Fernando Oliveira: “Gentilezinha fala ao coração das crianças”

Publicitário festeja êxito de peça que roda escolas e praças com mensagens de cidadania


  • 21 de dezembro de 2018
Foto: Divulgação


Por Redação

O publicitário Fernando Oliveira termina 2018 comemorando um feito. O Gentilezinha, projeto de sua agência, a Trinity, alcançou neste ano ano mais de 10 mil crianças. A segunda edição do espetáculo teatral, desta vez, chamado de Gentilezinha na Cidade das Maravilhas, rodou escolas e áreas públicas transmitindo mensagens de tolerância, de respeito ao próximo, à diversidade e sobre a importância do cuidado com o espaço coletivo.

Pela primeira vez, a história contou com um personagem negro, o Luquinhas. E também fez crianças na faixa entre 4 e 8 anos se conscientizarem sobre os perigos do bullying na escola. Nesta entrevista, Fernando faz uma avaliação desta tão bem-sucedida experiência. No próximo sábado, 22, o Gentilezinha na Cidade das Maravilhas faz sua última apresentação gratuita e aberta ao público, em um palco montado na Rua Porto Acre, às 13h, no bairro de Acari, no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação

Qual é o maior acerto do projeto Gentilezinha?

É um projeto focado em educar crianças de 4 a 8 anos e transmitir valores como cidadania e educação para as futuras gerações. A cada apresentação, quando vemos o envolvimento do público, prioritariamente infantil, temos o sentimento de dever cumprido. O Gentilezinha fala direto ao coração das crianças, que tem entendimento fácil do que ele se propõe a contar.

Que balanço você faz do projeto Gentilezinha em 2018?

Estamos tendo um implementação comunitária cada vez maior. No ano passado, nosso alcance foi de 7,5 mil crianças em todo o estado do Rio. Neste ano foram 10 mil crianças alcançadas e 15 mil cartilhas distribuídas nas apresentações. Esse material didático também funciona como uma extensão do que elas assistem, uma vez que voltam a ter contato com a mensagem que tiveram ao assistir à peça. E reverberam esses valores em família, em seus respectivos círculos sociais, na comunidade, na pracinha ou na escola.

 

 

Como é a repercussão entre as crianças e também entre os adultos?

As crianças interagem o tempo todo, se revoltam quando veem os episódios de bullying e a destruição do parquinho, tomam as dores mesmo. Já com os pais o sentimento é outro. Passa pela satisfação de ver os filhos reagindo e refletindo espontaneamente sobre essas questões.

Tem alguma diferença na apresentação do espetáculo nas escolas e em locais públicos?

Sim, principalmente no público. Na escola, o ambiente favorece a vocação educativa do espetáculo, que é lúdico, mas aborda temas muito sérios. Nos locais abertos, a concorrência com o ambiente externo, o parque, o lanchinho, a distração é um pouco maior, mas não atrapalha o envolvimento do público com o espetáculo.

Os atores Jujuba e Ana Nogueira. Foto: Divulgação

O Gentilezinha vai seguir em 2019?

Com certeza. No ano que vem, teremos um personagem que irá falar sobre homofobia e uso excessivo de celular. Vamos valorizar a leitura tradicional. Somos a favor da tecnologia, mas com uso consciente e descarte responsável. Esses vão ser os pilares da apresentação que vamos levar para as crianças, que estão cada vez mais conectadas.

Por que a Trinity tem apostado no marketing de causa? E já pode adiantar algum novo projeto nessa linha para o próximo ano?

Em 2019, vamos apresentar o Carroselfie, que será um veículo itinerante que irá ministrar workshops de fotografia em comunidades carentes. Em linha com a ODS, “crescimento econômico e geração de renda extra”, o objetivo é formar jovens protagonistas, que utilizem essa relação cada vez mais orgânica com o universo digital para narrarem suas próprias histórias. Hoje as grandes marcas não podem prescindir da contrapartida social. Marketing de causa é o caminho para trazer prestígio a grandes empresas. É a aposta da agência Trinity: “Responsabilidade Social is the new black".



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