Dany Hypolito: “São 31 anos me superando, a competição está em mim”

Ginasta, que brilha no Dancing Brasil, diz que se aposentará após Tóquio


  • 24 de julho de 2019
Foto: Antonio Chahestian/Record TV


 

Por Luciana Marques

*Veja a entrevista completa no vídeo, abaixo.

Um dos maiores nomes da nossa ginástica artística, Daniele Hypolito busca agora o pódio em outra modalidade: da dança. Uma das participantes do reality de sucesso Dancing Brasil, a atleta tem feito bonito na atração exibida todas as quartas-feiras, na Record TV, junto do seu partner, Marquinhos. “Sempre tive vontade de participar, mas eu sou uma pessoa também que acredita que tudo tem o tempo certo para acontecer”, diz.

Para isso, ela tem se dividido entre os treinos diários de ginástica e também os ensaios para o reality. Para Marquinhos, o objetivo é aproveitar o melhor da ginasta para fazer coisas diferentes, mas desconstruir a atleta e mostrar a dançarina no palco. No bate-papo, Dany, de 34 anos, revela ainda que se aposentará após as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, para se dedicar à carreira de apresentadora e comentarista de esportes.

Foto: Antonio Chahestian/Record TV

 

O que foi essencial pra você aceitar o convite? Eu acho que a minha transição de carreira e uma oportunidade única, porque é um programa diferenciado, que a gente não acompanha só o do Brasil, o lá de fora também. E eu vi várias ginastas também fazendo o Dancing americano. Eu acompanhei muito de perto a temporada da Jade (Barbosa). Sempre quis participar, mas sei que tem a hora certa. Agora estou na quinta temporada e não tenho palavras para dizer o quanto eu estou alegre de participar. O meu parceiro, o Marquinhos, caiu de paraquedas pra mim, é um parceiro que combina muito comigo.

Ele é muito durão? (risos) É nada... Uma coisa muito legal do Marquinhos  é que antes de a gente se encontrar pela primeira vez, ele já começou a ver vídeos meus de competição, ele foi no meu treino, acompanhou desde o início. E isso é o mais legal, ele entender que tem vezes que eu chego lá cansada, então ele já acompanhou para saber o porquê disso. Ele já arrumou um jeito de fazer a gente conseguir ensaiar sem que eu chegue no final com aquele cansaço. Se torna algo mais leve e agradável.

 

Marquinhos, como aproveitar o melhor de uma ginasta como a Dany, na dança? Eu acho que a ideia é aproveitar o que ela já tem de bom e mostra realmente um outro lado dela. Trazer esse lado técnico dela, de ginasta, que vai permitir ela fazer coisas diferentes, mas ao mesmo tempo desconstruir isso, a galera verá uma Dany dançarina, e não ginasta, no palco.

Dany se apresenta com o partner, Marquinhos. Foto: Blad Meneghel/Record TV

Você é muito competitiva, sim ou claro (risos)? Não tem como! A competição pode até sair de mim, mas a competitividade não sai. É normal, são 31 anos de atleta, nessa coisa de a cada dia me superar, a cada dia tentar buscar um resultado melhor. Então a competição está dentro de mim, uma vantagem porque eu sou julgada por aquilo que estou apresentando, como vai ser aqui. Mas julgada agora de uma maneira diferente.  

Você falou em transição, já pensa em aposentadoria? Eu já tinha pensado depois das Olimpíadas do Rio, adiei a aposentadoria, mas agora depois de Tóquio, vou estar me aposentando, e estar trabalhando com outras áreas, uma delas, a da comunicação, que eu gosto muito. Estou me dedicando bastante para já começar a me encaminhar e para me mostrar de uma maneira diferente. Eu quero trabalhar com apresentação esportiva e também comentarista esportiva. Mas não só na ginástica, de uma maneira geral do esporte, porque eu gosto mesmo.

 

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