera que faz esse papel corretamente merece os nossos aplausos.

Na questão da paternidade do personagem, há uma identificação com você, que também é bem paizão, né? Estou meio nessa pegada. Engraçado que no primeiro dia de preparação estávamos tentando encontrar esse personagem dentro da gente, e fui vendo que esse André não estava tão distante do Sidney. Isso me deixou bem seguro para começar esse trabalho.

Foto: Blad Meneghel/Record TV

A Samara Felippo, que faz a ex-mulher do seu personagem, disse que não entende o que leva uma mãe a abandonar os filhos, como a personagem faz... Eu também não entendo como é que essa mulher me deixou (risos). Esse cara correto, honesto, trabalhador, mas acontece. No próprio núcleo da delegacia, que estamos retratando a dificuldade de ser um policial correto, mas nem sempre o que é certo é o que acaba acontecendo, principalmente quando falamos de sentimento, de relacionamentos amorosos. São óticas distintas. Ela acaba de repente acreditando que para ela é melhor seguir outra direção, morar na Europa e abandonar essa família. E acaba que um acontecimento mais fatídico no decorrer da história faz ela voltar, e a gente vai ter vários conflitos, onde ela vai tentar resgatar a guarda da criança. Então vem muita emoção por aí com essa dupla.

Você fez muita coisa bacana na Globo, mas desde a sua vinda para a Record, em 2015, tem feito papéis marcantes. Como avalia a sua trajetória? Eu enxergo a minha caminhada como uma grande evolução. Eu sou muito grato por todos os anos que passei na Globo, aprendi muito, mas eu também sou muito feliz de ter chegado aqui na Record e de ter sido recebido de braços. Eles me deram grandes desafios, oportunidades importantes para a minha trajetória, que me trouxeram amadurecimento profissional. Então eu só tenho a agradecer e espero que venham muito mais.

Josué foi um estrondoso sucesso lá fora, principalmente na América Latina. Você ainda recebe carinho por ter feito este personagem? A galera realmente é bem fã desses trabalhos bíblicos, fixa, marca. Eu acho que toda a minha carreira se resume a Josué (risos). Eu acho que vou ser sempre Josué, mas eu fico muito feliz por isso. Foi um trabalho muito importante, um divisor de águas na minha carreira. Então eu também tenho um grande carinho pelo público que me acompanhou e me acompanha sempre.

Felipe Cunha: “De onde vim, nunca imaginei protagonizar uma novela”

Camila Rodrigues e Felipe Cunha lançam Topíssima



Veja Também