Letícia Spiller: “O espelho é ilusão, tento estar bem por dentro”

Atriz é destaque como a Marilda na trama das 9, que vive em busca da “beleza eterna”


  • 24 de novembro de 2018
Foto: Globo/Estevam Avellar


Por Redação

Desde os primeiros capítulos de O Sétimo Guardião, Marilda, personagem de Letícia Spiller tem muito dado o que falar. A cada aparição, principalmente quando ela se banha nua na fonte secreta de Serro Azul, as redes sociais piram. Também pudera, aos 45 anos a atriz está mais linda que nunca e, mais uma vez, fazendo um bonito trabalho, principalmente com um quê de humor afinado.

Mas ao comentar sobre esse vício da personagem em busca da eterna juventude, Letícia ressalta que tudo na vida tem um limite. E para ela, o espelho é uma ilusão. “O tempo passa para qualquer um. Tento estar bem por dentro antes de qualquer coisa”, diz a atriz, mãe do músico Pedro Novaes, de 21 anos, e de Stella, de 7 anos.

Na entrevista, Spiller comenta ainda sobre mais uma parceria com o autor Aguinaldo Silva – antes ela participou de Senhora do destino, em 2004, e Duas Caras, em 2007 -, e também de sua atuação agora como coprodutora de filmes.

Marilda (Letícia Spiller). Foto: Globo/João Cotta

Fale um pouco da Marilda, que chegou chegando, né?

A Marilda não é boazinha mas também não é má. Mas é uma pessoa que tem um ego muito grande, uma vaidade muito grande. Então a gente não sabe do que essa pessoa é capaz. Mas ela é capaz de tudo para ir em busca dessa beleza. Eu acho que nem ela sabe que a fonte é o tal segredo que eles (guardiães) têm em dias de reuniões. Porém, os guardiões são muito secretos. Ela é mais velha que a irmã, a personagem da Lília Cabral, mas se mantém jovem por causa da água da fonte.

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Ela é a única personagem que faz uso da água da fonte. Acha que vão descobrir logo?

Sim, ela descobriu a fonte sozinha. Ninguém sabe ainda que ela se banha lá, é um segredo dela que vai ser descoberto.

Você é uma mulher muito bonita. Como lida com o passar dos anos?

Eu acho que tudo tem um limite. Para tudo tem que ter um equilíbrio. O tempo passa para qualquer um, e o mais importante afinal, é a gente buscar prazer nas coisas que faz. O espelho é uma ilusão. Tento estar bem por dentro antes de qualquer coisa.

Vocês artistas vivem uma cobrança pela imagem. Como vê isso?

Olha, é quase que uma regra estar sempre bem nesse meio. De vez em quando a gente tem o nosso momento de enfiar o pé na jaca, ninguém é de ferro. Eu, por exemplo, sou 'a louca do doce'. Eu preciso de um açúcar para ficar feliz, a mesma coisa com o café.

Foto: Globo/Estevam Avellar

Como se cuida?

Eu tomo muita água, procuro fazer sempre exercício, yoga, são coisas que me ajudam muito. Tem a alimentação também. No geral, eu não sou radical, como de tudo.

Tem alguma mulher que você se inspira e que considera que parou no tempo, assim como a sua personagem?

A Nicette Bruno, ela é fantástica! Quero ficar assim como ela. Além de ser maravilhosa como atriz e ser humano. Mas eu também me inspiro nela e na Fernanda (Montenegro). Desde que a conheci batendo perna em Paris, ela já tinha uma certa idade, não sei como ela consegue. Eu mesma não conseguia acompanhar o ritmo dela. São mulheres maravilhosas que me inspiram muito, e estão aí firmes e forte com os efeitos do tempo. 

Foto: Globo/Estevam Avellar

Você está em mais uma parceria com o Aguinaldo. Como recebeu o convite?

Acho que foi uma ideia dele mesmo junto com o Papinha (diretor Rogério Gomes). Eu fiz um acordo com a casa de ficar um ano sem fazer novelas, porque estava emendando sete novelas. Acabei voltando antes por causa disso. Eles me convidaram e são amigos. Nunca tinha trabalhado com o Papinha. E sempre que o Aguinaldo me chama é uma festa pra mim.

Você também agora está produzindo filmes, é isso?

Então, eu estou correndo atrás de captar recursos para um longa (Clube da Saudade) que eu vou produzir. Um outro já está pronto e também já estamos com uma distribuidora, se chama Eu sou Brasileiro, e tem o Daniel Rocha como personagem central. Ele sofre um acidente e entra em coma, e mostra como ele vai lidar com essa frustração, fala de opressão, do capitalismo. É a história de um brasileiro que eu acredito que muitos irão se identificar. O que é mais legal nisso tudo é gerar trabalho. Por mais que eu estivesse exausta, eu vou feliz por estar gerando trabalho, realizando algo, movimentando uma cidade, porque a figuração foi toda de Indaiatuba, no interior de São Paulo.



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