Grazi Massafera: “Pela primeira vez vibro na energia do merecimento”

Atriz revela que se boicotava e diz não ter torcida entre amores de Paloma pois pode “roubar no jogo”


  • 10 de setembro de 2019
Foto: Globo/Victor Pollak


Por Luciana Marques

Ex-Miss Paraná, Grazi Massafera já era paixão nacional desde que foi alçada à fama no BBB, em 2005. Quando enveredou para a atuação, teve altos e baixos. Foi protagonista em Negócio da China e Aquele Beijo. Determinada, não se intimidou com críticas e foi estudar interpretação na Europa. Em 2015, quando completava 10 anos de carreira, ganhou vários prêmios pelo viciada Larissa, em Verdades Secretas. Agora, merece também todos os louros pela sua Paloma, de Bom Sucesso.

Elogiada tanto por público, crítica, direção, autores e colegas de elenco, Grazi confessa que vive um sonho. “É a primeira vez que eu estou vibrando a alegria do merecimento. Antes eu me boicotava”, conta a mãe de Sofia, de 7 anos, com o ex, Cauã Reymond. Sobre a belíssima trama, que mistura textos de clássicos da literatura com diálogos dos personagens, a atriz “amarela” quando é indagada sobre por quem torce para ficar com Paloma: Ramon (David Junior), Marcos (Romulo Estrela) ou Alberto (Antonio Fagundes). “Se eu ficar torcendo, eu roubo no joguinho (risos)”, brinca.

Alberto (Antonio Fagundes) e Paloma (Grazi Massafera). Foto: Globo/João Miguel Junior

A Paloma provoca muitas paixões... Como você vê isso tudo? Eu acho que a grande história de amor dessa novela é de uma amizade que quebra um pouco essa coisa de romance. Pra mim essa história dela com Alberto é a grande história, e isso é muito bacana porque quebra estereótipos. E estar ao lado do Fagundes, falo do ator, imagina, sensacional. E ainda falar sobre livros, que é uma paixão dele, dá para ver nos olhos o seu encantamento. E pra mim é a minha formação, venho conquistando diariamente com o meu trabalho, e estar ao lado de um ícone como ele, me dá tanta honra, meu Deus.

Mas dá a impressão que ele está apaixonado por ela, além da amizade... Eu não sei, isso é com os autores, não dá tempo de ler tudo e decorar (risos). Então eu vou por partes, eu vou em blocos.

Há uma química muito boa entre Paloma e Marcos e também com o Ramon. Mas o Marcos vai sempre estar querendo a Paloma, né? Eu não sei! Eu juro, eu não estou lendo, leio o que eu estou gravando. Mas tomara que sim né, porque essa contradição, esses conflitos que fazem a gente se emocionar e faz o público ficar ligado e até a gente que faz se encantar. E legal esse conflito dos dois amores. É uma aventura. O outro é pé no chão, tem a filha e tudo, então essa contradição eu acho legal porque a Paloma é muito gente como a gente. Ela tem os desejos dela, tem o desejo no Marcos e porque não sentir? A gente sente mesmo, mas tem a história, tem o compromisso, tem a dignidade dela.

Paloma (Grazi Massafera) com os filhos, Gabriela (Giovanna Coimbra), Peter (João Bravo) e Alice (Bruna Inocêncio). Foto: Globo/João Cotta

A autora Rosane Svartman elogiou muito você numa entrevista recente, disse se emociona com cada cena sua, que vai da raiva à emoção e tal. Com toda a história que você teve lá no início, de críticas e tal, como é que você tem recebido tantos aplausos e elogios hoje? É um momento de sonho! Eu estou vibrando pela primeira vez na energia do merecimento, sabe? Antes eu sempre me boicotava. Não sabia receber um elogio, vibrar na energia do merecer esse elogio. Quando almejei virar atriz falei: “Ah, só vou viver de boa”. E não é nada disso para quem realmente leva a sério, quer crescer, quer ter essa profissão não só para vaidade. É dura, mas também é muito prazerosa, encontrar na rua as pessoas que se identificam, se emocionam. Esses dias encontrei uma moça no aeroporto e ela disse: “Estou passando pela mesma situação da Paloma, só que não saí quebrando tudo, mas às vezes da vontade”. E o que eu fiz? Fiquei abraçando a mulher, quase comecei a chorar junto. Chegar até as pessoas e dar um outro olhar, modificar, ressignificar esses momentos difíceis, com uma novelinha tão leve. É isso que faz sentido na nossa profissão. O que faz sentido pra mim não é mais o dinheiro, eu estou bem. Acho que hoje me faz sentido assim ajudar a ressignificar pequenas coisas.

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