Gabriel Santana sobre Cleber e Anjinha: “Casal em desconstrução”

Ator avalia sucesso do personagem em Malhação, fala de sonhos e do namoro ideal


  • 04 de setembro de 2019
Foto: Nilo Lima


Por Luciana Marques

Desde a estreia de Malhação: Toda Forma de Amar, o personagem Cleber caiu no gosto do público pelo seu carisma, altruísmo e alto-astral. Muito desse reconhecimento tem a ver com a entrega de seu intérprete, Gabriel Santana, de 19 anos, que agarrou como nunca a oportunidade. “Eu sempre digo que as coisas vem no tempo certo, só não podemos ficar sentados esperando”, ressalta.

E já desde a sua estreia na TV em Chiquititas, na versão de 2013, como o órfão Mosca, que ele vem galgando o seu espaço. Estudou teatro, atuou no musical Querubins e nas séries Carcereiros e Z4, entre outros. Na trama teen da Globo, ele festeja ainda a química com Caroline Dallarosa, a Anjinha. Os dois formam o casal mais querido da novela: #Clejinha.

Cleber (Gabriel Santana). Foto: Globo/Estevam Avellar

Como tem sido a repercussão do Cleber, o que as pessoas mais comentam nas ruas, nas redes sociais? A galera tem um carinho muito grande pelo Cleber, pelo o que ele representa, pelas atitudes que ele tem. Então são sempre comentários positivos, e também brincadeiras com o namoro dele com a Anjinha, e da relação dele com o Major Marco.

Ele é um dos personagens mais queridos e populares pelo público. Por que você acha que isso acontece? O Cleber tem um carisma muito grande. Mesmo quando ele toma alguma atitude precipitada ou moralmente errada ele não tem medo de pedir desculpas e reconhecer o erro. O Cleber está sempre disposto a ajudar quem precisa, mesmo que já tenham feito algo que acabou prejudicando a vida dele. O Cleber é da paz e representa a alegria do brasileiro, que apesar de toda dificuldade que passa no dia a dia sempre tenta manter a alegria e a felicidade. Acho que por isso as pessoas têm empatia por ele, pelo que ele representa e pelas ações dele.

O que você mais tem aprendido ao viver o Cleber? O que mais aprendo com ele é justamente a alegria que ele tem independente do que aconteça no seu dia a dia, de encarar tudo que acontece de uma maneira positiva, acho que assim a vida fica mais leve.

Em que mais você se identifica com o personagem? O que mais me identifico com o Cleber é a forte amizade que ele tem com os amigos, eu tento ajudar sempre que posso, e tento sempre tê-los por perto.

O romance dele com Anjinha conquistou de cara o público. Por que acha que esse casal deu tão certo? Acho que por conta de ser um casal diferente do comum. Um casal em desconstrução, onde feminilidade e masculinidade são postas em questão de um jeito divertido e carismático.

Anjinha (Caroline Dallarosa) e Cleber (Gabriel Santana). Foto: Globo/João Miguel Junior 

Nesse namoro, a Anjinha parece o “homem” da relação. Você acha que isso pode atrapalhar o namoro? Isso só atrapalharia o namoro caso o Cleber fosse preconceituoso. Claro que ele tem suas limitações, mas sempre que ele se incomoda com alguma questão machista ele conversa com a Anjinha e eles se resolvem.

Você namoraria uma menina assim mais mandona ou acha que deve ter um equilíbrio? Acho que as pessoas têm que se amar e se aceitar da forma que elas são. Tendo isso o relacionamento é equilibrado.

Qual o tipo de garota teria chance com você? Eu não tenho uma preferência, já gostei de mulheres com estilos e personalidades completamente diferentes. Mas acho que pra um relacionamento dar certo tem que ter muita confiança, sinceridade e conversa.

E como tem sido a parceria com a Caroline Dallarosa, vocês demonstram muita química em cena? A Carol é um presente, nos damos muito bem em cena e fora de cena. Sempre nos ajudamos na vida pessoal e profissional.

Muita gente diz que Malhação é uma escola. Você concorda, o que esta experiência tem somado a você como ator? Malhação com certeza é um lugar em que se aprende muito, por conta do tempo de duração e pela quantidade de cenas que atores jovens têm. É um lugar muito bom para experimentar vários lugares como ator. E isso tem agregado muito a minha carreira!

Foto: Nilo Lima

A carreira de ator não é fácil. Você precisou batalhar muito até conseguir um espaço? Se as coisas não estão aparecendo é porque o que queremos e o que fazemos não está alinhado. Não encaro como algo difícil, mas sim que aconteceu no momento que tinha que acontecer, enquanto não acontecia eu estava me preparando.

Quais os seus sonhos na carreira? Eu tenho muito o desejo de conseguir ter uma carreira internacional.

Li que você está morando sozinho pela primeira vez. E aí, como está sendo esta experiência? Tenho amadurecido muito morando sozinho, a gente se torna mais independente. Começa a dar valor para as coisas simples do dia a dia que nossos pais faziam em casa e a gente nem se dava conta. E crescemos como pessoa, temos mais responsabilidade e liberdade também, gosto muito de morar sozinho.

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