Juliana Paes fala do encontro de Maria da Paz e Joana no capítulo 100

Jovem pode ser filha verdadeira da boleira, em A Dona do Pedaço: “Momento de muita ternura”


  • 12 de setembro de 2019
Foto: Globo/João Miguel Junior


A Dona do Pedaço vem arrebatando o público dia a dia com surpresas e reviravoltas mirabolantes do autor Walcyr Carrasco. E a chegada do capítulo 100, nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, trará uma das cenas mais aguardadas da trama: o encontro de Maria da Paz (Juliana Paes) com Joana (Bruna Hamú), que segundo rumores é a filha verdadeira da boleira, trocada na maternidade.

A sequência acontece quando Maria está voltando para casa com o seu carrinho de bolo após mais um dia de labuta, já que teve que recomeçar do zero após perder a fábrica, a casa e toda a grana em golpe da filha, Jô (Agatha Moreira). Já perto de casa, ela é assaltada, e levam todo o seu dinheiro ganho no dia. “Ver aquele carrinho, que é o símbolo de todo o esforço dela, no chão, foi muito sofrido pra mim. Eu chorei sem parar e isso não estava no roteiro”, conta Juliana.

Desesperada e assustada, Maria da Paz se vê fragilizada, quando surge diante de si Joana. A moça doce, técnica de enfermagem, a ajuda e se oferece para empurrar seu carrinho até em casa. Há uma empatia grande entre as duas. “A Bruna (Hamú) tem toda a doçura que ela empresta pra personagem”, avalia Juliana.

Joana (Bruna Hamú) e Maria da Paz (Juliana Paes). Foto: Globo/Estevam Avellar

De que forma Joana vai chegar na vida de Maria? Joana chega em um momento de muita fragilidade da Maria da Paz. Ela é assaltada enquanto vende os bolos. Perde o que ganhou no dia e ainda tem seu carrinho inteiro virado no chão. Além do ganha pão, o carrinho é o símbolo do esforço, um trabalho, uma retomada, de um momento difícil na vida dela. Quando vê aquele carrinho derrubado no chão é um pouco o espelho como está a vida dela no momento, tombada. Quando a gente fez a cena e eu vi aquele carrinho derrubado no chão, eu não consegui parar de chorar, não estava no roteiro. Falei: “não quero fazer essa cena chorando”, mas eu não conseguia parar de chorar fora de cena. Queria muito fazer desse encontro um momento luminoso. Acho que vai ser um momento de muita ternura, porque é tão bonito quando você vê um gesto fraterno. Não tem nada que emocione mais do que ver uma pessoa fragilizada realmente, sendo ajudada por outra, realmente tendo alguém falando: “Vem cá que vou te ajudar”, sem querer nada em troca. Ninguém ajuda Maria da Paz, mesmo ela pedindo. E a Joana chega e fala: “Eu vou te ajudar e levo o carrinho com você até em casa”. É um momento de emoção pelo gesto em si, puro, simples. E Bruna é uma menina linda, além de ter a beleza física que é óbvia, é muito linda no jeito.

O que você mais tem escutado sobre a Maria, como tem sido a repercussão nas ruas, nas redes sociais? Eu já tinha vivido personagens de extrema repercussão, apelo popular, mas acho que nada nunca vai chegar nos pés da Maria da Paz. Pessoas te todas as idades me param para falar. Pessoalmente, pela internet e através de cartas. Recebi uma ontem de uma pessoa que começou a vender brownie, abriu uma browneria, começou com um troquinho que recebeu de uma demissão e investiu em algo que gostava de fazer. Hoje em dia vende pra caramba. Tenho recebido muitas histórias e depoimentos assim. É muito emocionante poder representar, personificar tantas histórias verdadeiras. Quando as pessoas falam, “Ela faz exatamente como é”, “Nossa, você está fazendo bem”. Isso pra mim é muito gratificante. É a única coisa que amortiza o cansaço que a gente está vivendo.

Na sua opinião o que justifica todo esse sucesso da novela? Primeiro, ao trabalho em equipe, que é muito bonito. Todos começaram a trabalhar nessa novela com o espírito muito positivo e vontade de fazer dar certo. Além disso, tem a verve dessa personagem, que é um acerto do autor. Quando você coloca pra ser a dona do pedaço uma mulher batalhadora, guerreira, vencedora pelos próprios esforços e que agora nesse momento da trama não tem vergonha de recomeçar de partir do zero, de retomar sua vida, muitas pessoas poderiam ficar orgulhosas, né? E, depois de tudo, carregar um carrinho na rua. Quando você dá esse título de a nova do pedaço pra uma mulher com essas características, você está chamando de dona do pedaço muitas mulheres desse Brasil. Acho que esse é o grande mérito dessa novela, tocar na alma de tanta gente, não só de mulheres, mas homens também que tem esse espírito aguerrido, trabalhador, sem medo, positivo, uma maneira positiva de encarar a vida, não derrotista.

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