Fátima Bernardes e o segredo do Encontro: “Uma grande conversa”

Apresentadora comemora 6 anos de grande sucesso de sua atração matinal


  • 28 de junho de 2018
Foto: Globo/Raquel Cunha


Uma das apresentadoras brasileiras mais queridas pelo público, Fátima Bernardes nem precisa mais bater na porta para entrar com o seu Encontro na casa do telespectador. Com seu carisma, elegância, inteligência e expertise tanto para o jornalismo como para o entretenimento, ela torna qualquer tipo de pauta interessante no programa que acaba de completar seis anos no ar.

“Quando a gente vai fazer um programa como esse, na verdade, é como uma grande conversa, é como a se a gente se encontrasse para bater papo”, explica.

Fátima conta ainda que a presença da plateia é fundamental para o êxito da atração, assim como a companhia de seus parceiros no palco. A música, claro, também anima o público ao vivo e o de casa. Desde a estreia, em 25 de junho de 2012, a atração recebeu 750 artistas diferentes, com seus ritmos plurais.

Durante esse período, Fátima também vivenciou transformações em sua vida pessoal. Ela se separou do jornalista William Bonner, em 2016, após 26 anos de união. Já em 2017, assumiu a relação com Túlio Gadêlha, com quem está até hoje. Nas redes sociais, eles mostram momentos de paixão e de diversão, como quando foram recentemente ao São João de Arcoverde, em Pernambuco, e dançaram o côco de raiz.

Feliz com a fase, Fátima fala sobre os seis anos do Encontro, que tem direção geral de Alexandre Mattoso.

Foto: Globo/Raquel Cunha

Que balanço você faz da trajetória do programa nesse período?

Eu acho que, ao longo desses seis anos, o programa foi encontrando o seu perfil. A ideia inicial era juntar anônimos e famosos para que eles conversassem sobre temas atuais variados. Ao longo do tempo, a gente conseguiu acrescentar a isso - a essa conversa e a esse encontro - a música e a minha própria participação de uma maneira mais natural e solta. Acho que o que evoluiu muito é que a gente conseguiu um perfil de assuntos para o programa que é sempre estar ligado a questão do respeito ao outro, aos direitos humanos, e temas que realmente nos façam refletir sobre como podemos tornar o mundo melhor.

O que você acha imprescindível na atração e que foi ganhando notoriedade aos poucos?

Eu acho imprescindível a escolha de um bom assunto que possa motivar esse encontro entre famosos e anônimos de uma maneira bem interessante. E é imprescindível no programa de hoje a presença da plateia. É claro que os convidados são importantíssimos, mas, sem a plateia, nós não conseguiríamos fazer o que desejamos, que é este ‘Encontro’.

O Encontro trata de diversos temas, do factual aos mais sensíveis de serem abordados. Qual é o maior desafio no comando de um programa com esse perfil?

Para mim e para a equipe, é bem natural termos o calor do factual. A gente lida com isso desde o primeiro momento. Muitos na equipe têm uma trajetória jornalística, então isso para nós está na veia. Mas temos também todo o lado do entretenimento. Não é só um programa de informação, é também um programa de diversão e a gente tem que aproveitar isso. Com essa união, os temas são tratados de uma maneira tranquila e respeitosa, e, por isso, a gente consegue falar sobre qualquer coisa. 

Foto: Globo/Raquel Cunha

Você recebe muitos convidados a cada dia. Qual é o segredo para conversar com cada um deles, entrosar o grupo e, ainda, sem esquecer da plateia?

Quando a gente vai fazer um programa como esse, na verdade, é como uma grande conversa, é como a se a gente se encontrasse para bater papo. O que eu procuro deixar claro e o que me ajuda muito e a todos os entrevistados é que, estejam eles no sofá ou na plateia, a ideia é que sempre que tenham algo a acrescentar. Eles não precisam esperar por uma pergunta, podem sempre entrar na conversa. Quanto mais isso acontece, mais gostoso o papo fica, mais natural fica o nosso Encontro. Essa é a nossa meta.

Como é o entrosamento com os seus parceiros de palco?

O fato do programa ter conseguido incorporar parceiros ajuda muito, porque neste formato a plateia e os convidados interagem e estão realmente participando e sendo ativos no programa. Então, quando você tem parceiros que já conhecem o programa, fica mais fácil deles entenderem que podem participar, que não precisam esperar que eu pergunte e que o programa está ali para ser usado por todos. Também temos o cuidado de ter um olhar mais especializado sobre cada assunto. Essa expertise faz a diferença na hora do debate.

Você é conhecida por ter uma relação próxima com todos da equipe. A que atribui essa relação?

Acho que o que ajuda muito na relação entre a equipe e as pessoas que estão no palco, inclusive eu, é o fato de todos nós participarmos muito da elaboração do programa. A gente não chega ali de última hora, nenhum de nós, nem mesmo os parceiros. Eles, muitas vezes, ajudam a  sugerir temas, ajudam a ver como está o encaminhamento das pautas, podem sugerir personagens e pessoas para serem entrevistadas. Então, está todo mundo com foco no programa. Acho que isso ajuda muito para um bom entrosamento de toda a equipe. É uma equipe especial e acho que isso transparece para o público.



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