Giovanna Antonelli: “Não acho Luzia burra, novela é ficção”

Atriz fala da nova fase da DJ e diz aguardar ansiosa por cena do “encontro” com Valentim


  • 13 de setembro de 2018
Foto: Globo/João Cotta


Por Redação

Nesta reta final de Segundo Sol, Luzia (Giovanna Antonelli) está disposta a se vingar das vilãs Laureta (Adriana Esteves) e Karola (Deborah Secco) a todo o custo. Principalmente, depois que caiu em mais uma armadilha delas, e acabou sendo a principal suspeita da morte de Remy (Vladimir Brichta). Aliás, a cena do assassinato exibida na última segunda, dia 10, causou alvoroço nas redes sociais.

Ao se deixar levar mais uma vez pela lábia de Remy, e ainda fugir da cena do crime, Luzia foi taxada de burra. E o que será que a intérprete Giovanna Antonelli acha disso? “Ah, isso aí é com o João Emanuel Carneiro (autor), ele que ganha para isso. A gente só representa”, fala a atriz.

Aliás, Giovanna diz que acha Luzia o máximo, e que está amando essa fase justiceira dela. Mas a grande expectativa da atriz é sobre a descoberta da personagem de que Valentim (Danilo Mesquita) é o filho biológico dela, e roubado ainda recém-nascido.

Remy (Vladimir Brichta) e Luzia (Giovanna Antonelli). Foto: Globo/Estevam Avellar

Na última conversa que a gente teve, você disse que achava que Luzia não tinha nada de vingativa... E agora veio essa reviravolva, como está vendo essa fase da personagem?

Vocês estão vendo como eu não sabia nada? Eu fui muito honesta, eu falei, não, eu acho o máximo o amor dela com esses filhos, tudo lindo, ela não é vingativa. De repente... Olha a surpresa. Não é uma loucura, louca? Eu estou amando, porque eu sempre adoro essas personagens justiceiras.

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E a repercussão toda nas redes sociais, principalmente no Twitter de que a Luzia foi ingênua de ter fugido da cena do crime?

Ah, isso aí é com o autor. A gente só representa. Eu topo qualquer coisa, se me mandarem colocar um abacaxi na cabeça e entrar no túmulo, eu vou feliz.

Mas você acha a Luzia burra demais?

Acho que não, acho que a novela é uma ficção, e o autor escolhe o caminho que quer levar os personagens dele. E tem pessoas que se ferram muito por aí... Acho ela o máximo. Ela gosta de fazer tudo sozinha, não ouve os outros, tem personalidade. Acho que está tudo ótimo.

Você tem acompanhado a repercussão nas redes sociais?

Muito pouco... Eu estou gravando noturnas há três semanas. Então, eu tenho trocado o dia pela noite. E não está dando muito tempo de entrar nas redes sociais.

E essa coisa agora da reviravolta, da vingança, do pacto dela com o Roberval (Fabrício Boliveira), o Galdino (Narcival Rubens), como você vê essa nova configuração da trama?

Ah, é novela. Eu torço para a Luzia do amor. Eu não vejo nada. Eu faço o que está escrito.

Ela vai entrar nessa energia da vingança agora... O que você pensa disso?

Eu acho que todo o mundo sempre tem vários lados dentro de si. O ser humano é elástico, se você não for elástico, não sobrevive. Os personagens de novela são elásticos, uma hora você está aqui, outra hora em outro lugar. Em um ano, a gente pensa diferente, graças a Deus. Então, a gente está sempre mudando, em movimento.

Beto (Emílio Dantas) e Luzia (Giovanna Antonelli). Foto: Globo/Divulgação

Mas você curte a coisa das cenas de aventura, de fugir?

Ah, gente, estou desde de janeiro sendo caçada, é fuga, tiro, porrada e bomba. Acho que eu fui a atriz que mais gravou à noite, e que mais fugiu na novela até agora.

Todo o mundo estava curtindo muito esta aproximação da Luzia com os filhos Ícaro (Chay Suede) e Manu (Luisa Arraes). E agora tem essa novo baque, acha que terá que ter uma terceira chance com eles?

Não acho que terceira chance... Acho que dessa vez, as pessoas não vão achar que ela cometeu o crime, deve ser conduzido de outra forma. Até porque a novela está acabando, faltam 20 e poucos capítulos. Acho que não dá mais tempo, e eles já conhecem aquela mulher, sabem que ela não seria capaz de fazer uma coisa dessas. 

E a expectativa para esse encontro com o filho dela, o Valentim (Danilo Mesquita)?

Pois é, como é que deve ser isso? Eu não faço ideia, porque agora surgiu a história de uma menina, de não ser filho, de ser uma mulher. E como ela não viu o parto dela, e o bebê estava enroladinho, todo o mundo começa a acreditar que pode ter acontecido isso. E até dar a volta e chegar no Valentim, estou doida para receber essa cena logo para ver como será estruturado para a gente fazer.

E o carinho do público das ruas?

Outro dia foi tão bonitinho, eu recebi um Santo Antônio de Categeró, por uma tia minha de São Paulo. Uma senhora a procurou e disse que sabia que eu era devota dele. E ela fez uma cartinha. Eu estou te enviando este santinho para você colocar na sua casa da novela, que você vai conseguir tirar a sua filha das drogas. A coisa mais fofa do planeta. Está lá o santinho, não na casa da Luzia, mas na casa da Giovanna. Teve um senhor também que me parou e disse, pôxa, eu estou assistindo a novela, porque há muito anos não vejo uma filha minha e queria me reaproximar. Eu estou vendo a história da Luzia para ver o que posso fazer. Engraçado, eu encaro como uma missão, essa parte social que a gente acaba fazendo, levando para a família brasileira, num produto que mais se consome no Brasil, a novela.

Quem matou Remy?

Eu acho que foi o Groa... Ele é meio lobo solitário, sei lá se ele matou pai Didico no terreiro (risos). Minha outra teoria da conspiração é que o Groa, é que cada ator da novela tem uma, para defender a Luzia do Remy, foi fazer parceria com o Galdino, aconteceu a morte, mas deu algum problema. E eles não conseguiram tirar a Luzia da cena do crime porque ela apagou e ficou lá por acaso.(risos).



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