Eliane Giardini: “Anastácia foi um exercício de contenção pra mim no comportamento e nas emoções”

Após a expansiva Muricy, atriz é destaque agora na reprise de Êta Mundo Bom!


  • 06 de maio de 2020
Foto: Globo/João Cotta


Depois de dar show como a Muricy de Avenida Brasil, Eliane Giardini volta ao ar no Vale a Pena ver de Novo como a rica empresária Anastácia em Êta Mundo Bom!. Uma das nossas maiores atrizes, ela dá aula de interpretação, sai de uma personagem para lá de expansiva para uma mais contida, sofrida, que vive para encontrar o filho roubado, Candinho (Sergio Guizé). “Anastácia foi um exercício de contenção muito bom. No comportamento e nas emoções. Gostei de trabalhar com limites”, conta.

Para a atriz, é uma delícia rever trabalhos com tranquilidade, o que não consegue na época em que está gravando, quando admite ser bastante crítica consigo. Êta Mundo Bom!, além de lhe marcar pelo texto maravilhoso de Walcyr Carrasco, focado na positividade, ela lembra do clima maravilhoso nos bastidores e da troca com o elenco. E, claro, não esquece do saudoso Jorge Fernando. A trama foi o seu primeiro e último trabalho com o diretor, que morreu em 2019. “Sinto um calor no coração quando lembro dele”, afirma.

Eliane iniciou a carreira no teatro, em 1975, e só veio saborear o reconhecimento na TV por volta dos 40 anos. Desde então, fez papéis emblemáticos, como a solteirona Nazira, de O Clone, a fogosa viúva Neuta, de América, e a cômica Muricy, de Avenida Brasil

Como é se despedir de Avenida Brasil e ao mesmo tempo relembrar Êta Mundo Bom!, trabalhos tão diferentes? É bem interessante porque são trabalhos realmente muito diferentes e com muita qualidade. Para a Anastácia gravava cenas com poucas pessoas, era um set silencioso, muito concentrado. Já Avenida Brasil tinha muita gente em cena, sempre com uma liberdade de improviso, que era uma característica da novela. Demorávamos para gravar, era um processo bem diferente e igualmente prazeroso. 

O que o trabalho de interpretação em Êta Mundo Bom! teve de mais especial? Anastácia foi um exercício de contenção muito bom. No comportamento e nas emoções. Gostei de trabalhar com limites.

Qual foi a cena mais emocionante que gravou na novela? Me lembro de uma cena logo no começo da novela quando Anastácia vai à igreja rezar para encontrar o filho e ele também está lá rezando. Estão os dois fazendo o mesmo pedido, sem saberem que estão lado a lado. Mas a mais emocionante foi sem dúvida o encontro dos dois, mãe e filho num abraço apertado.

Anastácia (Eliane Giardini). Foto: Globo/Divulgação

Quais as principais lembranças que guarda dos tempos de gravação? Jorge Fernando. Foi a primeira e última novela que fiz com ele. Um diretor criativo e afetuoso. Sinto um calor no coração quando me lembro dele.

Como foi sua parceria com Sergio Guizé, Marco Nanini e Flávia Alessandra, os atores com quem mais contracenou? Muito especiais. Guizé é um talento que se esparrama, já o admirava antes de contracenarmos. Flávia é linda e carinhosa, arrasando nas vilãs sempre. E Nanini, aquele assombro de ator que todos conhecem. Foi um luxo de parcerias.

Como acha que será rever a novela depois do tempo que passou? Gosto de rever meus trabalhos. É onde assisto com mais tranquilidade, à distância. Quando ainda estou fazendo, fico muito crítica e usufruo pouco.

Como está sua rotina durante a quarentena? Eu sou bastante reservada, recolhida, então não é tão difícil para mim. Tenho um universo todo em casa. Gosto muito de ler, ouvir pessoas sobre diversos assuntos, assistir filmes e séries.

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