Juliana Knust estreia como protagonista

Com 20 anos de carreira, ela é a Zoe, de Apocalipse: "Tudo tem seu momento"


  • 21 de novembro de 2017
Foto: Sergio Baia


No lançamento de Apocalipse, nova superprodução bíblica da RecordTV, que estreia hoje, às 20h30, Juliana Knust se emocionou ao ver o clipe. “Fiquei meio sem ar, impactada. A gente tem uma história linda para contar”, diz ela, sobre a trama de Vívian de Oliveira, que narra um dos enredos mais polêmicos da Bíblia: o fim dos tempos.

As lágrimas, segundo a atriz que despontou na TV em Malhação, em 1997, eram, claro, de felicidade. Afinal, ao completar 20 anos de carreira, ela vive sua primeira protagonista, a jornalista Zoe. Junto ao mocinho Benjamin (Igor Rickli), ela vai lutar contra as forças malignas do Anticristo (Sérgio Marone).

No bate-papo com o Portal ArteBlitz, a mãe de Matheus, de 7 anos, e de Arthur, de 2, do casamento com Gustavo Machado, avalia sua trajetória. Ela fala também de fé, aponta qual característica deseja levar da personagem e garate que sua essência continua a mesma da garota de 15 anos que estreava como atriz.

"Minha personagem Zoe é muito destemida. Eu espero aprender com ela até o fim da novela a ser mais segura. Sou um pouco medrosa para algumas coisas."

Em quais pontos você e Zoe se parecem?

Ela é uma menina muito independente e eu tenho um pouco disso por ter começado a trabalhar nova. Saí de casa cedo, fui morar sozinha. Então, essa independência que ela tem, de batalhar pelas coisas que ela quer, tem muito de mim. Mas ela é muito destemida, algo que não sou tanto. E eu espero aprender com essa personagem até o fim da novela a ser mais segura. Sou um pouco medrosa para algumas coisas.

Por exemplo?

Acho que a gente tem essas inseguranças na vida. Estou insegura agora, porque é uma responsabilidade grande. É claro que dou o meu melhor, sou uma pessoa muito comprometida com o meu trabalho, mas a gente fica um pouco insegura, de como é que o público vai receber isso, se vão gostar do meu trabalho. Não sou aquela pessoa que diz, ah, eu tenho certeza que será maravilhoso, as pessoas vão me amar... Não tenho isso. Busco na vida um pouco dessa segurança da Zoe.

"Depois de tudo o que já vivi, aprendi, tive filhos, casei... É um processo de amadurecimento. Não sou mais aquela menina de 15 anos, mas, na essência, continuo a mesma."

E Zoe chega logo para comemorar seus 20 anos de TV... O que mais mudou em você desde o início da carreira?

Na essência, continuo a mesma, mas acho que mais madura depois de tudo o que já vivi, passei, tudo o que aprendi ao longo desses anos. Muita gente que conheci, troquei. Tive filhos, casei. Acho que isso tudo é um processo de amadurecimento. Não sou mais aquela menininha de 15 anos, mas, na essência, continuo a mesma.

Acha que demorou muito para ter a chance de fazer uma protagonista?

Eu acho que tudo acontece no seu momento. Fiz excelentes personagens e essa protagonista vai ser mais um papel maravilhoso, no qual vou me dedicar de corpo e alma. Talvez se viesse mais cedo, não estivesse preparada. A diferença, na verdade, para os outros personagens é o volume de coisas, porque a gente tem nessa novela personagens incríveis, feitos por pessoas talentosíssimas, que são tão importantes quanto a Zoe. O que muda é que a protagonista circula mais em todos os ambientes, grava mais. Tenho me dedicado ao máximo para que as pessoas comprem o meu trabalho e consigam embarcar comigo nessa viagem louca que a gente está fazendo.

"Fiz excelentes personagens e essa protagonista vai ser mais um papel maravilhoso, no qual vou me dedicar de corpo e alma, me entregar. Se viesse mais cedo, talvez não estivesse preparada."

Como foi a preparação para viver uma jornalista?

Eu fiz laboratório no jornalismo da Record, porque a gente quer passar a maior veracidade possível. Não cheguei a subir morro, peguei mais leve. Mas na novela passo por situações bem fortes. Nas primeiras cenas, ela cobre uma rebelião de um presídio, aí acontecem mil coisas com ela, corre riscos. São situações vividas pelos repórteres. E ainda tem que mostrar tranquilidade na hora de passar a informação. Isso tudo eu fui aprendendo.

O que mais surpreendeu você?

Ver como eles conseguem entregar as coisas. A redação é uma loucura, muita informação vinda de todos os lugares e você tem que saber o que vale, o que não vale. É reunião de pauta, um falando por cima do outro... E tem horário para fechar a matéria. Nunca tinha entrado numa redação de jornal, fiquei muito impressionada com a quantidade de gente e como essas pessoas se comunicam o tempo inteiro. Enfim, acho uma loucura, uma maluquice, jamais daria conta de um negócios desses. (risos)

"Tenho minha fé, acredito numa energia maior que a gente pode chamar de Deus."

No clipe da novela mostra que sua personagem acredita no Apocalipse, na Bíblia...

Ela acredita porque foi criada numa família muito religiosa. Tem as crenças dela, mas já não é mais tão praticante, tão fervorosa. Isso é um conflito que vai acontecer durante a novela. Apesar de acreditar em Deus, que o Apocalipse pode existir, ela quase não vai mais na igreja.

Qual a sua relação com religião?

Eu tenho a minha fé, acredito numa energia maior que a gente pode chamar de Deus. Rezo com os meus dois filhos todas as noites antes de dormir. Não faço isso para terem uma religião, mas para terem fé, saberem ser gratos pela saúde, pela família. É gratidão que eu quero passar a eles. E a fé de que as coisas podem mudar, de que a gente pode ser feliz. Se cada um fizer um pouquinho, a gente pode melhorar o mundo, pelo menos, a nossa volta. 



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