Carol Macedo, a Paulina: “Papel maduro, veio no momento certo”

Atriz festeja personagem justa e reencontro de K1 e K2 na trama das 7


  • 08 de setembro de 2018
Foto: Reprodução Instagram


Por Luciana Marques

Desde Passione, sua estreia na TV, em 2010, Carol Macedo, de 25 anos, vem fazendo papeis marcantes. Recentemente, ela se destacou entre o público teen como a K2, de Malhação: Viva a Diferença. Agora, interpreta a estudante de direito Paulina, em O Tempo Não Para. “É uma personagem madura, e eu também estou num momento muito mais madura”, ressalta.

Na trama, Paulina é filha de Eliseu, papel de Milton Gonçalves. “É um grande parceiro, troca muito, mesmo sendo quem ele é”, conta. A atriz também comemora o reencontro com Talita Younan, que viveu sua parceira K1, em Malhação. “O público adorou nos ver juntas de novo”, diz.

Nos próximos capítulos, por sua postura justa, após descobrir que a Samvita foi construída na área que era da Fazenda de Dom Sabino (Edson Celulari) no passado, ela vai ser demitida da empresa por fotografar documentos confidenciais. Depois, ela revela toda a história ao pai de Marocas (Juliana Paiva). Isso vai mexer tanto na trama, que fará até Marocas romper o noivado com Samuca (Nicolas Prattes).

Paulina (Carol Macedo). Foto: Globo/Raquel Cunha

Como tem sido a repercussão de sua personagem nesse início da novela?

O ritmo de gravação é muito grande mas eu sempre arrumo um tempinho para assistir junto com o pessoal. A primeira reposta que eu tive do público foi sobre o amor, a galera se apaixonou pela relação da Paulina com o Eliseu. O amor que um tem pelo outro, muita gente veio falar disso no Twitter. De como ela cuida dele, se preocupa. 

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Uma coisa interessante é que ela não sabe que o Barão (Rui Ricardo Dias) é pai dela. O que você acha sobre essa história?

Ele participa da vida do pai dele, ele sempre está de olho em tudo, sempre pelas costas. E é muito engraçado que no primeiro dia que eu gravei, isso ainda não estava muito bem no texto. Sempre tinha um capanga atrás dela e ela não percebe isso. Eu só fui ver isso no dia que fomos gravar a primeira cena, ela no ônibus, sempre tem um grandalhão ali. Ele participa da vida do pai, da irmã e do irmão também.

O que vai rolar daqui para frente na história da Paulina?

A Paulina é uma pessoa muito justa, o que é certo para ela, é certo. No início, ela desconfia dos congelados, mas depois acaba tendo uma afeição muito grande pela família. Mesmo acreditando, ela não acredita, porque é uma história absurda, né? Mas existe um carinho muito grandes por eles, a Marocas vai ajudar muito ela também. E ela vai acabar ajudando o Dom Sabino em muitas coisas. E vai acabar ferrando a vida pessoal dela por conta disso, porque ela é justa.

E sobre esse reencontro de K1e K2, dupla famosa Malhação, como está sendo?

Novamente seremos super amigas, tipo K1 e K2. Está muito legal, porque nós temos uma troca muito boa, eu e a Talita Younan, tanto que deu certo em Malhação. Está sendo muito bacana, elas têm umas cenas muito legais. A diferença entre as duas personagens é que a Vera Lúcia é muito mais espevitada, mais para cima, e a Paulina é mais contida, mais focada. Antes com K1 e K2, eram meio que iguais, e entre Vera Lúcia e Paulina, tem essa diferença, como se fosse fogo e a água.

Vocês trouxeram o público de Malhação, né?

Sim. A gente vê muita resposta pelo Twitter, principalmente, porque é o público de Malhação, uma resposta rápida, direta. Na hora que está passando a novela, a gente já sabe tudo o que eles acham que está acontecendo. Então, todos os meus fãs, os meus e da Tali, alguns das duas juntas, veio tudo agora para O Tempo Não Para. É muito legal!

Foto: Thiago de Lucena

Sua personagem é muito justa e a personagem da Talita sai um pouco disso de justiça. Ela vai ajudar muito essa menina no decorrer da trama?

Não sei... Eu acredito que sim. Pelo menos na questão de relacionamento, ela tenta ajudar. A todo momento ela deixa bem claro também que o irmão dela, o Lála (Micael), não é flor que se cheire, que ele não é homem para a Vera Lúcia. Nessa questão do trabalho, ela também dá muitos conselhos para a Vera Lúcia. Ela vai tentar ajudar, sim, encaminhar a amida para o lado certo.

Existe um embate entre essa parte do Dom Sabino não deixar a Marocas trabalhar. Sua personagem vai ajudar a Marocas nessa?

Ela vai ajudar a Marocas com isso sim, ela apoia: ‘Vai lá trabalhar!', porque hoje é assim, a mulher é super independente. As duas vão ser muito amigas.

Como tem sido essa relação com a Juliana Paiva?

Demais! Eu conheço ela há muito tempo, mas a gente nunca tinha trabalhado junto, nem em eventos. Na nossa primeira cena, a gente já percebeu que ia rolar, acho que a galera vai gostar bastante, porque é uma troca muito boa. Paulina e Marocas vão ter uma amizade muito legal e verdadeira.

E atuar com o seu Milton Gonçalves, como tem sido essa experiência?

Ele é uma pessoa maravilhosa, um dos atores que eu quero seguir, meio que ser igual em questão de comportamento, dentro do estúdio, da sala de maquiagem, camarim. A postura que ele tem, é um parceiraço em cena, se preocupa, e troca. Não é aquela coisa que me deixa numa situação, assim, ah, é o Milton Gonçalves, que medo, ai, ele vai me dar bronca. Não, é uma troca. Nós somos iguas, e vamos trocar. E está sendo incrível porque ele é muito carinhoso também, e ele lembra o meu pai. O meu pai é mais velho, então, eu vejo uma coisa muito de pai nele. E isso acho que vai transbordar mais ainda o carinho que a Paulina sente por ele, porque eu coloco muito a Carol nisso, o carinho que eu tenho com o meu pai, a preocupação. Então, esta troca com o Milton está sendo demais.

Eliseu (Milton Gonçalves) e Paulina (Carol Macedo). Foto: Globo/Paulo Belote

Essa personagem veio no momento certo da sua vida, você pega ela madura?

Sim. Com toda certeza. Apesar de ela ter 18 anos, eu fiz 25 (risos). Então, ela veio num momento em que eu realmente estava preparada para fazer. É muita diferença de Passione para cá. Não só na minha vida profissional como a pessoal, o amadurecimento é muito maior.

Você cresceu nos holofotes, teve uma época em que se falava muito mais da sua vida pessoal, hoje é diferente, o foco é mais o seu trabalho. Você se arrepende de alguma coisa?

Não me arrependo de nada. Mas acho que eu poderia ter levado algumas coisas de uma outra forma. Eu comecei a trabalhar muito novinha, eu não sabia lidar muito bem, minha mãe me acompanhava. Eu acho que eu poderia ter lidado de uma forma diferente com a imprensa, com quem eu sempre me dei bem, em relaçao à minha vida pessoal. Porque a gente não tem o que esconder, e o medo me atrapalhou algumas vezes. Eu poderia ter sido mais direta, porque eu não estava fazendo nada de errado. Acho que a falta de um assessor, de um empresário, poderia ter me dado uma base, uma direção melhor.

Você mudou sua percepção de fama e sucesso?

Muito. De Fina Estampa para Em Família eu fiquei um tempo sem fazer TV, eu fiz teatro. Esse momento foi quando eu amadureci, eu fiquei uma fase solteira também, mais longe da minha mãe, da TV. Nessa época, foi quando eu mais amadureci. Quando eu fiz Em Família, a personagem era nova e já tinha uma filha, quando eu vejo fotos e entrevistas daquela época, vejo que há muita diferença.



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