Hugo Moura, o Robinho, vê ligação com as artes desde novo

Ele vibra com estreia e diz que Deborah Secco deve direitos autorais à sogra pelo Ruruzinho


  • 24 de setembro de 2018
Foto: Hugo Moura


Por Luciana Marques

Formado em Engenharia Civil, ao participar de um workshop do preparador de elenco Sergio Penna, no Rio, o baiano Hugo Moura sentiu que a sua realização profissional poderia não estar na engenharia. Ali, ele foi “picado” pela arte de atuar. “Cheguei em casa, e falei isso para a Deborah, que se não fizesse, talvez não seria feliz ”, lembra ele, referindo-se à atriz Deborah Secco, com quem é casado há quase três anos e tem Maria Flor, de 2 anos.

Desde então, Hugo se dedica à carreira artística. Ele atuou nas peças Alguém Acaba de Morrer Lá Fora e Favela 2 – A Gente Nunca Desiste e na websérie O Quarto ao Lado. Este ano, ele participa de sua primeira novela, Segundo Sol, como o Robinho, um dos garotos de programa de Laureta (Adriana Esteves). Para o ator, nem “nos melhores sonhos”, ele imaginaria estrear numa trama como essa, que ainda retrata a sua Bahia, e tem a amada, Deborah, no elenco , como a vilã hilária Karola.

Robinho (Hugo Moura). Foto: Reprodução Globo

Hugo diz que a repercussão tem sido impressionante. O que mais ouve é que Robinho é fofoqueiro, malandro, e também pedem para não confiar em Laureta. O certo é que a cada aparição, o ator manda o seu recado, e o público fica com gostinho de quero mais. Bem-humorado, ele diz que “shipparia” muito Robinho com Karola. E brinca que Deborah precisa pagar direitos autorais à sogra, Márcia. Para quem não sabe, “Ruruzinho” é uma das formas carinhosas com que Hugo ainda é chamado pela mãe.

Leia a entrevista e se encante ainda mais por esse baiano arretado. E, pasmem, as fotos da matéria foram clicadas pelo próprio Hugo.

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Você se formou em engenharia civil. Quando novo, imaginava que algum dia poderia se enveredar para o lado das artes?

Sempre fui ligado às artes. Tenho que admitir que fui buscando isso sozinho: eu que comprei o meu primeiro violão, a primeira câmera fotográfica. A minha família, para me 'proteger' da vida 'incerta' e 'sem segurança' do artista, não me incentivava. Mas não tem como fugir, né? Ainda bem!

Muita gente acha que, pelo fato de você ser casado com a Deborah, as coisas podem ser facilitadas. E a gente sabe que não é assim... Você vem batalhando há um tempo. Acha que as coisas tem acontecido no tempo certo, como a sua estreia neste momento na TV?

Sim! E tenho muita certeza disso a cada dia que passa. Acho que quando a gente se dedica, a relação com o trabalho vira outra. A nossa postura ganha uma segurança de quem sabe o que está fazendo, começa a ter domínio da história que a gente quer escrever.

E como está sendo a experiência de fazer a sua primeira novela?

Impressionante! Fiz algumas participações, mas quando a gente faz uma novela de cabo a rabo a experiência é outra. Coisa de família mesmo. Fui acolhido por todo mundo: elenco, técnica, figurino, caracterização. Fico muito feliz quando chego pra gravar e sinto esse afeto.

O que você ouve nas ruas e nas redes sociais sobre o Robinho?

Isso é uma das coisas mais impressionantes de se fazer uma novela: o retorno é enorme e imediato. Já me falaram que Robinho é fofoqueiro, que é malandro. Mas o que mais falam é pra não confiar na Laureta.

Foto: Hugo Moura

A sua percepção sobre garoto de programa mudou depois de viver um personagem como esse, de pesquisar sobre?

Nunca achei que é um 'trabalho fácil' (existe isso?). Sempre soube que a dor, além de física, é de afeto, psicológica. Tenho muito respeito por quem faz disso a sua maneira de pagar as contas.

E como está sendo ver a sua Bahia retratada na novela?

Maravilhoso! Dá pra ver pela tela que o trabalho está sendo minucioso, no detalhe. Estou muito orgulhoso!

Acha que os seus colegas, e a própria Deborah estão mandando bem no sotaque?

Muito, desde a preparação, todos eles. Vi a dedicação de todos para não caricaturar nem 'carregar na tinta' do sotaque.

A Deborah já contou que “Ruruzinho” é o apelido que a sua mãe lhe chama ou lhe chamava. Como é ver essa expressão agora dita no Brasil todo?

Muito louco! Era (ainda é) um apelido de mãe, sabe? Me remete a todas as lembranças com a minha mãe. Falo para a Deborah que ela deve direitos autorais à Dona Márcia.

Hugo com a esposa, Deborah Secco. Foto: Globo/Paulo Belote

Você “shipparia” Karola e Robinho?

E como! (risos) Venho tentando esse casal desde o início! Mas ao mesmo tempo confio muito no João Emanuel Carneiro, na Márcia (Prattes), no Fábio (Mendes) e todo mundo que escreve essa novela. Impressionante como esse pessoal vem fazendo história em se tratando de dramaturgia.

E como tem sido também essa experiência de participar da mesma novela que a sua esposa. Vocês trocam muito em casa, passam texto junto?

Nem nos meu melhores sonhos eu podia imaginar tudo isso junto: minha primeira novela ser na Bahia, junto com a Deborah, no horário das 9, com João Emanuel escrevendo. É muita coisa boa junta! A gente passa muito texto junto, dá feedback diário, tudo que a gente tem direito (risos).

Você parece ser um paizão, super presente. Qual o maior desafio que você e a Deborah tem com a educação da Maria, porque não é fácil educar nos dias de hoje, né?

Não é mesmo! Ainda mais vendo extremismos latentes em qualquer pessoa. Isso é o que mais me preocupa. Mas tenho fé de que os valores são construídos em casa, com a família. E disso eu tenho muito orgulho. Eu e a Deborah somos praticamente iguais quando pensamos em como criar a Maria.

Foto: Hugo Moura

O que Deborah e Maria Flor significam na sua vida?

Tudo! São as pessoas que eu eu quero que me olhem e sintam orgulho de mim.

Quais são os seus sonhos na carreira?

Ser reconhecido como cidadão consciente. Esse, para mim, é o maior prêmio que um artista pode receber.

Hugo por Hugo, como se definiria?

Um cara que não diferencia trabalho da vida. Tá tudo junto!



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