Segundo Sol: Nice vira chef do restaurante de Cacau

Apesar da ira de Agenor, ela o confronta e começa a ganhar seu espaço


  • 16 de julho de 2018
Foto: Reprodução Globo


Desde o início de Segundo Sol, Nice (Kelzy Ecard) se submete às ordens machistas do marido, Agenor (Roberto Bonfim). Para o garçom, o lugar dela é na cozinha, de casa, e lavando suas cuecas. Mas isso começa a mudar um pouco em capítulos a serem exibidos entre o fim de julho e início de agosto.

Principalmente, porque ela anda tristonha desde que as filhas Maura (Nanda Costa) e Rosa (Letícia Colin) foram colocados por Agenor para fora de casa. A primeira, por ele ter descoberto o romance homossexual, e a segunda, por ter ficado sabendo da profissão de garota de programa.

NICE AJUDA NA COZINHA DE CACAU E GANHA ELOGIOS

Mas num certo dia, a dona de casa vai até o resturante Toca para levar o remédio de diabetes que o marido esqueceu. Chegando lá, ouve Cacau (Fabíula Nascimento) dizer que eles não estão dando conta de atender aos pedidos. E pergunta se alguém não conheceria um cozinheiro.

Nice se apresenta. Mas logo o marido dela intervém: “Ela tá delirando, acha que pode cozinhar aqui. Isso aqui é restaurante de verdade, coisa fina. Não é pro teu bico não, Nice”, diz ele. Mas Cacau se interessa e pergunta o tipo de comida que ela faz. “Cozinho de tudo. Mas gosto mesmo é de fazer comida baiana. Caruru, xinxim, vatapá, bobó!”, explica.

Imediatamente, Cacau pede para ela começar. E logo iniciam os elogios de clientes para o tempero dela. “Esse vatapá tá o melhor que eu comi na vida! Diga isso ao cozinheiro!”, pede um homem a Agenor. Enciumado, o garçom não dá recado algum, e ainda diz para Nice ir embora, sem nem se despedir de Cacau. Já em casa, ele conta que ninguém gostou da comida dela.

AGENOR AMEAÇA NICE E A CHAMA DE “BUCHO VELHO”

Cacau fica louca para contratar imediatamente Nice. Ela vai até a casa de Agenor e ele mente que a mulher viajou. Inclusive, durante uma discussão, o garçom diz absurdos para a mulher.

“Acho que você não entendeu. Você vai ter que escolher entre o seu casamento e esse emprego! Porque se você ousar me desafiar, eu vou embora por aquela porta e nunca mais volto! Cê vai morrer sozinha! Porque é um bucho velho e nunca que um homem vai encostar um dedo em você!”, afirma ele.

Até que certo dia, a dona do Toca consegue encontrar Nice e lhe faz uma proposta para trabalhar no restaurante. Agenor tenta acabar com o papo entre as duas, dizendo que a mulher precisa cuidar da casa e das filhas. Mas são as próprias filhas, Maura e Rosa, que a incentivam a aceitar.

“Isso é machismo! A senhora devia se impor, pare de baixar a cabeça pra ele, lute por seus direitos, minha mãe!”, fala Rosa. “Se a senhora quer esse trabalho, vá, aceite, se ele não gosta, problema dele!”, complementa Maura.

APESAR DAS ARMAÇÕES DE AGENOR, NICE VIRA CHEF DO RESTAURANTE

Com a força das filhas, Nice vai até o restaurante e, para surpresa de Agenor, pede para falar com Cacau. “Eu pensei muito, ouvi o que Agenor tinha pra me dizer e... É verdade que eu conversei, sim, com minhas filhas, elas acham que eu devo de aceitar porque eu gostei muito de cozinhar pra senhora, e... Eu aceito o trabalho aqui!”, diz, convicta, diante de um raivoso Agenor.

A cada dia, ela vai recebendo mais elogios. Mas certo dia, Cacau vê clientes de uma mesa cuspindo a comida no prato e tomando muita água. Ela prova a comida e diz que está mesmo horrível. Nice é chamada a atenção, chora, apavorada, e explica que havia provado antes e estava normal. Inclusive diz que, se Cacau quiser, pode demiti-la. Mas Cacau resolve lhe dar nova chance.

Já em casa, a própria Nice fala na cara de Agenor que sabe que foi ele que armou contra ela. Num momento em que ela se afastou do fogão, ele encheu o molho da comida de pimenta. Mas ela volta a comandar a cozinhar no restaurante nos outros dias. E os elogios são tantos, que Cacau resolve abrir uma champagne para ela, diante de todos os funcionários. E ainda pede uma salva de palmas.

“Sério, dona Nice, que talento a senhora tem!”, elogia Cacau.

“Que nada, é que eu cozinho com o coração, sabe? Muito amor e carinho que eu ponho nas minhas panelas. Mas o segredo, mesmo, é tempero, que sem ele nada tem gosto!”, conta Nice.

“Já estou vendo que dia desse vai abrir seu próprio restaurante e me deixar na mão!”, brinca Cacau.

“Quem sou eu, dona Cacau? Imagina!”, diz ela, envergonhada.

Um cabisbaixo Agenor olhar a felicidade da mulher, de longe, quietinho, sem poder usar ali toda aquela sua pose de “machão”...



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