Maria Carol, a Diana: “Como ela, valorizo as coisas simples da vida”

Atriz de Verão 90 reestreia sucesso teatral e diz que é hora da classe artística não se calar


  • 08 de junho de 2019
Foto: Vinícius Mochizuki


Por Luciana Marques

Assim como a personagem Diana, em Verão 90, Maria Carol é uma “típica carioca”, curte praia, conexão com a natureza. Mas as identificações não param por aí. “Adoro o alto astral dela também, valorizar as coisas simples e a nossa essência”, conta a atriz, que lembra que na década de 90, quando se passa a trama, estava vivendo a fase da passagem da infância para a adolescência.

De uma família com envolvimento forte no universo artístico, a mãe, Maria Rebello, é produtora teatral, a avó Hida Rebello, atriz, e o tio Jorge Fernando, diretor artístico da trama das 7, Maria tem no teatro, onde atua há 15 anos, a sua grande paixão. Prestes a estrear, em 15 de junho, nova temporada de Tem Uma Mulher Na Nossa Cama, no Teatro Miguel Falabella, no Rio, ela fala ainda sobre a crise enfrentada pela classe. “É hora de resistir”, diz.

Diana (Maria Carol) com João (Rafael Vitti) e Tobé (Bernardo Marinho). Foto: Artur Meninea/GShow

O que tem sido mais prazeroso ao viver a Diana, em Verão 90? Esse universo dos anos 90 da novela. Cada objeto de cena, os figurinos, citações no texto. Tudo me faz lembrar essa década incrível.

Esse universo hippie, do surf, de praia, é algo que você curte também? Chegou a viver isso nos anos 90? Todo esse universo hippie e de conexão com a natureza são inspiradores. Me apaixonei pelo surf fazendo as aulas! Os anos 90 foram marcantes pra mim pois passei da infância pra adolescência e tive minhas maiores descobertas.

Ela é o ombro amigo de todas as horas do irmão, o Herculano (Humberto Martins)... Você tem alguma relação assim com um irmão ou outro parente homem, amigo? Sim! Meu irmão, João Rebello, nasceu no mesmo dia que eu só que quatro anos antes. Temos uma conexão fortíssima, tipo de gêmeos. Ele é um cara que eu admiro demais.

E o romance dela com o Tobé (Bernardo Marinho)?  É divertidíssimo! Eles são como Eduardo e Mônica, da música do Legião Urbana. Fora que trabalhar com o Bernardo Marinho foi um presente!

O que o público pode aguardar dos próximos capítulos para a Diana? Ah! A Diana e esse mundo dela dos chás indígenas ainda vão dar o que falar...

Foto: Vinícius Mochizuki

Você vem de uma família de artistas. Às vezes, até pode ajudar no início, mas a gente sabe que não é sempre e que, muitas vezes voc precisa provar duplamente o seu talento. Você já sentiu isso, o peso do sobrenome? Vejo isso de forma natural. Não chega a ser um peso. Tenho muito orgulho da nossa família e tudo o que representamos.

Como é atuar num trabalho tão especial para o seu tio, Jorge Fernando, na volta dele à direção de novelas, após o AVC? Eu tenho muito orgulho do talento e da força do Jorge! Ele é um guerreiro! É sempre um grande aprendizado trabalhar com ele.

Ele voltou mais calmo? Sempre muito elétrico e cheio de energia! Ele sabe exatamente o que quer quando está dirigindo. 

Ser ator no Brasil hoje, muitos dizem que é resistir. E você faz muito teatro... Como vê esse momento difícil da cultura no país? Resistência sempre! Estamos num momento muito triste pra cultura e a educação no nosso país. Nós artistas temos o dever de resistir e não deixar nos calar. Fazer teatro é minha grande paixão! Estreio a quinta temporada da comédia Tem Uma Mulher Na Nossa Cama, dia 15 de junho, no Teatro Miguel Falabella, Zona Norte.

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