Romulo Estrela: “Acredito que o amor é a salvação do mundo”

No papel de príncipe, ator vive primeiro protagonista em Deus Salve o Rei


16 de janeiro de 2018

Foto: Globo/César Alves

Por Ana Julia

A cada novo papel, Romulo Estrela vem encantando o público com o seu talento. Nos últimos tempos, ele tem emendado trabalhos de destaque. De 2015 a 2017, por exemplo, fez, na sequência, Além do Tempo, Liberdade, Liberdade e Novo Mundo.

Junto a muita entrega e determinação, a sua “estrela” acabou brilhando também num momento crucial. O ator de 33 anos havia sido escalado para o papel de Tiago, irmão de Amália (Marina Ruy Barbosa), mas acabou levando o de Afonso, seu primeiro protagonista. Nada mais do que merecido! “Eu estou grato! Acho que essa é uma palavra que define esse meu momento”, resume.

Foto: Globo/Sergio Zalis

Para Romulo, que iniciou a carreira no teatro amador aos 18 anos, e fez papeis importantes também na RecordTV, como o mutante Draco, em Caminhos do Coração e Os Mutantes, 2008, e Promessas de Amor, 2009, a coragem do personagem Afonso é o que mais lhe instiga.

Veja abaixo o bate-papo do Portal ArteBlitz com o ator, pai do lindo Theo, de 1 ano e 7 meses, do casamento com a empresária Nilma Quariguasi.

Com a mulher, Nilma, e o filho, Theo. Foto: Reprodução Instagram

"Nunca pensei em desistir. Sempre acreditei nos meus objetivos e conquistei. E tem muito ainda para acontecer, me considero um ator muito jovem e que está aprendendo a cada trabalho."

É o seu primeiro protagonista, dá um certo medo?

Não tem que ter medo. Eu acho que vim de trabalhos que me prepararam para, nesse momento, conseguir exercer minha função da maneira que sempre exerci. Então, eu estou muito feliz com a oportunidade.

Como o convite chegou até você?

Eu estava gravando Novo Mundo quando fiquei sabendo que iria fazer essa novela. E eu ia fazer o Tiago irmão de Amália (Marina Ruy Barbosa), papel do Vinícius Redd. Mas por uma questão da saída de um dos atores, acabei fazendo o Afonso. E, desde o início, já estava com essa trupe, com equipe, trabalhando, me preparando. Na verdade, peguei ali o finalzinho da minha última semana de gravação de Novo Mundo e conciliei com a preparação de Deus Salve o Rei, porque eu não queria perder. E aí tudo se deu... Essa preparação serviu para unir esse grupo, deixar a equipe bem coesa, falando a mesma língua. E o público vai sentir isso.

Fale sobre o Afonso...

É um personagem lindo, numa novela inovadora, que vai cada vez mais surpreender o público. Porque a gente está fazendo algo que não foi feito ainda, e que eu acho que a gente precisa. A título de evoluir o audiovisual, as novelas. Eu estou muito feliz de fazer parte deste grupo.

"Não tem que ter medo de fazer um protagonista. Acho que vim de trabalhos que me prepararam para, nesse momento, conseguir exercer minha função da maneira que sempre fiz."

O que mais instiga no personagem?

Essa coragem do Afonso em escolher abandonar um trono para viver um amor. Eu acho que a nossa vida, a vida de cada um é feita de escolhas, vou para a direita, a esquerda, fico nesse emprego, largo esse emprego, vou casar, vou ter filho, são escolhas... E, obviamente, quando você escolhe, você abre mão de outras coisas. E a coragem do Afonso para fazer isso é uma coisa que me encanta no personagem.

Com a colega de cena Marina Ruy Barbosa. Foto: Sergio Zalis

Que tipo de preparação especial você fez?

A gente fez uma preparação de três semanas com o Eduardo Milewicz, corporal, de voz. É a segunda vez que trabalho com ele aqui na Globo. A gente também fez oficina de arco e flecha, luta com espada, luta corporal, cavalo. E, eu, particularmente, venho de novelas de época, então, são novelas que eu acabo revivendo, revisitando.

Teve algo mais difícil?

A luta com espadas faço desde Além do Tempo, é a quarta novela. Teve ainda Liberdade Liberdade e Novo Mundo, apesar de não ter tanta luta, era um instrumento que fazia parte do Chalaça, e, agora, nessa novela, porque a gente tem muita ação. A gente está falando da alta idade média, eram épocas de conquistas, essas pessoas saiam em expedição, em busca de novas terras. E isso se dava muito no corpo a corpo, no duelo. Mas eu estou muito confortável nesse lugar. Sempre acontecem situações, podem acontecer incidentes. Cavalo, por exemplo, se você não monta, é melhor que não suba nele. Não é o meu caso, porque monto desde garoto. Mas sempre que sobe, tem que verificar se a cela está presa, o estribo no lugar, a rédea. Porque eu acho que a gente se expõe, a partir do momento que a gente faz, e só acontece com quem faz. Acho que o que cabe é se certificar que você está seguro.

Mesmo com computação gráfica, tem dublê também?

Tem. Isso é algo que a gente tem até mais de um. Porque depende muito da situação, da cena. Mas a gente tem uma equipe de dublê, uma equipe muito bacana. E a gente não tem tanta cena de perigo. Eu imagino que, as vezes, por ter tanta ação, o público pense que as cenas são perigosas. Mas, não é isso que acontece. E a gente está muito preparado para fazer esse tipo de cena.

"A vida é feita de escolhas, vou para a direita, a esquerda... E, obviamente, quando você escolhe, abre mão de outras coisas. E a coragem do Afonso para fazer isso é uma coisa que me encanta."

Foto: Arthur Germano

Você tem muitos anos aí de luta na carreira. Já chegou a pensar em desistir?

Eu nunca pensei em desistir. Eu sempre acreditei nos meus objetivos e conquistei. E tem muito ainda para acontecer, eu me considero um ator super jovem e que está aprendendo a cada trabalho. Essa é a verdade!

Ser protagonista era um objetivo?

Não, nunca pensei como objetivo, eu sempre batalhei por bons personagens, e ter oportunidade de fazer esses papeis, acabou abrindo portas para mim. E acho que Afonso é um exemplo disso.

O Afonso escolhe o amor ao invés do trono. Acha que por um grande amor vale mesmo tudo?

Eu acredito no amor! Eu sou um cara... O amor faz parte da minha vida. Acho que o amor é a salvação para o mundo que a gente vive hoje.