Flor do Caribe: Cassiano e Duque conseguem fugir da mina sete anos depois da prisão

Após encontrar a saída do túnel, dupla enfrenta até queda de avião rumo à liberdade


  • 08 de setembro de 2020
Foto: Globo/João Miguel Junior/Montagem


O amor de Cassiano (Henri Castelli) por Ester (Grazi Massafera) e a sede de se vingar do traidor Alberto (Igor Rickli) o moveram a dar seu sangue para conseguir fugir da prisão. E sete anos depois, ele o amigo Duque (Jean Pierre Noher) finalmente conseguem a façanha. Depois de desistir de esperar que alguém da Aeronáutica apareça para interceder por ele, após contato por telefone com seu pai, Chico (Cacá Amaral), o piloto decide que o jeito é seguir cavando o túnel para a fuga. Ele e Duque, então, cavam, cavam... Nisso, há uma grande passagem de tempo. Depois, os dois já aparecem botando pinos na parede, cada vez mais longe do chão. Até que Cassiano surge, lá no alto, colocando o último pino. “Ollêêêêê!”, festeja Duque.

O piloto, então, se pendura no paredão e olha para fora. “O mundo lá fora tá perto! Muito perto! Quem diria, meu caro Duque, que íamos fazer essa obra de arte”, fala. No dia da fuga, o estelionatário gente boa mostra-se nervoso. Eler quer levar roupas e alguns mantimentos. “Nós vamos assim como estamos. E se precisamos de alguma coisa, essa coisa se chama sorte! Portanto reza, meu amigo”, fala o piloto. Duque diz que já rezou em todas as línguas. Os dois se abraçam e iniciam o percurso. Na hora de escalar, Duque vai na frente. Por conta do desgaste físico, a subida vai ficando cada vez mais difícil. Quando eles estão quase no topo, Duque empaca. “Tá muito alto”, afirma ele. “Não olha pra baixo. Respira fundo”, incentiva Cassiano.

O piloto avisa que nesse momento ele tem que tirar forças de onde nem saiba que tem. “Eu não posso mais. Pra mim, acabou aqui”, fala. “Deixa de bobagem. Nós vamos chegar lá em cima! Nem que eu tenha que te carregar nas costas!”, avisa o brasileiro, que começa a empurrar o amigo. A esta altura, Dom Rafael (César Troncoso) já foi avisado por um dos capangas que os dois sumiram da cela. Ele manda seus homens cercarem o local. Nisso, os fugitivos já estão chegando no topo. “Mais dois pinos e viva a liberdade!”, diz Cassiano. Ao ver o nervosismo do amigo, ele o empurra. “Vai Duque, agarra a beira do buraco e puxa o corpo”, fala. “Avisa pro meu braço. Tá tremendo”, responde ele.

O brasileiro o empurra com mais força e Duque agarra o buraco. Mas como ele não tem força para se erguer e sair, Cassiano passa por ele e o puxa. Mas quando ele vai erguer o amigo, eles percebem dois capangas de Rafael lá embaixo. “Eles tão atirando!”, fala Duque, apavorado. “Pensava o quê? Que iam mandar flores? Dá a outra mão!”, diz o piloto. Os dois, então, conseguem sair e somem da vista dos homens. Um pouco depois, eles já estão sentados à beira da mata, se recuperando, quando Cassiano fala como eles terão que fugir dali. “De avião?”, surpreende-se Duque. “Acha que tá falando com quem? Um ferreiro? Padeiro? Sou piloto. Pra isso economizei combustível na última viagem com Dom Rafael”, explica o brasileiro.

CASSIANO, JÁ LIVRE, PEGA UMA FLOR À BEIRA DE UM RIO: “É PRA ELA QUANDO EU CHEGAR LÁ, DUQUE... É PRA MINHA ESTER ESTA FLOR QUE SÓ DÁ AQUI: A FLOR DO CARIBE...”

Cassiano pega o mapa e diz que eles só terão que atravessar a floresta. “Ah... só! E se tiver cobra?”, diz Duque. Os dois seguem mata a dentro. Enquanto isso, capangas de Dom Rafael já estão por todos os lados. Mas depois de andar muito, Cassiano avista o avião. Os dois entram na aeronave. Mas quando se prepara para decolar, a camionete de Rafael chega com alguns capangas na cabeceira contrária da pista. “Oh, oh... Vamos ser fuzilados”, diz Duque. “Se acontecer alguma coisa, você foi o melhor amigo que tive, Alteza”, fala Cassiano. “Não, você não vai...”, diz Duque apavorado. Mas o brasileiro “acelera” o avião, que parte com toda a velocidade. Quando os capangas vão tentar mirar, parece que o avião vai bater no veículo. Até que o avião decola.

Só que Rafael e seus homens atiram contra a aeronave. “Os desgraçados acertaram o tanque de combustível!”, conta Cassiano. “Então vamos descer!”, fala Duque, desesperado. “Quanto a isso não tenha dúvidas! É pro chão que nós vamos mesmo, só que em grande estilo! Se segura, Alteza, porque vamos cair!”, avisa o piloto. Ele luta pra nivelar o avião, que voa todo inclinado. Em pânico, Duque começa a rezar. "Senhor Deus, como vai, tudo bem? Sei que nunca conversamos, mas eu me chamo Duque ou outros milhares de nomes, muito prazer. O prazer é todo meu, Deus. Deus, sabe o que é? Eu não gostaria de morrer agora...”, ora ele. De repente, Cassiano avisa que acabou o combustível. “Não pode ser! Já pedi perdão dos meus pecados”, fala Duque. “Devia ter pedido gasolina!”, diz Cassiano.

O brasileiro tenta controlar o avião, até que vê um pasto ali perto e vai posando de qualquer jeito. Instantes depois, ainda se recuperando do susto, os dois já estão fora da aeronave. Cassiano está com um mapa na mão. “Agora é a gente descobrir pra que lado fica o mar”, fala. “Pra lá, depois do pântano!”, aponta Duque. O piloto fala que é para lá que eles vão. “Nem pensar! Aquele pântano é morte certa, fim de linha!... Presta atenção, brasileiro! Ninguém, até hoje ninguém conseguiu sair vivo daquele pântano!”, avisa Duque. “Então vamos ser os primeiros! Anda!”, afirma Cassiano. Livres, os dois amigos ainda vão viver muitas aventuras na Guatemala. Eles enfrentam jacaré e tomam até banho nus numa cachoeira. Esse é o momento em que Cassiano pega um flor. “É pra ela quando eu chegar lá, Duque... É pra minha Ester esta flor que só dá aqui: a flor do Caribe...”, fala Cassiano.

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