Sara Sarres, estrela do teatro musical: “O "não" faz parte da nossa busca artística, não desista”

Ela atua no 16º espetáculo do gênero, Escola do Rock, e cita novos sonhos no palco


  • 28 de novembro de 2019
Foto: João Caldas


Com 16 musicais no currículo, Sara Sarres se posiciona como expoente do gênero no Brasil. E essa paixão começou cedo. Aos 13 anos, ela já atuava em La Traviata. “Me sentia sonhando”, conta. Depois estrelou superproduções montadas no país, como O Fantasma da Ópera e Cats. Atualmente está no elenco de Escola do Rock, O Musical, como a diretora Rosalie, em cartaz até 15 de dezembro, no Teatro Santander, em São Paulo.

Com a carreira consolidada nos palcos, a atriz diz que adoraria se aventurar em outras mídias, isso se surgirem boas oportunidades. E como ser ator no Brasil não é fácil, o seu conselho a quem sonha fazer teatro musical é estudar e persistir. “Não desista! O “não” já temos e faz parte do processo”, fala. Além da atuação, Sara cursa a faculdade de Fonoaudiologia e se dedica ao seu lado empreendedor, à frente da loja virtual Casa da Voz e do Studio S, onde dá aulas de canto.

Você está estrelando o seu 16º musical, mas teve poucas experiências na televisão e no cinema. Tem realmente uma preferência pelos palcos e musicais ou ainda não apareceu um convite que te tocasse? Como sempre fui protagonista e praticamente emendando um espetáculo no outro, nunca tive muito o tempo necessário para investir nas outras mídias. Mas se algum dia o convite certo surgir adoraria me aventurar.

Em Escola do Rock, como a diretora Rosalie. Foto: João Caldas

Soubemos que sua inspiração para os palcos e os musicais foi a personagem Dorothy. Com quantos anos e como você decidiu que era isso que queria fazer na vida? Não consigo nem me lembrar com quantos anos, mas sempre soube que era isso. Na época não entendia ainda o que era Musical, mas sabia que tinha que ter interpretação, canto, música e dança acontecendo ao mesmo tempo. Depois da Dorothy conheci os filmes musicais da era de ouro do cinema e claro todas as princesas da Disney até encontrar o Fantasma da Ópera, aos 13 anos, e me apaixonar.

Aos 13 anos, você estreou em La Traviata. O que significou essa experiência na sua vida? Me sentia sonhando. Era a primeira vez em um grande teatro, com uma obra que amava, ao lado dos meus professores e amigos que admirava. Não podia ter começado de maneira melhor.

Você começou a carreira muito cedo. Como seus pais reagiram à sua decisão de estudar canto lírico, pouco buscado por jovens, e se dedicar aos musicais? Meus pais sempre me deram total apoio. Desde bebê meu pai colocava música clássica para tocar em casa, no carro e foi inclusive ele que reconheceu em mim um talento para a música e me matriculou na Escola de Música de Brasília. Ali começou tudo...

Com Miguel Falabella em Annie. Foto: Caio

Você estrelou três produções da Broadway, quando chegaram ao Brasil. Qual é a diferença entre as produções estrangeiras e brasileiras, a gente já faz musical como lá fora? A grande diferença está no organizacional. E não só já fazemos musicais como lá fora como melhoramos as produções originais. Por exemplo: na produção brasileira de Escola do Rock, onde estou em cartaz atualmente, os cenários e figurinos foram melhorados.

Há algum personagem ou alguma produção que te marcaram mais e qual o musical dos sonhos que você ainda deseja muito fazer? As personagens que mais me marcaram e transformaram foram sem dúvida Christine e Aldonza. Sonho com muitos musicais, amaria um dia fazer Next to Normal e de uns tempos pra cá tenho cantarolado diariamente todas as canções do Waitress.

Fale um pouco sobre o seu trabalho em Escola do rock. O que mais instiga você nesse espetáculo? O Escola do rock é um espetáculo delicioso de fazer. A minha personagem, a diretora Rosalie, tem uma curva linda que me permite explorar muitos lados diferentes enquanto atriz, além de vocalmente ser um presente, pois posso cantar Ópera e Rock ao mesmo tempo. Está sendo um momento muito feliz na minha carreira.

Com Carmo Dalla Vecchia em Billy Elliot. Foto: João Caldas

Lá no início da carreira, você se imaginava estrelando tantos musicais icônicos ou isso era algo muito distante pra você? Não só me imaginava como ainda criança, criava muita brincadeira nessa temática, já ia vivenciando grandes momentos enquanto dava asas à imaginação (risos).

Qual seria o seu conselho a jovens que sonham em seguir a carreira no teatro musical, porque não é fácil, né? Estudem muito e não desistam! O “não” já temos e faz parte do processo, da nossa busca artística. Existem uma série de fatores que definem o seu momento de aprovação num musical e o “estar preparado para a oportunidade” é o único que depende único e exclusivamente de vocês.

Escola do Rock, O Musical. Até 15/12. Teatro Santander - Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo - São Paulo. Quintas e sextas, às 20h30; sábados e domingo, às 15h e 19h30. De R$ 75,00 a R$ 310,00.

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