Gabriella Mustafá: “Jamais teria amizade com alguém como Nanda”

Atriz comenta fase da personagem e diz que curtia mais sertanejo do que funk


  • 15 de agosto de 2019
Foto: Globo/João Cotta


Por Luciana Marques

Desde que despontou na TV em Dois Irmãos, dividindo o papel da protagonista Zana com Juliana Paes e Eliane Giardini, Gabriella Mustafá vem emendando bons papeís. Agora a atriz tem dado o que falar na pele da funkeira Nanda, de Malhação: Toda Forma de Amar. Nesse momento, a personagem surge com uma certa vilania. “Além de perder o Camelo, ela perde ele para a Raíssa, isso vai mexer com o ego dela”, avalia a atriz.

Indagada se há alguma identificação com Nanda, Gabriella garante que, assim como ela é autêntica. Mas não passa disso. “Não tenho muito medo de ser quem eu sou, mas eu não tenho esse sincericídio da Nanda não”, revela. No bate-papo com um grupo de jornalistas em intervalo das gravações da novela teen nos Estúdios Globo, a atriz também falou sobre a sua ligação com o funk.

Nanda (Gabriella Mustafá). Foto: Globo/Estevam Avellar

Como você está vendo essa fase da Nanda, a repercussão da novela? Eu tô muito feliz com o sucesso da personagem nas redes sociais porque eu acho que as pessoas amam odiar a Nanda. Eu sinto muito isso. E eu acho que agora a gente já tem uma noção para onde essa trama está indo. A Nanda está vindo aí com uma vilania. Mas eu acho que vai ter também um momento de humanização, porque esse triângulo, o relacionamento dela com o Camilo e a Raíssa, vai mexer com a Nanda. E agora vai ser ‘tiro porrada e bomba’ mesmo pra cima da Raíssa nessa competição. Além de perder o Camelo (Ronald Sotto), ela perde ele para a Raíssa (Dora de Assis). Eu acho que isso mexe com o ego dela. E aí teremos uma trama cheia de nuances. E a gente sofre de ansiedade, de querer saber o que vai acontecer. Eu sou muito ansiosa para a vida, então é impossível não acabar transmitindo isso para a novela, o personagem, o nosso dia a dia.  Mas eu tô feliz, a gente está se divertindo muito. E está sendo um trabalho leve em algum lugar pra mim.

Você tem alguma identificação com a Nanda? Eu acho que nós temos uma vertente do personagem, a gente tem uma energia do personagem. A TV busca muito isso, o naturalismo, a TV procura pessoas que têm características não só físicas, mas de potência em cena mesmo. Eu acho que eu tenho uma coisa da Nanda de ser muito autêntica, mas eu não tenho esse sincericídio da Nanda não. Porque eu acho que para uma boa convivência no ambiente de trabalho, com amigos, em casa, você tem que guardar algumas coisas para você. E eu também não tenho esse espírito competitivo da Nanda, acho que eu tenho talvez uma segurança em algum lugar da Nanda, que eu possa passar da Gabriela. Mas eu não me identifico com a Nanda desde a maneira de se vestir até a maneira de agir.

Pra ela o céu é o limite, né? Pra mim o céu também é o limite, mas eu acho que para eu chegar no céu, a Gabriella tomaria outras atitudes.

Nanda (Gabriella Mustafá), Camelo (Ronald Sotto) e Raíssa (Dora de Assis). Foto: Globo/Paulo Belote

Você acha que saberia conviver com uma amiga como a Nanda? Não! Eu já tive amigas que são um pouquinhos invejosas. E também tem aquela idade, né? A idade da maldade (risos). Mas eu nunca tive amigas como a Nanda e eu acho que eu não sou uma pessoa que gosto de ter relações tóxicas, em nenhum aspecto da minha vida. Tem o relacionamento abusivo que a gente fala na amizade, no namoro, relacionamento. Acho que tudo o que faz mal, não traz paz, não faz sentido estar. Então eu acho que jamais eu conseguiria ter uma amizade com alguém como a Nanda.

E para dançar funk, ir até o chão, tem treinado muito? Eu sempre fui muito ligada à dança, acho que hoje em dia o funk toca muito em festas, a gente acaba tendo muito mais contato do que antigamente. Lógico que tem um truque, a gente tem a Tati, nossa professora de dança, que sempre passa as coreografias com a gente. Porque é diferente você dançar numa festa e dançar com coreografia. Eu tô me divertindo, fico um pouco ansiosa, mas está sendo muito legal.

Como era a sua relação com o funk antes da novela, já ouvia muito, curte alguma cantora famosa? Eu não tinha muita relação com o funk antes. Como eu sou do interior, eu sempre ouvi muito sertanejo, eu tenho uma outra vivência. Mas eu acho que o funk hoje tomou uma proporção maior. Ele dá voz às pessoas, às meninas, aos MCs que querem sair da favela, que querem mostrar a cultura para mais gente. E o funk é comercial, ele toca em rádios, nas festas. Quando você vê, já está consumindo. Então eu não tinha muito contato, mas é inevitável ao mesmo tempo não ter contato com o ritmo. E eu acho que pra nós, tanto para fazer a Nanda quando para a Raíssa, em se falando de inspiração, é a Anitta, a Ludmilla, essas mulheres que hoje estão estourando não só no Brasil, mas também fora. E elas são mulheres muito seguras, hoje a gente vê a Anitta com uma carreira internacional, buscando o espaço dela lá fora. E ela é muito segura, corre atrás, e eu acho que a Nanda tem isso. Eu vi essa característica não só na Nanda mas em várias meninas que hoje eu sigo no Instagram. E que são influenciadoras dentro das comunidades.

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