Éramos Seis: Clotilde tem seu bebê sozinha no banheiro da estação de trem

A moça é acudida por Olga e Zeca, que ficam chocados com a cena


  • 05 de fevereiro de 2020
Foto: Globo/Raquel Cunha


Na reta final da gravidez, Clotilde (Simone Spoladore) tomou a decisão de dar o seu bebê para Olga (Maria Eduarda de Carvalho) e Zeca (Eduardo Sterblitch) criar. Apesar de discordar, Lola (Gloria Pires) apoia a irmã.

Ela se despede de todos os sobrinhos, que não sabem que ela espera um bebê, e segue para a estação de trem. Em Itapetininga, sem saberem da história, todos a esperam com euforia.

Essa sequência deve ser decidida no dia 12 de fevereiro.

CLOTILDE SE DESPEDE DE LOLA, DOS SOBRINHOS E DE DURVALINA E PARTE SOZINHA, DE TREM, PARA TER SEU BEBÊ EM ITAPETININGA

Com sua malinha e sua bolsa de tricô, Clotilde despede-se Lola, Isabel (Giullia Buscacio), Alfredo (Nicolas Prattes) e Durvalina (Virgínia Rosa). Todos estão emocionados. Ela sai e dá um abraço em Lola. “Estou com você em pensamento. Todos os dias... E nas horas mais difíceis, sabe bem disso”, diz a matriarca. “Sei. Obrigada, minha irmã”, agradece ela. “Escreva de vez em quando, tia, por favor”, pede Isabel.

Clotilde se emociona. “E a senhorita... Me dê notícias sempre que tiver novidades. Quantas vezes foi a sua alegria que me moveu, Isabel... Durva... Vem cá me dar um abraço. Sou tão grata por tudo. E te admiro tanto...”, diz. “Que todos os anjos te guardem e te iluminem”, fala Durvalina. “Bom, está quase na hora do trem. Vou te levar na estação, tia”, fala Alfredo.

E ela sai, já saudosa de todos. “Não quero ninguém triste. É como Alfredo disse ontem... Estou indo porque quero. Não há razão para lamento. Só quero levar o afeto de vocês”, fala ela. E todos a abraçam, carinhosos. Clotilde seca uma lágrima e vai se afastando com Alfredo, que leva a valise da tia. “É, Durva, sem minha irmã ainda me sinto mais sozinha...”, comenta Lola.

Ao chegar na estação do bonde, Alfredo beija a mão da tia e depois lhe dá um abraço. Clotilde embarca e acena para o sobrinho. Já na janela do trem, ela está arrasada, pensativa. E coloca a mão na barriga, confiante. Respira fundo. Ela só desperta de seus pensamentos quando ouve  voz do bilheteiro cobrando o bilhete. Ela entrega e volta a olhar o horizonte, perdida em seus pensamentos. E ali inicia a sua viagem solitária e sofrida...

OLGA SE CHOCA AO VER A IRMÃ QUASE DESFALECIDA COM UM BEBÊ RECÉM-NASCIDO NO COLO NO BANHEIRO DA ESTAÇÃO: “ZECA, ZECA, CORRE, MEU DEUS DO CÉU”

No meio da viagem, começa a chover. Em certo momento, Clotilde sente um desconforto e fica um pouco tensa. Um pouco depois, a chuva continua, e ela se sente pior. Uma senhora ao lado repara. “Está se sentindo bem, moça?”, quer saber. “Estou sim, um pouco de dor. O trem sacode muito e me enjoa. Vai passar”, fala. O trem para numa estação e a senhora desce, o local está quase deserto. O bilheteiro informa que em cinco minutos parte. Ali Clotilde toma uma decisão.

Ela levanta e salta do trem. O local está deserto, chove muito e há trovoadas. Ela vai até o banheiro passando mal, joga água no rosto. Mas sente um pontada maior e se agacha. Nesse momento, ouve o apito do trem e se aflige. Clotilde aparece na estação nervosa, vendo o trem partir. Ela sente nova pontada e volta ao banheiro, aflita. Nisso, a bolsa se rompe, ela fica toda molhada. E olha aquilo apavorada. “Meu deus... Vai ser agora? Ajuda! Ajuda!”, grita.

Mas a estação está vazia. “Meus Deus, me ajude, estou sozinha”, fala. Ao mesmo tempo, no ponto final próximo a Itapetininga, Zeca e Olga aguardam a chegada de Clotilde. Eles estranham que todos descem do trem, menos Clotilde. Olga resolve perguntar ao bilheteiro se ele viu a sua irmã. Eis que ele conta que uma moça com as características que eles falaram desceu sozinha na estação anterior. Preocupados, os dois seguem de carro, debaixo de chuva para o local.

Assim que entram na estação procuram por Clotilde e, nada. “Está tudo deserto por aqui”, fala Olga. Ela resolve ir até o banheiro. “Clotilde! Você está aí?”, pergunta. E olha para um canto e vê irmã no chão, muito fraca, com suas malinhas, uma tesoura suja de sangue e um bebezinho recém-nascido no colo. “Zeca, Zeca, corre, meu deus do céu...”, chama ela. Zeca entra, e os dois ficam chocados com a cena. E Clotilde, com o filho nos braços, quase desfalecendo.

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