Gabriel Contente: “Shippo, lógico! Vicente e Gabriela tem a maior química”

Ator torce por #Gabicente e vê rebeldia do personagem por causa de criação tóxica


  • 12 de setembro de 2019
Foto: Globo/Estevam Avellar


Por Luciana Marques

Se em sua estreia na TV, em Malhação: Vidas Brasileiras, em 2018, Gabriel Contente conquistou o público com o seu gente boa e dramático Kavaco, agora ele já vem dando o seu recado também em Bom Sucesso. Na ótima trama das 7 de Rosane Svartman e Paulo Halm, o ator dá vida ao rebelde Vicente. “Eu não acho que ele seja mau-caráter, é fruto da criação nessa família tóxica”, fala ele, referindo-se aos pais do jovem, a elitista e presunçosa  Eugênia (Helena Fernandes) e Machado (Eduardo Galvão), que faz tudo o que a esposa manda.

Apesar de suas atitudes tortas, Vicente já é um dos personagens mais comentados pelo público, principalmente pela relação de gato e rato com Gabriela (Giovanna Coimbra). Tanto que o casal já ganhou até shipper: #Gabicente. “Eu sou suspeito! Lógico que eu shippo, eles têm a maior química”, avalia o ator de 22 anos, que também é só elogios à parceira de cena Giovanna. Se em sua segunda novela, Gabriel já se destaca, muito tem a ver com a sua formação: ele faz teatro desde os 13 anos quando viveu Iago no clássico Otelo, de Shakespeare.

Como está sendo participar desse sucesso que é a atual novela das 7? Todo o mundo tem elogiado bastante, tanto a galera que me conhece, os amigos, a família, como os fãs que comentam muito no Instagram. Eu brincava muito porque eu fiz o elenco de apoio que era praticamente a mesma equipe, em Totalmente Demais. E a gente brincava que o nome Totalmente Demais trazia essa positividade para a novela e agora Bom Sucesso a mesma coisa.

E a repercussão, o que você mais ouve nas ruas, nas redes? E eu tenho ficado muito feliz porque além do sucesso geral da novela, as pessoas estão comentando muito sobre o meu personagem, o Vicente, a Gabriela, papel da Giovanna. Eu nem tenho Twitter, mas eu tenho acompanhando lá a galera comentando muito também. Falando que eu sou um babaca, e eu adoro isso, é muito bom (risos). Falam, aquele idiota, imbecil, como ele pode fazer aquilo com a Gabriela. E eu adoro ouvir isso! Outro dia eu fui comer e o atendente disse que não ia me atender. Eu até filmei. Ele falou, você está sendo muito escroto com a menina.

E como está sendo esse gato e rato dele com a Gabriela. Isso é amor, né? Não sei se é amor... Ele tem dificuldade de lidar com os sentimentos dele. Se você fizer essa pergunta para ele, por exemplo, acho que ele mesmo não conseguiria responder isso direito. Porque com essa criação que ele teve, precisou reprimir muito sentimento. Ele está mais acostumado a lidar com as mulheres de uma outra forma, ah, eu peguei essa ontem, eu peguei essa anteontem, ele tem uma listinha da semana. Tanto pelo exemplo dos pais como pela repressão dos sentimentos dele, que também faz parte da criação. Mas com certeza a Gabriela mexe muito com a cabeça dele.

A Giovanna Coimbra já foi atleta. Como está sendo jogar basquete com alguém que já tem experiência? Ela é meio ruim (risos). Cara, ela me ensina muito, a Giovanna é muito generosa, a gente troca muito. E ela fica falando comigo quando a gente faz cena jogando, ela diz, baixa mais, esse drible você tem que pegar mais no dedo... Ela me ajuda muito nessas cenas.

E como colega, como vocês estão se dando? Ela elogiou você... Ih, então peraí vou ter que elogiar, vou ter que mentir (risos). É uma troca maravilhosa, a gente discute muitas cenas antes. Porque a gente estuda sozinho antes, depois a gente pergunta um ao outro, o que você acha disso, daquilo... E desde o início tivemos essa abertura. A gente teve um professor em comum, o Hamilton de Oliveira. Então a gente tem ideias na atuação muito parecidas, e isso ajuda bastante.

Gabriela (Giovanna Coimbra), Ramon (David Junior), Patrick (Caio Cabral) e Vicent (Gabriel Contente), à frente. Foto: Globo/João Cotta

Você acha Vicente um garoto do mal ou muito das atitudes inconsequentes dele tem mesmo a ver com a família tóxica? Eu acho que nessa novela os autores conseguem dar uma complexidade grande aos personagens, todos têm profundidade. E eu acho que isso faz parte dos textos contemporâneos, em que a gente não é mais uma coisa só. O ser humano não é uma coisa só e por que os personagens são do bem, do mal, babaca, mocinho. Então eu acho que é isso, o Vicente aparentemente é um cara ruim, entre aspas, mas é mais pelas reações dele. Ele vai lá, dá um tapa na bunda da menina, isso são atitudes bem ruins. Eu não acho que ele seja mau-caráter, eu acho que sim, é muito por conta da criação, dessa família tóxica que ora mima, ora rejeita, dá exemplos tortos. Acho que o Vicente é fruto dessa criação, do ambiente em que vive, tudo é dado na mão dele, o pai é o patrocinador do time... Mas eu acredito que ele é um cara que se importa com as coisas, então ele reflete. Ele é explosivo, reage de uma forma ruim, mas é um cara que pensa. Acho que é ele tem a possibilidade de mudar.

A Virgínia tem problema com a Paloma  (Grazi Massafera), como acha que vai ser a reação dela quando descobrir a relação dos dois? Eu acho que se eles estiverem namorando e ela descobrir que a Paloma é a mãe dela, será uma complicação com certeza. Porque a mãe dele não tolera a Paloma, ela não esquece isso. Acho que isso mexeria muito com ela.

Você comentou que fez o elenco de apoio de Totalmente Demais. Um pouco depois fez aquele sucesso todo em Malhação. Como é estar conquistando seu espaço, vencendo a cada dia e vendo seu trabalho elogiado, repercutindo? Eu vejo todo o meu trabalho na televisão como consequência de um trabalho que eu já vinha fazendo antes. Pra mim o mais importante não é fazer TV. Eu comecei a fazer teatro aos 13 anos e sempre persegui coisas dentro dessa área artística. Sempre com o objetivo de como eu movimento cultura, como eu trago coisas mais interessantes para o teatro, o movimento artístico. Mas eu fico muito agradecido de estar aqui também. Eu falo que nunca foi um objetivo em si, mas é muito importante estar na televisão, tanto para grande parte da população conhecer o meu trabalho e também porque é muito gostoso fazer audiovisual. E sobre Totalmente Demais, o Fabio Zambroni me chamou, o mesmo produtor de elenco daqui. E eu não vejo como uma coisa menor, foi uma grande experiência também. Faz parte de um processo de aprendizagem, tanto como de estar aqui. Sem ter muitas cenas, eu aprendi muito, observei muito o trabalho de grandes atores. Foi muito importante pra mim.

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