Espelho da Vida: Cris entra na casa de Julia e se vê em retrato

Jovem resolve encarar história: “E se existir mesmo um Amor Imortal?”


  • 29 de setembro de 2018
Foto: Globo/João Miguel Júnior


Essa história da trágica morte de Julia Castelo está mesmo mexendo com Cris (Vitória Strada). Logo após se recuperar do acidente sofrido ao tentar entrar na casa da jovem assassinada, ela resolve voltar lá, sozinha. E, para a sua surpresa, encontra uma mulher misteriosa (Suzana Faini), que guarda a chave da mansão.

“Só eu que tenho a chave da casa, moça. Mas faz tempo que não entro pra limpar, pra nada. Desisti. Estou vendo que até caiu um pedaço da entrada”, diz a senhora. E ela continua falando histórias do lugar. “Diz que ninguém mexeu nas coisas da morta, ficou tudo como ela deixou. Cada vestido bonito me deu pena de ver se estragar”, fala.

“Eu tenho muita curiosidade de ver como é a casa por dentro. Posso mesmo entrar?”, pergunta Cris. “Uai... se eu tou te dando a chave”, diz a mulher.

Espelho da Vida: Cris sofre acidente no casarão em que Julia viveu

Patrick Sampaio é Felipe, amante da vilã de Alinne Moraes

CRIS ENTRA NA CASA DE JULIA E SE CHOCA COM PINTURA EM QUADRO: “SOU EU NESSE RETRATO, SOU EU”

Cris abre a porta, e começa a olhar cada detalhe. Ela se arrepia. A casa em ruínas, cortinas em frangalhos, móveis, lustres, tudo quebrado. “Meu Deus. Que lugar horrível!”, diz. De repente, a porta é fechada com um barulho. Ela se assusta. Logo, chama a atenção dela um quadro pendurado na parede.

Um resto de filó velho cobre parte do objeto. E, imediatamente, ela leva a mão na boca, atônita. “Sou eu nesse retrato... sou eu!”, constata. A câmera mostra na pintura à oleo o retrato de uma jovem com roupa de festa do início do século XX. A pintura é antiga, mas percebe-se que o rosto é idêntico ao de Cris.

Cris pega seu celular e tira uma foto. “Incrível a semelhança, como pode? Incrível!”, fala ela, quase sem acreditar. Ela continua andando pelo local, devagar, com medo de a madeira não aguentar. Até que ela vê uma porta entreaberta e a empurra. É um quarto de moça, romântico, todo empoeirado.

Ela vê um espelho empoeirado. E quando vira-se para o armário, admira-se com tantos vestidos pendurados, um deles está em melhor estado. Ela pega o vestido e coloca diante de si, fascinada. Quando se dirige à penteadeira, e vai limpar um pouco o espelho, ouve um relógio marcando as horas.

Nesse momento, surge a senhora misteriosa. “Ouviu o relógio, moça? Ele não bate a hora certa, tá maluco. Mas quando ele bate é hora de fechar a casa”, avisa ela. Cris pede para fica mais um pouco ali, mas não consegue.

CRIS A MARGOT: “ SE DANILO E JULIA SE AMAVAM TANTO, QUEM SABE ELE VOLTOU A ESTA VIDA COMO ALAIN RENAULT? SÓ ESPERO QUE NESTA VIDA ELE NÃO QUEIRA ME MATAR”

Já em casa, Alain (João Vicente de Castro), após examinar o material sobre a história de Julia Castelo, começa a se mostrar mais interessado. Mas Cris não conta que esteve novamente na casa da moça. “Eu podia filmar em qualquer cidade colonial. Aqui mesmo em Minas tem uma porção delas. Não acha, Cris, um capricho absurdo?”, pergunta ele. “Mas a exigência de meu avô me deixou sem chão”, repete ele, referindo-se a ter que rodar a história em Rosa Branca.

“Calma, você está gostando da história. Vi que fez umas anotações sobre um suposto triângulo amoroso. Julia, Danilo e Gustavo”, diz Cris. “Gosto dos personagens, a mãe da Julia, Piedade, o pai, coronel Eugenio, dá pra criar coisas ótimas”, diz ele. “É um desafio, Alain, você já foi fisgado, eu te conheço”, fala Cris. “Já está se imaginando no papel de Julia Castelo, né? Como você é romântica, Cris”, ressalta Alain.

Mais tarde, quando Alain sai, Cris conta a Margot sobre o seu retorno a casa de Julia. E também sobre sua conversa com o namorado, que gostou da história, mas ainda está reticente em rodar em Rosa Branca. “O Vicente dizia que o neto é turrão, mas ele vai acabar cedendo, querida. Nada acontece por acaso”, assegura Margot.

“Mais um enigma pra me deixar curiosa e doida pra levar tudo isso adiante. Eu e Julia sermos quase idênticas! Tenho que voltar naquela casa o quanto antes”, pensa Cris, que logo percebe ter esquecido o celular lá. “Pensa bem, Cris, não quero que você se machuque”, diz a viúva de Vicente (Reginaldo Faria).

“Sei me cuidar. Vou buscar meu celular e procurar um retrato do Danilo Breton. Se ele e Julia se amavam tanto, quem sabe se Danilo voltou a esta vida como Alain Renault? (risos). Só espero que nesta vida ele não queira me matar!”, brinca Cris. “As coisas não são tão simples, querida. Nem sempre as pessoas renascem no mesmo tempo e nem com a mesma...”, tenta explicar Margot.

“Você disse que nada é por acaso. O Alain até criou um triângulo amoroso entre Julia, Gustavo e Danilo. O assunto 'traição' deixa o Alain muito envolvido”, fala Cris. E ela mostra-se fascinada por toda a história. “Resolvi encarar tudo como um grande 'e se?'. E se 'fosse possível voltar a viver', 'e se' for verdade que um grande amor não termina com a morte? E se existir mesmo um 'Amor Imortal'?”, atesta ela.



Veja Também