Gloria Pires sobre final feliz de Lola com Afonso: “Me emocionei, acho que o público vai amar”

Atriz avalia desfecho diferente de outras versões e cenas icônicas com Nicette Bruno e Irene Ravache


  • 26 de março de 2020
Foto: Globo/Paulo Belote


Na contramão de todos os finais das versões anteriores de Éramos Seis, quando Lola terminava sozinha, na versão atual, de Angela Chaves, o público verá um desfecho feliz para a guerreira e sofrida matriarca, vivida com maestria por Gloria Pires. “Acho que o público vai amar! Eu adorei e me emocionei muito”, conta a atriz.

Depois de uma sequência que ficará para a história, quando Lola, no asilo em que foi viver por decisão própria, encontra Madre Joana (Nicette Bruno) e Tereza (Irene Ravache). Nicette e Irene interpretaram a personagem icônica em versões anteriores, 1977 e 1994, respectivamente.

A história era para terminar nesse momento. Mas autora,  em concordância com o diretor artístico Carlos Araújo, achou por bem dar um final feliz à sua protagonista. Na casa de idosos, Lola é surpreendida com a presença de Afonso (Cássio Gabus Mendes), que a pede em casamento. E ela aceita.

Como foi gravar com a Nicette Bruno e com a Irene Ravache? Nicette e Irene, além de serem atrizes experientes e mulheres que sempre admirei, também interpretaram Lola nas outras versões da novela. Imaginem a emoção instalada no set, justamente no último dia de gravação, numa pressão enorme por conta do Covid-19. Uma vontade enorme de abraçar e beijar. Eu me senti uma privilegiada por todos esses contornos que tornaram esse encontro ainda mais especial.

Como enxerga esse final feliz para Lola? A Angela Chaves conduziu essa trama tão conhecida com muita inteligência, relendo passagens que ressignificaram a trajetória de Lola. Não deixou de levá-la pelos caminhos tortuosos, mas com a possibilidade de um novo olhar.

Qual sentimento fica, com o fim da novela? Estar em 'Éramos Seis' superou as minhas melhores expectativas. Lola entrou para minha galeria do coração.

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