Joana Borges fala da fase leve de Verena e com nova paixão

Torcida por par romântico com Eike Duarte: “Tomara que role”


  • 09 de agosto de 2018
Foto: Globo/Raquel Cunha


Por Luciana Marques

A personagem Verena, interpretada por Joana Borges, na primeira fase de Malhação: Vidas Brasileiras, vivenciou momentos duros, por ter sido vítima de assédio sexual. Seus relacionamentos também não deram muito certo. Mas a partir dos próximos capítulos a jovem deve aparecer diferente. “Quero mostrá-la mais madura, mas sem perder a leveza”, conta

Outra novidade é que deve pintar uma nova paixão na vida da estudante. Verena vai se encantar por Álvaro (Eike Duarte), novo aluno da Escola Sapiência, um jovem sensível, que adora literatura, mas esconde um mistério. “Tomara que role algo entre eles”, torce.

Na entrevista, essa jovem e talentosa atriz lembra de momentos de sua adolescência, fala de sonhos e objetivos.

Verena (Joana Borges). Foto: Globo/Raquel Cunha

Como deve ser essa nova fase da Verena...

Agora a Verena vai ficar um pouco mais leve. Ao mesmo tempo, tenho pensado em uma Verena mais madura, já que ela passou por várias experiências dolorosas.

E a personagem também terá uma nova paixão, é isso?

A Verena nessa nova fase, após as férias escolares, conhecerá o Álvaro (Eike Duarte), personagem um tanto misterioso que vai chegar no Colégio Sapiência, e ela se encantará por ele. Eu mesma não sei até onde vai, e se terão um envolvimento de fato, mas existe da parte dela um interesse muito latente. Só que ele é mais fechado, mais misterioso.

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Mas é porque ele também é atleta como ela?

Ele tem uma sensibilidade que até então ela não conhecia nos homens, muito menos no Hugo (Leonardo Bittencourt), com quem ela namorou. Álvaro tem uma calma, um aluno que gosta muito de literatura. Verena não é nada essa pessoa de livros, muito pelo contrário, ela sempre foi mais voltada para o esporte, e se encanta pelo tanto que ele gosta da literatura, acha aquilo diferente. Ele fala, e às vezes, solta coisas mais poéticas, e ela não está acostumada com isso. Acha bonito um garoto dessa idade gostar tanto de ler.

E você Joana, gosta de rapazes assim?

Adoro uma pessoa sensível, que gosta de ler. Eu também gosto muito de ler, e acho maneiro quando existe essa sensibilidade para as artes como um todo.

Vocês já estão bem entrosados?

Já gravamos juntos, acho o Eike maravilhoso. Todo mundo vai gostar muito do Eike e do personagem Álvaro. Tivemos uma sorte grande porque fizemos a seleção para o elenco no início da trama juntos. A gente brincava que faríamos par romântico, o que acabou não acontecendo. Eu sabia que entraria um personagem novo que a Verena iria se interessar, e quando eu soube que era o Eike, eu falei 'Papai do céu foi muito bom comigo'. Eu já gostava dele, acho wlw um super ator da nossa geração, e é uma simpatia. Temos carinho um pelo outro como pessoa também, e isso é importante.

Como está sendo com os fãs?

O pessoal fala sempre. Graças a Deus em Malhação a gente tem um envolvimento grande com o público, então, sempre rolam directs, inclusive perguntando quando a gente sai da gravação, porque o pessoal fica na porta esperando. Ainda recebo mensagem até hoje de meninas que, assim como a Verena, sofreram algum tipo de assédio. Algumas mensagens pesadas que me comovem, e é maravilhoso que as pessoas lembrem.

Foto: Globo/Raquel Cunha

Você é jornalista por formação, e hoje atriz, também por formação. Você pensa em fazer algo no jornalismo futuramente?

Não descarto nada! Tenho afinidade grande com o jornalismo e com jornalistas, então sou uma pessoa que gosta de escrever. Eu adoraria futuramente escrever uma coluna ou ter um projeto como foi esse último meu que foi um livro reportagem. É uma coisa que está mim, não agora porque não é meu foco, mas me interessa.

Como você vê a questão das fake news?

Eu fico triste, decepcionada. Triste como atriz porque às vezes estão falando de mim, e triste como jornalista porque ficamos quatro anos estudando uma coisa, existe todo um trabalho ali de ética, do que deve ou não ser escrito, e de qual maneira. Qual a necessidade de ficarmos alimentando esse mercado com notícias falsas?

Como é para você fazer uma personagem mais nova que você?

Para mim, é muito incrível, primeiro, porque a gente relembra uma fase que viveu faz tempo, e outra porque acho um desafio. A Tila (Deus Salve o Rei) tinha 28, uma coisa sedutora, que a Verena não tem. É um desafio porque a gente pode cair no infantil. Tem cena que vejo e penso ‘Nossa, fiquei muito saltitante, muito infantil’. Pode parecer para a gente que é adulto, mas quando vivemos aquilo, colocamos toda nossa verdade ali. Lembro que quando tinha 11 anos levei meu primeiro pé na bunda de um menino. Eu falei ‘Eu te amo’, e ele cagou para mim, gostava da minha melhor amiga. Eu chorei como se não houvesse amanhã, porque aquilo era muito doloroso. Se a gente infantiliza, perde total a conexão com quem estaá assistindo. A Verena ainda por cima já tem um penteado mais infantil, então, isso é tênue.

Realmente, fora de cena você fica bem diferente por causa do penteado...

Quase não sou reconhecida na rua, primeiro porque não uso a franja, e uso óculos. Outro dia estava no mercado com a Rayssa (Bratillieri) e Guilhermina (Libanio). Elas lá dentro, e eu já no caixa pagando. A moça do caixa virou para mim e disse 'Olha ali, as meninas da Malhação'. Eu falei: 'É'.

Verena (Joana Borges). Foto: Globo/Maurício Fidalgo

O que você falaria para essa Joana de 11 anos que chorou por causa de um garoto?

'Vai passar’ é o que eu falaria, mas vai continuar por outros motivos.

Você estava falando que gosta de escrever. O que você escreve?

Eu gosto de crônicas, adoro ler e às vezes rola escrever uma ou outra, mas escrevo mais ensaios sobre mim mesma, às vezes desabafos, sem começo, meio e fim, nada que eu publicaria. Nunca publiquei nada.

Você tem diário da época de adolescente?

Tenho muitos. Principalmente quando fiz intercâmbio na Alemanha. Eu já tinha feito o terceiro ano, então, em algumas matérias ficava escrevendo, primeiro em português, depois em alemão para tentar praticar.

Você é materialista ou seu maior investimento está em viagens?

Meu maior investimento está investido. Estou num momento da minha carreira que terminando um trabalho, não necessariamente vou emendar outro. Então, é bom ter um pezinho de meia ali, e guardo para eventuais incertezas. Meu sonho material é ter meu próprio apartamento, meu cantinho que ainda não tenho. Acredito que vá ser no Rio, se eu conseguir mais projetos aqui, mas também tenho um carinho enorme por São Paulo. De uns tempos para cá, tenho muita vontade de ficar uns meses em alguns lugares como Cuba e Nova Iorque, que não conheço. Tem muito tempo que não viajo. Meus pais são do Espírito Santo, meus amigos de São Paulo, e eu trabalho no Rio, então fico muito nesse eixo.



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