Helena Fernandes: “Me cuido, claro, mas tenho pacto com a felicidade”

Atriz faz 25 anos de carreira e promete causar como a elitista Eugênia em Bom Sucesso


  • 26 de julho de 2019
Foto: Jorge Bispo


 

Por Luciana Marques

*Veja a entrevista completa disponível em vídeo, abaixo.

Ao completar 25 anos de carreira, Helena Fernandes está de volta à Globo - ela fez Belaventura, da Record, em 2017 - com um personagem que deve dar o que falar, em Bom Sucesso. Na trama das 7 com estreia nesta segunda, dia 29, ela interpreta a elitista e presunçosa Eugênia, dona da Chic Store, loja em que Paloma (Grazi Massafera) trabalha. “Na cabeça dela rico é rico e pobre é pobre. É aquela pessoa que não tem muita empatia, não vê muito o outro”, conta a atriz.

Na história, Eugênia é casada com Machado (Eduardo Galvão), com quem tem Vicente (Gabriel Contente), superprotegido pela mãe. Na vida real, Helena é mãe de Yan, de 30 anos, com o fotógrafo André Telles, de Antônio, de 16, e Lucas, de 15, da união com o diretor José Alvarenga Júnior. “Não sou só educadora, gosto da troca, aprendo com eles”, conta. Na entrevista, a atriz de 50 anos, que esbanja vivacidade e simpatia por onde passa, explica qual o seu segredo de beleza e bem estar. E fala também sobre a importância de Bom Sucesso tratar de um assunto tão pertinente nos dias de hoje como a empatia.

Eugênia (Helena Fernandes). Foto: Globo/João Cotta

 

Você buscou inspiração em alguém ou em algum personagem para viver a Eugênia? Não, porque ela é muito natural no se movimentar, não existe muita frescura. Mesmo quando ela diz os grandes absurdos, aquilo é a verdade dela, porque aquilo é a realidade dela. E por incrível que pareça, tem muita gente assim, que diz os maiores absurdos porque é a verdade deles. A única coisa que eu fiz foi ficar loira pela primeira vez. E no dia seguinte eu tomei um susto, estranhei. Mas   eu gosto dessa coisa de mudar o visual, eu não tenho apego a coisa do cabelo, a cor, o tamanho. 

Eugênia superprotege demais aquele filho. E você, como mãe? Eu tenho três filhos, um de 30, que foi morar na Bielorússia, um de 16 e um de 15. E a minha relação com cada um deles é a melhor possível. Eu não sou uma mãe que mima, pelo contrário, eu sou um sargento. Mas é para eles que dedico o melhor do meu amor e do meu afeto. Gosto da troca, não sou só uma educadora, aprendo diariamente com eles, a ser uma pessoa melhor. A relação humana me interessa muito.

 

Qual o segredo para chegar tão linda aos 50 anos, há receita especial? A única coisa que eu posso dizer é que há pessoas que tem um pacto com a felicidade, e eu sou uma delas. Eu nasci para ser feliz, eu tenho um pacto com a felicidade. E o que eu puder fazer para as pessoas a minha volta, o meu marido, os meus filhos, os amigos, os colegas de trabalho, vou procurar sempre doar o meu melhor e receber dessas pessoas o melhor, de preferência. Eu acho que a busca da humanidade é a busca da felicidade. Claro que eu me cuido, cuido da pele, do cabelo, do corpo, faço ginástica, cuido da cabeça, faço terapia, está  tudo certo. Mas acho que o importante é isso mesmo, você buscar a sua felicidade.

Foto: Jorge Bispo

Qual a importância da trama tratar do tema empatia nos dias de hoje? É um momento muito difícil que vivemos. A falta de empatia, o não olhar o outro, o não se colocar no lugar do outro, é muito difícil. Eu digo isso como exemplo porque isso sempre foi uma regra dentro da minha casa, a palavra mais usada na minha casa desde que os meus filhos são muito pequenos é: não é justo. Não é justo voce quebrar o brinquedo do seu irmão e ele ficar sem... Se você tivesse no lugar dele, estaria feliz? Não! Então se não é justo para ele não é justo para você. Acho que é uma discussão pertinente, não é pra hoje, é pra todo o sempre. É a gente olhar para outro de verdade, olhar e ver, porque tem muita gente que olha e não vê.

 

Romulo Estrela, Grazi Massafera e David Junior lançam Bom Sucesso

Grazi Massafera vive jovem que descobre ter poucos meses de vida



Veja Também