Klara Castanho: “Há diferentes frentes no meu trabalho, e procuro sempre experimentar as desconhecidas”

Atriz fala dos aprendizados na quarentena e das gravações de audiobooks


  • 06 de abril de 2020
Foto: Reprodução Instagram


 

Com quase 15 anos de carreira, Klara Castanho, de 19 anos, diferentemente de muitos atores mirins, não teve aquela pausa na carreira na fase infanto-juvenil quando quase não pintam trabalhos. Intérprete de papéis importantes como a Rafaela de Viver a Vida, a Tonica de Morde & Assopra e a Paulinha de Amo à Vida, quando não estava na TV, a atriz podia ser vista no cinema. “Há diferentes frentes no meu trabalho, e  procuro sempre experimentar as desconhecidas”, conta.

Na telona, ela atuou em grandes sucessos entre os jovens, como É Fada, com Kéfera, e Tudo Por um Pop Star. Em 2019, rodou DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, que tem lançamento previsto para este ano. Além disso, gravou os audiobooks dos livros Uma Garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, Minha Vida de Menina, de Helena Morley, e Longe de Casa, de Malala Yousafzai. Agora, na quarentena, Klara aproveita para estudar e tem refletido o quanto damos pouco valor às coisas mais simples da vida.

Como está a sendo a sua rotina nessa época de quarentena? Eu tenho tentado manter minha rotina o mais próxima possível do normal. Meus cursos eu passei pra serem todos a distância, mas os mantenho no mesmo horário. Eu tô em casa, com os meus pais e meu irmão.

O que você mais tem aprendido nesse momento tão confuso e difícil que o Brasil e o mundo passam? O quanto a gente dá pouco valor às coisas simples e constantes da vida. O mínimo, desde o abraço, até ir dar uma volta pra respirar. O quanto tudo é frágil e num piscar de olhos a gente perde e nem imaginava que poderia perder.

Qual o seu conselho para os jovens que te seguem nas redes sociais? Que mantenham a calma, e a cabeça ocupada. Muitos conteúdos maravilhosos estão disponíveis através de lives e cursos on-line. Manter a cabeça ocupada tem me ajudado muito, mas que também tá tudo certo ter dias ruins.

Foto: Reprodução Instagram

Você é muito jovem, mas tem quase três milhões de seguidores no Instagram. Você tem consciência de quanto é formadora de opinião, toma algum cuidado em relação às postagens, ao que fala? Eu passei a ter, e hoje em dia tenho bastante cuidado. Eu nunca falei nada sem antes ter embasamento ou absoluta certeza, porém, a cada dia ou a cada assunto, eu estudo mais. Eu entendi que as pessoas levam muito minha opinião em consideração, então sempre estou muito consciente do que me disponho a falar.

Por que você acha que o público tem essa identificação tão forte com você? Porque temos uma idade próxima. E é uma fase de indecisão e inconstância. Tudo que nos faz sentir incluído, é bastante levado em consideração.

Você é um dos casos raros de atrizes mirins que quase nunca ficou parada. Se não fazia novela, fez filme, PopStar, você está sempre produzindo, porque não é fácil, né? Eu me sinto extremamente realizada quando tô trabalhando, então sempre procuro alguma forma de estar na ativa. 

Você tem gravado vários audiobooks, o primeiro foi de Uma Garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática. Como se viu diante desse novo desafio? Foi uma experiência incrível, abriu um novo leque de opções pra mim. O quanto a história da Tetê reflete a realidade de tantas adolescentes. 

Você se identificou com a personagem em alguma fase da adolescência? Eu acredito que a fase da insegurança visual, que até onde eu sei, é uma fase existente pra todos os adolescentes.

 

 



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