Marina Moschen: “Selena me inspira com a sua força”

Atriz comemora fase e personagem destemida em Deus Salve o Rei


  • 07 de fevereiro de 2018
Foto: Globo/João Cotta


Por redação

Em sua quarta novela, em apenas três anos, Marina Moschen já mostra a que veio. De porte esguio e jeito meigo e tímido, a atriz, que quando criança fazia balé e tocava piano, hoje se destaca como a destemida e guerreira Selena, na trama medieval das 7, Deus Salve o Rei.

A maioria de suas cenas, na Academia Militar de Montemor, é de luta ou portando armas, como arco e flecha e espada. Segundo a atriz, a personagem tem lhe inspirado de algumas formas. “Venho aprendendo a não ficar num lugar muito cômodo, quando não estou satisfeita, a falar, ou tentar mudar aquilo de alguma forma”, explica Marina.

Como a Selena da trama das 7. Foto: Globo/Sergio Zalis

Você se inspirou em algum personagem em especial para viver a Selena?

Aqui na novela, me deram como referência a Joana d'Arc. E eu assisti Game of Thrones, tem a personagem Ygritte, aquela ruiva. E também em mulheres do dia a dia, que você vê uma força no olhar. Mas a Selena tem uma história muito única também, tem a identidade dela.

"Selena vai inspirar muitas mulheres com sua força, espero que sim. Também acho que a relação dela com os homens da academia militar vai abrir o olhar de muitos homens que, de certa forma, estão com a mente mais fechada."

E ela tem um dom dentro dela, é um pouquinho mutante também?

É, mas é tudo muito sutil. Não é uma coisa, ah, agora nasceram flores. Não é assim. Ela se apaixona, e em algum momento ela percebe que ali não tinham flores, mas agora tem. É um lugar mais lúdico, mas de uma forma bem natural também. Não é tão na fantasia. É uma coisa que você acredita um pouco.

O que você vem mais aprendendo com a Selena?

Ela me inspira muito com essa força dela. E vai inspirar também muitas mulheres, espero que sim. Também acho que a relação dela com os homens da academia militar vai abrir o olhar de muitos homens que, de certa forma, estão com a mente mais fechada. Então, a situação que ela está passando, muitas mulheres passam hoje em dia, de uma forma mais moderna.

Foto: Reprodução Instagram

Podemos dizer que ela era uma mulher empoderada daquela época?

Isso! E é muito bacana que ela seja, sem saber. É um instinto dela ser, ela vê que é capaz e quer provar. Mas, ao mesmo tempo, ela não tem esse raciocínio, dessa importância dela naquele momento. Ela só quer fazer.

Tem algum motivo para ela querer lutar, algum acontecimento?

Principalmente, poder proteger as pessoas que ela ama. E se proteger. Acho que para ela isso é o mais importante.

"Eu fiz balé a vida inteira, tocava piano, bem diferente da personagem. Sou do jeito que sou, mas não tenho a cabeça fechada. Eu adoraria fazer qualquer outra coisa."

Como foi a experiência de mexer com arma, arco e flecha, espada... Por exemplo, já havia feito alguma aula de luta na sua vida?

Nunca! Na hora que me falaram eu achei legal, mas, depois, pensei, e agora? Mas é muito legal. O arco e flecha, por exemplo, é lindo, te dá muito foco, precisão. Eu adoraria continuar fora da novela. A espada me remete muito à Selena, e me ajuda a entender também como ela é. Fiz ainda escalada, equitação, todas as aulas que vocês imaginam.

Isso, a coisa de luta, é muito longe de você, que parece ser mais do tipo frágil?

Eu fiz balé a vida inteira, tocava piano, bem diferente dela. Sou do jeito que sou, mas não tenho a cabeça fechada. Eu adoraria fazer qualquer outra coisa.

Foto: Globo/João Cotta

Curte fazer tramas de época?

Eu fiz Os Dez mandamentos, participei dos cinco primeiros capítulos. Eu adoro, os figurinos diferentes, tem todo um estudo, então, é muito curioso para mim. Mas também gosta das tramas contemporâneas. A Yasmin, uma patricinha, de Rocky Story, eu adorava fazer. Ela estava sempre em cena de salto, mas eu não uso no dia a dia, era uma linguagem mais coloquial. Mas eu gosto de experimentar tudo.

"Acho que tudo tem acontecido no momento que deve ser na minha carreira. Tem estudo, tem esforço, mas tem sorte. Acho que a gente também tem que ter consciência disso, porque tem muita gente tentando, estudando."

Como você vê sua caminhada, começou com a participação em Os Dez Mandamentos, depois protagonizou Malhação... Tudo tem ocorrido no momento certo?

Acho que tudo tem acontecido no momento que deve ser. Tem estudo, tem esforço, mas também tem sorte. Acho que a gente também tem que ter consciência disso, tem muita gente tentando, pessoas estudando... Enfim, acho que a gente tem que valorizar tudo o que chega até a gente e dar o nosso melhor. E eu acho que é o que eu estou fazendo. Eu fiz Os Dez Mandamentos, Malhação, uma mocinha, um desafio, nunca tinha lidado com aquela quantidade de cenas. É uma responsabilidade também. A Yasmin era uma personagem menor que foi crescendo durante a novela. E foi legal porque ela era tão diferente de mim, que eu consegui experimentar várias coisas, de jeito, de me libertar um pouco. De não ter medo daquilo ficar, de certa forma, caricato. E eu me jogava! Foi bom para mim. E agora Deus Salve o Rei, completamente diferente de tudo também. Acho que é isso, estou muito feliz e dando o meu melhor.



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