Vinicius Pieri: “Sofro bullying! Não ligo, me orgulho do que faço”

Aos 11 anos, o bailarino clássico e ator está em cartaz no musical Shrek


  • 22 de setembro de 2019
Foto: Divulgação


Com apenas 11 anos, Vinicius Pieri tem um currículo importante no teatro musical. Já fez A Noviça Rebelde, Auto de Natal em Petrópolis e Beatles no Céu de Diamantes. Atualmente, está em cartaz em Shrek, com os personagens Peter Pan e Flautista Mágico, no Teatro Clara Nunes, no Rio. E revela-se um apaixonado pelo gênero. “Nunca mais quero parar de fazer isso”, conta.

O ator também é violinista, dublador e bailarino clássico. Ele faz parte da Escola da Dança Petite Danse, onde faz aulas de balé clássico, jazz contemporâneo e street. Por dançar balé, ele admite já ter sofrido muito bullying. Mas garante que hoje nem liga. E ainda faz questão de incentivar outras crianças e jovens a nunca desistirem dos seus sonhos. “Você pode ser tudo o que quiser”, diz ele, que sonha um dia atuar na Broadway.

Como tem sido participar dessa montagem de Shrek? Tem sido maravilhoso porque convivi por seis meses com profissionais maravilhosos que me ensinaram muito. Eu estou fazendo tudo com muita alegria, amor e vontade de estar ali. Mais especial foi o grande aprendizado que tive com Alan Rezende e Marcelo Castto. É a segunda vez tive a oportunidade de trabalhar com os dois. Em 2017 fiz o musical Tropicalia, dirigido pela dupla. E um prazer enorme estar ali também com a direção geral de André Gress da The Biz, porque eu fui em janeiro em Fortaleza e conheci uma das maiores escolas de Musical do Brasil que é dele. Um espaço maravilhoso e reconhecido pela Broadway.

O ator em cena de Shrek. Foto: Divulgação

Quando descobriu a sua paixão pelo teatro musical? Descobri de verdade que eu poderia fazer tudo que gosto e ainda trabalhar com isso no grande musical que eu participei A Noviça Rebelde, foi mágico e encantador pra mim e nunca mais quero parar de fazer isso.

E como o balé surgiu na sua vida? Indo levar a minha irmã ao balé, com 6 anos. Eu ficava esperando no sofá e um dia eu pedi a minha mãe se eu podia fazer uma aula. E a diretora me levou lá dentro. Ao sair eu disse a minha mãe que queria fazer e nunca mais parei.

Quem são as suas referências no balé? Ana Botafogo e Alisson Rocha.

Sonha em participar de alguma montagem em especial no balé mais pra frente? Sim claro, Lago dos Cisnes e Don Quixote.

Você sofreu ou sofre algum tipo de preconceito ou bullying por a fazer balé? Sim. Sofri bullying na escola há alguns anos atrás. Hoje em dia acontece constantemente na rua quando eu falo com orgulho o que eu faço mas eu não ligo. O que eu fico triste é que eu conheço meninos que gostariam muito de fazer ballet e os pais não permitem.

Em performance de dança. Foto: Divulgação

Isso já fez vc ter vontade alguma vez de desistir? Não. Nunca.

Muitos adolescentes às vezes desistem dos sonhos por conta de bullying e coisas assim. O que você diria a esses meninos ou crianças que sofrem algum tipo de preconceito? Nunca desista dos seus sonhos. Você pode ser tudo que quiser. É só se dedicar e ter fico.

Qual o seu grande sonho na carreira? As pessoas riem quando eu falo isso porque eu hoje com 11 anos quero ser tudo que eu estudo. Ator, bailarino, sapateador, dublador, violinista e ainda amo Robótica. Ainda não sei o que Deus reserva pra mim, mas eu também tenho o sonho de estar na Broadway um dia, com certeza. Acho que por enquanto eu posso e devo sonhar. Eu também me divirto com tudo que faço e isso é muito bom.

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