Malu Falangola, a prostituta Ioná: “Encontrei em mim novas formas de usar a sensualidade”

Atriz conta que a vilania da personagem de Amor Sem Igual a tirou da zona de conforto


  • 03 de março de 2020
Foto: Lukas Alencar


Quem acompanha Amor Sem Igual, da Record TV, já tem um certo ranço de Ioná, a prostituta que até esta semana era a estrela do Mademoiselle Olympia Night Club. Isso até levar uma rasteira e ser dopada por Poderosa (Day Mesquita) na grande noite de reinauguração da casa. E quem está fazendo bonito na pele dessa vilã para lá de sensual é a atriz Malu Falangola, de 25 anos. “Tem sido uma experiência divertida e desafiadora”, avalia.

Natural de Recife, a atriz que veio para o Rio com 17 anos estudar teatro, ressalta que essa veia mazinha da personagem a fez sair da zona de conforto de outros papéis mais leves e de humor, como a Sula, de Malhação, em 2016, e a Natália, de O Tempo Não Para, de 2018. As aulas de tecido para viver a garota de programa também foram transformadoras na sua vida. “Essa rotina mudou meu corpo e alguns hábitos”, conta.

Como tem sido dar vida a Ioná? Uma personalidade completamente diferente da minha que demanda uma energia grande para a criação das cenas de briga ou de afronte às outras personagens. 

Considera Ioná seu personagem mais maduro? Maduro no sentido de densidade, sim. Ela tem uma vilania que me colocou num lugar mais sério, me tirando da zona de conforto da leveza ou comédia. 

Ioná (Malu Falangola). Foto: Blad Meneghel/Record TV

Como foi construir Ioná, muito diferente de tudo o que você já fez? Foi diferente, mas muito gostoso de construir. Acho que aí está o brilho da profissão, buscar desafios e dar a cara a tapa por essa personagem. Me fez ficar nervosa nas primeiras cenas e isso dá o gás para você querer sempre fazer melhor. 

Chegou a conversar com garotas de programa para entender esse universo? Não, mas pesquisei e conversei com pessoas que já tiveram essa oportunidade. 

Você fez aula de stiletto e de tecido acrobático para esse trabalho. Onde buscou a sensualidade da personagem? Acho que a sensualidade está presente em diversas formas, como no olhar, numa conversa ou até mesmo numa dança. Encontrei em mim novas formas de usar a sensualidade nas acrobacias e na dança, usando com mais força para mostrar o poder que ela tem para conseguir o que quer.

Ioná usa roupas mais justas e curtas... Isso fez com que você cuidasse mais da sua alimentação e da rotina de exercícios? Sim. Minha alimentação melhorou e precisei estar com o corpo disponível para acertar os movimentos. Então, praticar exercício físico com frequência aumentou meu rendimento. 

Foto: Lukas Alencar

Cada vez mais vemos atores de Recife nas novelas. Como analisa o cenário artístico da sua cidade natal? Infelizmente fomos condicionados a vermos sempre o nordeste tachado de sertão e isso limita as oportunidades do ator nordestino, ainda mais dentro de um Brasil tão misturado. Dessa forma, estamos caminhando para um lugar mais sensato na nossa profissão com as oportunidades que finalmente estão aparecendo. E isso é algo esperado há muito tempo. 

Você tem muitos fãs que te acompanham desde Malhação. Como mantém essa relação e o que eles estão achando de Ioná? Tenho várias que me acompanham desde sempre e mantenho essa relação sempre ativa porque são meu termômetro. Mesmo a Ioná sendo uma “naja”, ainda tem quem ame (risos). Morro de rir e fico feliz com essas respostas positivas. 

Nesse Carnaval, conseguiu curtir a folia pernambucana que é tão tradicional ou acabou ficando no Rio? Curti muito o carnaval do Rio. Amo a rua, bloquinhos, Sapucaí e brincar todos os minutos dessa festa linda. Como estou trabalhando não viajei, mas sempre que tenho oportunidade tento conhecer carnavais diferentes. 

Sthefany Brito: “Viver essa dor, essa relação tóxica da Donatella, mexe comigo como mulher”

Guilherme Dellorto, o Pedro Antônio: “Um cara, como eu, mais ligado no ser, não no material”

Barbara França em nova fase na Record: “Papel bonito, abraço com unhas e dentes a oportunidade”

Camila Mayrink: “Pra mim, um amor sem igual começa no amor próprio e reverbera nas relações”



Veja Também