Rayanne Morais, a Graça: “Há o momento de plantar e o de colher”

Atriz vibra com o novo desafio de viver policial atrapalhada em Topíssima


  • 18 de junho de 2019
Foto: Carolina Goetz


Por Luciana Marques

*Esta entrevista também esta disponível em vídeo, abaixo.

Persistência e determinação não faltam na trajetória de Rayanne Morais. Desde a época de modelo e depois quando venceu os concursos Miss Minas Gerais e Miss Brasil Internacional, em 2009, até a caminhada nas artes. Atualmente, ela dá vida à divertida policial Graça, em Topíssima. “Existe o momento para plantar e o momento para colher”, avalia ela, que interpretou a Joana, em Os Dez Mandamentos, em 2016, e depois viveu a protagonista Pietra, de Belaventura, em 2017.

Para o novo desafio em Topíssima, Rayanne visitou delegacias, fez aulas de tiro, de luta e de le parkour. Ela também conheceu a história de muitas mulheres policias. E exalta a força delas de marcarem o seu espaço num território majoritariamente masculino. “São mulheres fortes , de garra e que, ao mesmo tempo, não perdem, essa doçura e esse jeito feminino de ser”, conta.

Graça (Rayanne Morais). Foto: Blad Meneghel/Record TV

O que mais tem instigado você ao fazer esta personagem? Tem sido muito especial! Ela é uma policial infiltrada, workaholic, ela ama o que faz. Mas tem um detalhe, ela é  um pouco atrapalhada. Fazer ela está sendo demais, incrível.

Como você a definiria? A Graça é uma pessoa super do bem, ela ama ser policial, vive por isso. Ela tem os instintos femininos, essa sensibilidade, esse empoderamento. Mas ela tem um pouquinho de deslize, é desengonçada. E a parte gostosa está aí.

Como foi a preparação? Eu visitei algumas delegacias, fiz vários workshops, de arma. Fiz todo um trabalho para criar essa personagem. Aula de tiro, de luta, de lê parkour. Foi um período bem gostoso. 

O que te surpreendeu mais nessas mulheres, nessas policiais? O empoderamento feminino, como uma mulher se coloca num meio, que há pouco tempo vem sendo conquistado pelo sexo feminino, e de lidar com todos esses homens. São mulheres fortes, de garra e, ao mesmo tempo, não perdem essa doçura e esse jeito feminino de ser.

Você se considera uma feminista? Eu acho que toda a mulher tem que defender a outra. Temos esse merchan de sermos frágeis, sim, somos, mas também somos muito guerreiras. Então eu acho que toda a mulher tem um pouquinho desse lado.

Foto: Blad Meneghel/Record TV

Você já foi miss, é uma mulher muito bonita. Quais os seus cuidados de beleza? Eu não tenho muito isso de manter beleza, não sou muito apegada a isso. Eu acho que se a gente está bem por dentro isso vai transparecer. Então o meu cuidado está nisso aí, no corpo, alma, coração e mente. Acho que esse é o segredo!

Você vem batalhando muito, começou no teatro, acha que tudo tem acontecido como deve ser? Eu acho que Deus faz todas as coisas no momento certo, há o momento certo. Existe o momento para plantar e o momento para colher. Eu tenho uma felicidade muito grande com a Record, com a minha casa, que me recebeu c/ tanto amor, carinho, que apostou no meu trabalho. E a gente está crescendo junto nessa caminhada da vida. Mas eu acho que tudo tem o momento certo, eu comecei nova no teatro, fiz cinema e por último TV. 

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