Gabriela Moreyra, a Francisca: “Feliz! Papel com peso social grande”

Destaque como uma educadora em Bom Sucesso, atriz cita a mãe como inspiração


  • 14 de agosto de 2019
Foto: Jorge Bispo


Por Luciana Marques

*Veja a entrevista completa em vídeo, abaixo.

Em sua segunda novela na Globo – ela fez Segundo Sol, em 2018 -, após trabalhos de destaque na Record TV como a protagonista Juliana, de Escrava Mãe, Gabriela Moreyra já vem mostrando nos primeiros capítulos de Bom Sucesso que a professora Francisca tem tudo para cativar o público e ser marcante em sua carreira. “Ela trabalha muito no afeto, a relação dela com os alunos é exatamente essa, através do amor”, conta a atriz.

O fato de representar uma classe tão importante, porém bastante desvalorizada no país como a dos professores da rede pública, tem um significado especial para a atriz. “Estou feliz! Essa personagem vem com um peso social pra mim grande”, avalia. Inclusive ela teve a principal inspiração dentro de casa: a mãe, Valéria Moreyra, que mantém uma academia de dança no bairro da Penha, Rio. Entre as identificações da atriz com Francisca está a descoberta com o decorrer do tempo de sua força e empoderamento como mulher.

E uma pergunta que não quer calar... Será que Francisca fisgará o coração de Ramon (David Junior)? Paloma (Grazi Massafera) que se cuide!

Francisca (Gabriela Moreyra). Foto: Globo/João Cotta

Quais foram as suas principais inspirações para viver a Francisca? A inspiração veio de vários lugares, a começar de dentro de casa, porque a minha mãe é professora, então minha primeira inspiração é a minha mãe. Depois eu busquei uma vivência com uma professora, a Patrícia Almeida Souza, que dá aula em uma escola de Olaria, bairro da zona norte do Rio. E como eu sou de lá, eu cheguei na Patrícia através de uma amiga minha de infância do bairro, que é coordenadora dessa escola hoje. Então foi uma junção de pessoas e forças para construir a Francisca.

Como é a professora Francisca? Ela trabalha muito no afeto. A melhor aluna dela é a Alice (Bruna Inocêncio), elas terão muito contato. Vai ter também o Waguinho (Lucas Leto), um aluno com uma trama um pouco complicado, mas a Francisca não vai desistir dele.

Há rumores de um possível envolvimento dela com o Ramon. E aí? Ela vai conhecer o Ramon através de uma situação com o Waguinho. E é uma amizade, a gente não sabe até que ponto as coisas podem se transformar ou não. Mas é uma relação construída na amizade, no respeito entre eles e na admiração. Ela vai olhar para o Ramon e vai admirar muito ele.

Foto: Jorge Bispo

Você se identifica em algo com a Francisca? Acho que com a força dela. Inclusive a força que eu achei que eu não tinha. A Francisca tem um pouco isso, ela é uma mulher empoderada, mas ela vai se descobrir cada vez mais empoderada e interessante como mulher e não só referência para os alunos. Eu acho que nisso a gente está bem juntinha. Eu fui descobrindo com o passar tempo... E às vezes ainda me questiono, em relação à beleza, é muito louco, mas a construção que a gente vai tendo, o crescimento.... Quando a gente para para perceber e se questiona, por que eu não gostava de mim antes? Por que eu não gostava do meu cabelo? Qual era o problema comigo? E hoje em dia eu falo, nossa, não é bem por aí.

Falando um pouco sobre representatividade. Bom Sucesso traz um protagonista negro e também vários outros personagens importantes. Já vê muita mudança nessa questão, com mais oportunidades para atores negros? A gente já tem falado muito sobre isso, sobre a importância da representatividade. É uma novela que está com um protagonista negro, esse papel que eu estou fazendo é importantíssimo. Mas ainda precisa melhorar muito, ainda tem um caminho longo pela frente, mas eu já vejo algumas mudanças.

Assim como fala a novela, você é de viver muito o momento? De um tempo para cá, eu tenho tentado estar e passar mais tempo com pessoas que eu amo muito, meu pai, minha mãe. E eu acho que a vida é isso, a vida é um sopro...Inclusive outro dia eu postei algo sobre isso, vamos viver o presente, o agora. Com isso do celular é mais uma coisa para a gente deixar um pouco ele de lado e viver mais as nossas relações do agora, de carne e osso. Porque passa e a gente não sabe o dia de amanhã.

 

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