Cauê Campos sobre a primeira peça: “A resposta é imediata”

Ator, que fará O Sétimo Guardião, encena Marina Nada Morena com Mel Maia


  • 28 de setembro de 2018
Foto: Reprodução Instagram


Por Luciana Marques

* Entrevista disponivel também em vídeo, abaixo.

Conhecido pelo papel recente como o Capim, da série Detetives do Prédio Azul, Cauê Campos, de 16 anos, faz a sua estreia no teatro na peça Marina Nada Morena. “Estou curtindo demais, a resposta do público é imediata”, conta ele, que divide o palco com Mel Maia, na montagem em cartaz no Teatro das Artes, no Rio.

Na peça baseada no livro homônimo de Vanessa Balula, que terá lançamento neste domingo, dia 30, na Livraria do Argumento, no Leblon, Rio, as 11h, Cauê vive Lucas, melhor amigo de Marina, papel de Mel. Entre os temas centrais da peça, com direção de Ernesto Piccolo, situações delicadas da infância, como separação dos pais, além de amizade e positividade. “Sempre tento enxergar o copo meio cheio, nunca vazio, senão você não vai para a frente”, diz.

Para Cauê, que estreou na TV na primeira fase de Avenida Brasil, o momento na carreira não poderia ser mais especial. O ator também está escalado para O Sétimo Guardião, próxima trama global das 9, de Aguinaldo Silva, com estreia em novembro.

Lucas (Cauê Campos) e Marina (Mel MaFoto: Rodrigo Lopez

O que mais chamou a atenção nesta peça para marcar a sua estreia no teatro?

O que me atraiu para vir pra esse projeto e tudo mais, foi quando eu conheci o pessoal da produção, e eu já tinha um contato com a Mel (Maia) de um trabalho que a gente fez junto. Mas quando a gente sentou pra conversar, que a gente leu o texto, e toda a união que aquela produção tinha, aquilo me convidou automaticamente. Foi quase que um braço, chamando vem! E eu achei aquilo tão lindo que estou aqui.

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Há semelhanças entre você e o personagem Lucas?

Eu me pareço bastante com ele nessa questão de ele ser um cara muito estudioso, e eu gosto muito de estudar. E ele também é um cara apaixonado pelas estrelas, e isso é uma fascinação que eu tenho muito grande, amo as estrelas de verdade. Não sei todas como o Lucas sabe, mas a gente tem em comum aí essa paixão.

E como é dividir o palco com a Mel Maia?

O que tem sido mais bacana de trabalhar com a Mel é que ela é uma menina muito tranquila, extrovertida, ela fala com você tranquilamente. Se ela quiser te dar uma ideia de uma coisa que ela acha que é legal, e sempre é legal, ela vai te falar na boa. E ela é uma menina muito gente boa, eu já a conhecia. A gente não tinha um contato muito próximo. E hoje que eu tenho esse contato e essa amizade com a Mel, eu vejo que ela é realmente tudo aquilo, aquela menina gente boa, legal, extrovertida que a gente vê, sempre alegre.

A peça fala muito de positividade. Você é assim, otimista?

Eu sempre tento, como diz a peça, enxergar o copo meio cheio, nunca o copo meio vazio, porque eu acho que se a gente ficar sempre se colocando pra baixo, a gente meio que não caminha pra frente. Então, a gente tem que sempre enxergar tudo de uma forma positiva. Sei que é difícil, mas vamos enxergar de uma forma positiva que a gente vai além.

O teatro tem um processo diferente da TV, como está sendo encarar esse desafio?

Eu já tinha feito alguns cursos de teatro, e faço ainda, mas peça, de fato, é a minha estreia. Eu fiquei um pouco nervoso, ficava com aquele friozinho na barriga, mas toda essa diferença por mais que já tivesse contato na TV e no cinema, eu assistia muito meu irmão (Cadu Paschoal) fazendo peças. Então, aquele nervoso que ia batendo, na hora eu me acalmava e pensava: 'Vamos lá que eu consegui chegar até aqui, a gente consegue ir um pouquinho além'.

Lucas (Cauê Campos). Foto: Rodrigu Lopez

E agora que já está em cartaz, curtiu muito. A “mosquinha” dos palcos picou você?

Estou curtindo demais. Eu estava falando com o pessoal aqui da produção, que é uma união muito grande, a resposta é imediata. Se você faz ma piada que o pessoal não gosta, eles não vão rir, mas se você faz uma piada que todo mundo gostou, eles vão rir ali na hora, vão brincar com você. E se no meio da peça alguém quer dar uma dica, falar alguma parada, vai falar, você tem que ir na onda também.

Você é novo, mas tem feito trabalhos bacanas, né?

Encerrei a participação em nos detetives, pelo menos na minha temporada eu tinha uns 14 ou 15, fiquei um tempo mais me dedicando aos estudos, principalmente na questão de teatro que ainda não tinha feito e tinha uma grande vontade, e com o convite da peça dali foram rolado alguns pontapés iniciais pra gente ir seguindo e agora com a próxima novela das 21h. E como eu enxerguei toda essa questão, às vezes eu falo que sou a mesma pessoa, aquele garoto que nem tava no detetives ainda, mas hoje em dia eu fico feliz quando eu vejo alguém assim na rua, alguma criança que vem falar comigo sobre a série, sobre uma coisa que eu já fiz em novela, isso é uma forma que eu vejo que falo assim: poxa, foi legal tudo que eu to fazendo; então vamos fazer melhor pra deixar pessoas mais felizes cada vez mais.

Você imaginava com apenas 16 anos estar vendo tudo isso acontecer na sua carreira de ator?

Nunca imaginava! Quando eu era pequeno eu pensava em ser um jogador, caminho totalmente diferente, mas conforme eu fui caminhando pra esse mundo, que eu fui vendo como é que era eu fico feliz, então não me passava na minha mente um dia tá estar uma novela, um dia estar numa peça, num filme. E aí hoje em dia que eu vejo que estou conseguindo essas paradas eu fico: 'Nossa legal!' Então, vamos cada vez mais além! Enxergar sempre o copo cheio!

Por que deixou o futebol?

Porque eu entrei em campo e vi que eu não era isso tudo não, eu vi que tinha uma galera muito boa ali, eu falava: 'Acho que é uma boa eu ficar lá fora de gandula'. Aquela galera lá era acima, e aí eu fui desenvolvendo uma paixão muito grande por esse mundo das artes, e eu acho que eu estou indo bem, se der certo a gente vai ir melhor.

Já pode adiantar algo sobre o seu papel em O Sétimo Guardião?

Eu sei pouco ainda, porque a gente está iniciando ainda a parte de preparação. Mas o meu personagem é o Feijão, ele tem uma família, mas não é uma família muito. Na cidade onde ele mora, ele convive com algumas crianças, e apesar dele ser um cara mais velho, ele está sempre com as criancinhas pequenas, cuidando delas e ajudando com essas brincadeiras de infância mesmo, pião, soltar pipa, jogar bola, tudo isso.

Marina Nada Morena. Até 28/10. Teatro das Artes. Shopping da Gávea. Rua Marquês de São Vicente, 52. Gávea. Sáb., e dom., às 17h. Terá espetáculo, excepcionalmente, na sexta-feira, dia 12/10, Dia das Crianças. R$ 60,00. Duração: 60min. Classificação: Livre.



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