Ingrid Guimarães: “Perto dos 50, penso muito mais no que vale a pena”

Atriz cita divas que a inspiraram para viver a celebridade Silvana Nolasco em Bom Sucesso


  • 12 de agosto de 2019
Foto: Isabella Pinheiro/Gshow


Por Luciana Marques

Rainha do cinema no Brasil, com mais de 21 milhões de espectadores em filmes como a trilogia De Pernas para o Ar, Ingrid Guimarães também “chega, chegando” em seu novo papel na TV. Ela vem divertindo o público como a egocêntrica e extravagante atriz Silvana Nolasco, de Bom Sucesso. “É muito bom brincar com o estereótipo da minha profissão”, conta.

Nos primeiros capítulos, a personagem teve cenas quentes com Marcos (Romulo Estrela), e vai querer fisgar de vez o coração do bon vivant. “Foram sequências calientes, sexo no barco, eles têm uma relação tórrida no início da novela”, conta. No bate-papo com o ArteBlitz, Ingrid conta também em quais divas do Brasil e do exterior se inspirou para “não sair do salto”.

Silvana Nolasco (Ingrid Guimarães). Foto: Globo/João Cotta

Como está sendo viver a Silvana Nolasco? O que tem me dado mais prazer nesse trabalho é fazer uma brincadeira com o meu próprio universo. Eu estou fazendo uma mulher que eu não sou, exibida, que se acha, que tem uma estima acima do bem e do mal, que pega todo o mundo sem preconceito. Que se acha a mulher mais linda, maravilhosa e poderosa do mundo. Tô me divertindo, tô tendo que malhar, comer alface, tô, mas tá valendo à pena.

Você se inspirou em alguém ou em algum personagem? Eu me inspirei em muitas divas, uma delas a Mariah Carey. Conversei com a Susana Vieira, a Claudia Raia, a Claudia eu acho que ela toma um cafezinho de salto. Conversei com várias mulheres que eu considero divas, vi muitos vídeos de divas gringas, mulheres que estão há muito tempo aí fazendo sucesso e não saem do salto nunca. Foi muito divertido.

Há alguma identificação entre você e a Silvana? Ela é bem diferente de mim, mas é bom. Quando a gente faz um personagem muito diferente da gente, ele traz pra gente algo que a gente às vezes está precisando no momento.

Silvana Nolasco (Ingrid Guimarães) e Marcos (Romulo Estrela). Foto: Globo/João Cotta

Qual a importância de se falar em literatura num momento em que as pessoas estão cada vez mais “conectadas”? Acho muito bacana esse tema. Nada substitui os livros, o livro não acaba a bateria, não tem que recarregar. É muito legal falar como o mercado editorial está mudando por causa dos eletrônicos. E a paixão que as pessoas têm pelo papel, pelo livro e pelas lindas e grandes histórias. Lá em casa é sempre uma negociação com a minha filha (Clara, de 9 anos). Por exemplo, para pegar o Ipad tem que ler antes. E agora ela foi para um acampamento e não tinha eletrônico. E ela disse, mãe, eu li um livro inteiro, é muito legal. Eu acho que nada substitui o papel.

E a questão também tratada na trama sobre a efemeridade da vida, da importância de se viver o momento? Eu estou caminhando para os 50 anos, por incrível que pareça. E eu tenho pensado muito nisso, o que vale a pena de verdade na vida. Vale a pena se perder por bobagens, fofocas, pequenos estresses? Não vale! Essa novela fala muito sobre as coisas simples e essências da vida. Pensa aí o que vale a pena...

Diego Montez estreia na Globo: “Veio no momento que tinha que ser”

Fabiula Nascimento, a Nana: “Não é burra, não está fechando os olhos”



Veja Também