Éramos Seis: Alfredo e Inês transam em meio à guerra

Fragilizados, eles não conseguem conter o sentimento


  • 13 de fevereiro de 2020
Foto: Montagem


O clima da guerra e, principalmente, o fato de perder mais uma pessoa próxima, o amigo Tião (Izak Dahora), deixará Alfredo (Nicolas Prattes) um pouco fora de si.

Tanto que Inês (Carol Macedo) perceberá e falará com os superiores dele para não colocá-lo, por enquanto, no front. Ele fica sabendo e vai tirar satisfações com ela. E o clima esquenta.

Essa sequência irá ao ar a partir do dia 22 de fevereiro.

INÊS ENCORAJA ALFREDO: “A PERDA DO CARLOS FOI MUITO DOLOROSA, ELE ERA MUITO AMADO, MAS VOCÊ TAMBÉM É... TEMOS QUE NOS PRESERVAR”

Alfredo chega, irado, na tenda onde fica Inês. Ela se assusta. “Não pode entrar aqui!”, diz. “Vim conversar com você, Inês. Assunto sério”, fala ele. Ela lembra que ele não pode abandonar o acampamento a essa hora, muita menos surgir ali. “Estou cansado de tantas regras. Principalmente da última: que me tirou do front de batalha. Foi você que criou esta última regra, não foi?”, quer saber ele. “É para o seu próprio bem. Do jeito que está se coloca em risco e coloca seu pelotão igual”, afirma ela.

Alfredo pergunta se só porque ela usa o uniforme de enfermeira sabe mais do que é melhor para ele. “Eu tenho minhas responsabilidade nessa guerra, uma delas é cuidar da saúde física e mental dos soldados”, fala. Ele diz que se sente humilhado. “Não, Alfredo... não quero te humilhar... quero de proteger...”, garante ela. “De que? De uma bala? A minha vida já está tão sem sentido. O meu amigo morreu me salvando. Como posso viver assim? Como posso viver de braços cruzados?”, diz.

Inês lembra que uma guerra é algo terrível, injusto e deixa todos vulneráveis. “Que eu morra também”, afirma ele. “Não fala assim... não é justo com as pessoas que gostam de você... Não é justo com sua mãe”, fala ela. “Minha mãe... coitada. Ela sobreviveu à morte do Carlos, vai ser fácil superar a minha...”, diz. A enfermeira garante que ele está enganado. “A perda do Carlos foi muito dolorosa, ele era muito amado, mas você também é... Muito... É bravo, corajoso, é importante... nesta situação em que estamos, temos que nos preservar”, fala ela.

ALFREDO À INÊS NA TENDA DO ACAMPAMENTO MILITAR: “VAI VER QUE ERA ISSO QUE A PRECISÁVAMOS NESTE LUGAR, AMOR”

A jovem continua dizendo o coração dela fica apertado. “Não quero perder mais ninguém, não quero perder você, por favor não se arrisque. Ninguém ia aguentar mais uma dor... nem eu...”, garante ela. Alfredo se sensibiliza com as palavras dela. Sorri, surpreso. Neste momento ouvem uma explosão, ao longe. Ela se assusta e se abraça nele. “Eu quero te proteger...”, fala o jovem rebelde. Abraçados, eles se encaram por algum tempo, de forma intensa. Há muito barulho de explosão lá fora. “Eu vim aqui pra proteger as pessoas neste caos. Pra viver o presente, porque ninguém sabe o dia de amanhã”, diz ele.

Inês consegue abrir um sorriso. “Quem sabe? Amanhã podemos não estar mais aqui... Eu posso morrer como o Tião, eu posso me ferir”, fala. Ele leva o dedo à boca dela tapando-a. “Vamos viver”, afirma Alfredo. Nisso, ela o encara e lhe dá um beijo intenso, desesperado e triste. O jovem corresponde. Um pouco depois, ela se afasta, nervosa e aflita. “Não sei se estou pensando direito...”, diz. “Vai ver que era isso que precisávamos neste lugar, amor”, fala ele.

A enfermeira ainda mostra-se impactada. “Eu... Eu nunca vivi isso antes. É tudo novo pra mim...”, afirma. Ele olha profundamente para ela e acarinha seu rosto. “Em qualquer situação, faça apenas o que te der vontade. Estamos numa situação limite. Não sabemos o futuro, nem se vamos estar vivos amanhã. Mas me sinto feliz só por estar aqui com você”, fala ele. Inês sorri e vai até ele. Os dois se beijam com fervor e mergulham no amor.

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