Marjorie Gerardi, que fez Rock Story, estará em duas novas séries

A atriz aponta a mãe como a sua grande incentivadora nas artes


  • 23 de abril de 2018
Foto: Divulgação


Aos 29 anos, Marjorie Gerardi, que viveu a técnica de som descolada Tainá em Rock Story, já tem uma estrada longa nas artes. Com apenas 16 anos, ela saiu de casa para seu primeiro estágio como bailarina clássica. Tudo com o incentivo da mãe, Celestrina. “Ela foi a minha força, base, sempre olhou para o mundo das artes com muito respeito e amor”, ressalta.

Além da formação em bailarina clássica pela Royal Academy Dance e pela Escola Cubana de Ballet, e contemporânea pelo Pavilhão-D Instituto de Dança, Marjorie também tem diploma de Artes Cênicas e de Cinema. Durante um ano, ela aperfeiçoou seus estudos na Santa Fe University of Art and Design, no Novo México, Estados Unidos.

Atualmente, a atriz comemora fase frutífera de trabalho. Além de estar em cartaz com Diga que você já me esqueceu, até 29 de abril, no Teatro Viradalata, como a Selma, uma jovem que tem um noivo, mas é apaixonada pela prima, ela estará no elenco de duas séries. Em Se eu Fechar os Olhos Agora, da Globo, viverá a Shirley; e em Amigo de Aluguel, da O2, que será exibida no Universal Channel, dará vida à Renê.

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INCENTIVO DA MÃE PARA INÍCIO NAS ARTES

Quem foi a minha força, minha base, minha amiga para todos os momentos, minha inspiração, foi A minha mãe Celestrina Marina Gerardi. Ela sempre olhou para o mundo das artes com muito respeito, admiração, carinho e amor. E eu quando criança tendo ela como uma bela referência de ser humano, me apaixonei por esse mundo também. Frequentamos juntas o lugar dos apaixonados pela dança, pelo teatro, pelo cinema. Ela nunca me deixou desistir, nunca me deixou amolecer e sempre estava ali para me dar a força que eu precisava. Eu queria fazer ballet clássico desde pequena, ela que me levava, procurava saber os melhores lugares, íamos descobrindo juntas. depois quis fazer teatro, contei do meu sonho de ser atriz, de mudar meu foco da dança para teatro, ela me apoiou, me ajudou a procurar uma escola. Depois me ajudou a fazer meu book fotográfico, ia comigo nas agências,  ela sempre estava lá. Hoje ando sozinha, mas se não fosse ela, não teria a força e a dedicação que tenho hoje.

EMANCIPAÇÃO AOS 16 ANOS

Eu saí muito nova de casa, com 16 anos fui emancipada para poder trabalhar como bailarina clássica estagiária em uma Cia de dança em São José do Campos, se chamava Cia de Dança da Fundação Cassiano Ricardo. Foi meu primeiro trabalho remunerado. Eu morava em Vargem Grande Paulista na casa dos meus pais e fui para São José do Campos morar com os amigos do ballet para inaugurar essa Cia de Dança. Lembro que guardei meu salário todo, meus pais me permitiram isso. E no final de um ano e meio, comprei uma câmera fotográfica, desde sempre sabia da minha paixão pelo cinema. Voltei para São Paulo e depois fui fazer faculdade de Cinema, já decidida a trocar de carreira. Comecei a trabalhar como atriz em 2007, e desde então nunca parei. Apenas em 2011, quando fiz um intercâmbio no Estados Unidos para cursar o último ano da faculdade lá fora, só fiquei estudando.

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TELEVISÃO X TEATRO

Gosto muito de trabalhar na televisão, de representar para a câmera, sempre tive esse fascínio e também sou apaixonada por trabalhar no teatro, as artes se complementam. Mas não posso deixar de analisar esses dois lados. Atuar para televisão é um trabalho na horizontal, e o teatro trabalha na vertical. Mergulhamos fundo no teatro, pesquisamos muito, repetimos muito até esmiuçar a personagem e a obra. A televisão é outra linguagem, tem um alcance grande, abrange muitas pessoas, exige rapidez, não dá para ter esse mergulho que só com tempo e repetição conseguimos. Mas não é por isso que ela é ruim, pelo contrário, é muito potente no que faz. É um desafio muito gostoso praticar e trabalhar na televisão e no teatro.

PAIXÃO PELA LITERATURA

Sou apaixonada por literatura, tanto brasileira como estrangeira. O mundo da leitura para mim é um mundo paralelo, onde a imaginação toma conta da realidade, e você entra na história sendo um pouco de todos os personagens. Sempre uso um personagem dos livros como inspiração para um trabalho, estão sempre nas minhas referências. Tenho um sonho de escrever um livro, está nos meus planos, mas sem data para início, vou deixar acontecer.
 



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