Giovanna Coimbra: “Acho que rola amor entre Gabi e Vicente”

Atriz fala de #Gabicente e diz que como a personagem sofreu preconceito


  • 20 de setembro de 2019
Foto: Vinícius Mochizuki


Por Luciana Marques

Se as quadras de basquete perderam uma grande jogadora por conta da falta de investimento no esporte no Rio, Giovanna Coimbra agora faz cestas todo o dia, e para todo o Brasil, na novela Bom Sucesso. Após uma participação em Verão 90, a jovem vem mostrando talento de sobra na pele da marrentinha com jeito de menina-moleca e ao mesmo tempo encantadora Gabriela, filha do meio de Paloma (Grazi Massafera). “Estou muito feliz. E é tudo muito louco porque estou podendo unir duas paixões: basquete e atuar”, conta a atriz de 20 anos.

E outro cesta da jovem é que o casal formado por Gabriela e Vicente (Gabriela Contente) na trama das 7 de Rosane Svartman e Paulo Halm já é dos mais shippados das novelas atuais. O casal #Gabicente é daquele tipo gato e rato que conquista o telespectador de cara, ainda mais com o talento dos dois jovens atores. E está previsto para o capítulo deste sábado, dia 21, como já adiantamos em alguns spoillers aqui no AB, o tão aguardado primeiro beijo dos dois e o pedido de namoro de Vicente a Gabi. “Um implica muito com o outro, mas eu também acho que é amor”, aposta Giovanna.

Como rolou a oportunidade para você estar na novela, é a sua estreia? Antes eu fiz uma participação em Verão 90, fiz a Gisela adolescente, personagem da Débora Nascimento, e logo depois surgiu essa oportunidade em Bom Sucesso e graças adeus foi um sucesso, estamos aqui. Quando eu recebi as informações para o teste era direcionado a uma pessoa que soubesse jogar basquete, tivesse características da Gabriela, toda aquela coisa. E aí para a minha felicidade eu fui escolhida.

Foto: Globo/João Cotta

E você jogava mesmo, né? Eu já jogo basquete desde os meus 10 anos, eu joguei por um tempo no Botafogo, mas logo em seguida houve a infelicidade de terminarem com o time feminino. Eu fiquei buscando outros times só que aqui no Rio não tem um grande investimento em esportes, principalmente em basquete, né? Não é um esporte de muito destaque no Brasil de uma forma geral, no Rio menos ainda. O que dirá no feminino, se o masculino já é difícil. E aí eu tive que abandonar, mas eu também tinha um sonho de jogar basquete profissionalmente.

E você agora está jogando um "bolão" para o Brasil inteiro te ver. Como está sendo essa experiência? Está sendo uma grande felicidade. Isso é muito louco! A gente nunca imagina em algum momento a gente poder unir duas coisas totalmente diferentes. Eu comecei a estudar atuação e nunca pensei que eu ia pegar um papel em que eu fosse usar algo que foi presente na minha vida durante muito tempo, o basquete, um esporte que eu amo.

Foto: Vinícius Mochizuki

O Vicente ainda está implicando com a Gabriela. Mas a gente sabe que isso é amor e o público logo verá, né? É amor, será? (risos). Eu também acho que é amor. Ela vive aquela relação de gato e rato com o Vicente, eles são bem opostos, têm ideias bem diferentes, vamos ver como vai se desenrolar isso. Até agora está mais na fase em que ela sofre alguns preconceitos dentro de quadra por ser menina, por estar aí num ambiente masculino. E não é nada diferente da realidade. Eu mesma já passei por diversas situações, parecia que as pessoas estavam me testando. Será que joga mesmo? Parece que você está sendo sempre testada. Então é basicamente o que acontece com a Gabi, ela está se impondo, ela está mostrando que ama aquele esporte, que ela quer estar ali. Mas acaba que encontra com uma pessoa que ela bate de frente com as ideias (Vicente).

E ela bate de verdade também, certo? Ela bate de verdade! Ela é uma menina de personalidade muito forte, ela não costuma baixar a cabeça pra ninguém. Tem uma super vontade de proteger essa família, ela se sente quase que na obrigação de proteger todo o mundo. Tanto que quando mexem com a Alice (Bruna Inocêncio) no colégio, ela quer se meter, quando mexem com a mãe dela, então, ela tem essa super vontade de estar protegendo a família. Não só a família, como os amigos, ela tem uma amiga que é trans, a Michelly, feita pela Gabrielle Joie. Para a Gabi é tão natural que ela acha inadmissível ver a amiga sofrendo isso.

E como é a parceria com o Gabriel Contente? Gabriel é uma pessoa muito querida. Para mim foi um grande presente poder contracenar com ele. O Gabriel me ajuda, me ajudou muito, até porque ele tem mais tempo de experiência. Desde o princípio ele está me ajudando, ele chega e fala, isso ficaria melhor em relação a isso... 

Foto: Vinícius Mochizuki

Além do Vicente, tem o Patrick (Caio Cabral) que gosta dela. Como você avalia esse triângulo? Eu vejo no sentido de que a Gabriela tem muita dificuldade de lidar com os sentimentos dela. Essa coisa de se apaixonar, de começar a se interessar, ela tenta reprimir isso, diz que o foco é o basquete. Então ela tem uma certa dificuldade de assumir que está gostando de alguém, acho que ela se sente exposta. Então mais pra frente a gente vai ver como vai acabar isso, se com o Vicente, se com o Patrick ...

Como está sendo ser filha da personagem da Grazi Massafera? Nossa, a Grazi é maravilhosa. Desde os primeiros dias ela acolheu muito a gente. Eu lembro na preparação quando ela descobriu que eu, João (Bravo) e a Bruna íamos ser os filhos dela, ela dizia, meus filhos, conversou muito, disse que também começou sem muita experiência como a gente. Fora que dentro do estúdio está sempre dando toques, ela é maravilhosa. Que sorte a minha de começar com uma parceria dessas.

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