Saiba mais sobre Victoria Aguillera, do espetáculo Pippin

Bailarina e atriz, ela é destaque da trupe do aclamado musical


  • 06 de outubro de 2018
Foto: Lucio Luna


Por Luciana Marques

* Entrevista também disponível em vídeo, abaixo.

Quem já teve a oportunidade de conferir o musical Pippin, no Rio, com certeza ficou abismado com a performance de todo o elenco. Mas a trupe do espetáculo, em cartaz até o dia 21 de outubro no Teatro Clara Nunes, é um show à parte. Um dos destaques é Victoria Aguillera, bailarina e atriz, de 25 anos, que faz a sua estreia profissional nos palcos. “Existem os personagens, mas é uma trupe que está ali pra contar a história do Pippin”, diz.

Para Victoria, que já participou de alguns musicais durante a faculdade e no Rock in Rio e do elenco de apoio de tramas como Êta Mundo Bom, Haja Coração e Tempo de Amar, o desejo agora é deixar um pouco a bailarina de lado. “Quero colocar mais minha atriz pra fora”, ressalta.

Durante o papo com o Portal ArteBlitz, Victoria fala de como iniciou o seu contato com as artes, da importância da dança na vida de uma pessoa e de seus sonhos. Alguém duvida que logo logo vamos ver Victoria brilhando mais e mais nos palcos e na TV?

Em cena de Pippin. Foto: Dan Coelho

Quando criança, você já era de querer aparecer, curtia um “palco”?

Aos 4 anos, eu cheguei pra minha mãe e pedi pra fazer balé. Ninguém da minha família dança ou é artista. E a minha mãe me colocou numa escolinha que tinha perto da minha casa e eu fiquei lá até os meus 15 anos, fiz balé, jazz, sapateado, dança espanhola. Saia do colégio e ficava lá o dia inteiro, e aí com 12 anos minha mãe me colocou para fazer teatro, no O Tablado. Porque mesmo eu fazendo aula de dança, me apresentando, eu ainda era tímida. E ela resolveu me colocar pra eu me soltar, e eu lembro que eu odiava ir pra aula de teatro, inventava mil desculpas : “Tô passando mal!...”. E aí eu fiquei 1 ano lá. Depois desse tempo, comecei a fazer peça infantil, e aí já era! Era aquilo que eu queria pra minha vida! Fiquei no O Tablado até os meus 17 anos, depois prestei vestibular pra Unirio para artes cênicas, fiz o THE, passei!

Paulo Victor na trupe do musical Pippin: “Me descobri ator”

Dandara Mariana, Heloisa Jorge e Fernanda Jacob são Ivone Lara

Fale um pouco da sua batalha desde então, porque não é fácil, né?

É muito difícil porque é tudo muito incerto, a gente não tem nada certo e acaba um trabalho e você não sabe o que vai acontecer. E você tem que correr atrás das suas coisas. Hoje em dia você tem que produzir suas coisas, o mercado está cada vez mais cheio, é muita gente querendo, então, se você não fizer o seu, ficar esperando alguém fazer por você, não dá certo. Tem que meter as caras e correr atrás do seu, porque é difícil! Mas se você ama, vale a pena!

Qual a importância da dança na sua vida?

Eu acho que foi graças à dança que eu me descobri, eu não sei se eu não tivesse começado com os 4 anos, eu não sei se eu teria entrado no teatro, se eu teria ficado. Então, eu acho que tudo começou pela dança. O meu contato com o palco foi através da dança, e me deu uma disciplina que eu acho que eu nunca teria. E eu também sempre convivi com pessoas mais velhas, então eu acabei amadurecendo mais rápido, e fora a questão corporal, a saúde. Eu pretendo dançar pro resto da minha vida.

Foto: Divulgação

Você fez várias peças na faculdade, e agora estreia o seu primeiro espetáculo profissional. Fala um pouco sobre esse momento...

Eu quando entrei na Unirio, tinha um projeto de pesquisa em teatro musical, e aí eu fiz minha primeira audição da vida, foi dentro da faculdade no meu terceiro período. E foi o Tommy, e aí eu fiz, foi uma experiência incrível, e aí no ano seguinte eu fiz a audição de novo pra esse mesmo projeto, aí eu fiz o Spamalot. Depois disso comecei a trabalhar por fora profissionalmente como bailarina, até que surgiu o musical que eu fiz no Rock in Rio em 2015. A gente fazia um pocket show que contava os 30 anos do Rock in Rio em 15 minutos. Foi produzido pela Aventura, e foi meu primeiro contato profissionalmente. Já tinha feito várias audições e sempre batia na trave, não rolava, e esse acabou rolando. E esse ano teve a audição do Pippin, fui fazer super despretensiosa, porque eu tinha acabado de fazer uma novela, estava com outras coisas em mente. Fiz e passei! Eu fiquei muito feliz, eu estou muito realizada de estar nesse musical.

O que mais instiga você ao participar deste espetáculo?

Eu acho que esse musical dá oportunidade pra gente que faz parte da trupe, de estar presente, de fazer realmente parte do espetáculo. Porque há alguns musicais que você e o coro é muito destacado da história, então eu acho que nesse a gente tem a oportunidade de estar junto, de contar a história. Existem os personagens, mas é uma trupe que está ali pra contar a história do Pippin, acho que isso é o mais legal.

Em cena de Pippin, com Totia Meireles. Foto: Dan Coelho

Agora você tem vontade de fazer ainda mais musicais?

Eu quero trabalhar! Vou continuar fazendo audição, eu amo fazer musical. Mas hoje em dia eu queria muito fazer uma peça, montar um clássico, fazer uma novela também seria incrível. Eu quero colocar um pouco mais minha atriz pra fora, mais do que a minha bailarina, ela está um pouquinho adormecida. Eu queria ficar mais ativa como atriz.

Quais os seus sonhos na carreira?

Eu tenho muitos sonhos, mas eu acho que o principal é, se fala muito de reconhecimento, não como sucesso, não é isso que eu busco. Eu busco colocar minha arte pra fora, de ser reconhecida pelo o que eu amo fazer que é estar no palco, atuar, acho que esse é o meu maior sonho, ser reconhecida pela minha arte.

Agradecimento: Tea Shop Rio Design Barra. Av. das Américas, 7777 – Barra da Tijuca. Piso Térreo – loja 156.



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