Renata Capucci: “Arriscado? Não tenho obrigação de cantar bem”

Jornalista avalia o desafio de participar do reality PopStar


  • 07 de outubro de 2018
Foto: Globo/Raquel Cunha


Por Redação

Há 23 anos, a jornalista Renata Capucci aparece para o público de forma mais séria, fazendo reportagens e apresentando telejornais na Globo. Mas desde a estreia do PopStar, ela vem encantando a todos com seu bom humor, alegria e, claro, mostrando sua veia musical. “É um novo desafio para mim. É arriscado? Não, porque eu não tenho obrigação alguma de cantar bem”, ressalta.

A experiência de Renata com a música limitava-se, até então, a algumas performances em eventos beneficentes com as filhas. Após os três primeiros episódios da atração, a jornalista ocupa sexto lugar, sendo que são 14 participantes.

E deste o último domingo, o programa passou a ser exbido ao vivo. “Acho que levo um pouquinho de vantagem porque há 23 anos entro ao vivo com reportagens, então, é algo que não me assusta. Mas, claro, sempre tem uma emoção, um quê de coração que pode influenciar na apresentação”, avalia.

Foto: Globo/Paulo Belote

Como está sendo participar do Popstar?

Na nossa carreira estamos sempre buscando novidades, desafios. É um novo desafio para mim. É arriscado? Não, porque eu não tenho obrigação alguma de cantar bem. No dia seguinte do programa, eu serei a mesma Renata de sempre: jornalista, repórter, apresentadora, mãe, dona de casa, cozinheira. Eu acho que isso só vai me acrescentar. Como jornalista, estamos sempre buscando novas informações, aprendendo cada vez mais. E podem ter certeza, estou aprendendo demais com essa experiência.

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Você já tinha algum contato com a música?

Eu tinha cantado em um evento beneficente com as minhas filhas em prol do Solar Meninos de Luz, uma instituição beneficente no Morro do Cantagalo. Um ano eu cantei com a Aline, que é a minha mais velha. No outro, eu cantei com a Diana. Alguém soube que eu tinha cantado, pediram para eu mandar um vídeo e mandei. Não achei que fosse rolar. Rolou, cá estou e estou achando um maior barato.

Acredita que tem afinação?

Eu sou afinadinha. Mas, assim, não esperem de mim grandes agudos, pirotecnias. Não esperem que eu seja a Céline Dion, nem a Whitney Houston. Eu sou a Renata, que todos conhecem, que tem uma voz mais grave na hora de dar as notícias. É a mesma Renata que vocês vão ver no palco. Um pouco mais solta, óbvio, porque é a Renata no palco se divertindo e curtindo. Coisa que, não necessariamente, eu posso ser no meu dia a dia.

Qual a importância da música na sua vida?

A música faz parte da minha vida. Eu canto o dia inteiro. Indo para o trabalho ouvindo rádio, enquanto estou cozinhando, com o meu cinegrafista no carro de reportagem. Quando a gente libera o VT, damos uma relaxada, ouvimos rádio e cantamos juntos.

Foto: Globo/Raquel Cunha

Que tipo de música mais curte cantar?

Eu gosto de cantar música antiga. Você não vai me ver cantando uma música muito atual. Anitta, por exemplo, não faz parte do meu repertório. Eu tenho coisas mais antigas, mais flashbacks.

Teme pagar algum mico nas apresentações?

Não tenho receio. Acho que está honesto.

Por ser uma jornalista conhecida, carismática, a sua participação em um programa de entretenimento gerou expectativa no público. Essa responsabilidade te deixou com um friozinho na barriga?

Eu acho que é uma expectativa natural. Um ou outro aqui canta. A Samantha tem um programa no Bis, a Jeniffer e a Lua também cantam. A Renata ninguém nunca ouviu cantando, a não ser quem esteve lá nos eventos beneficentes. Acho que é bacana isso! Realmente, acho que o carisma é fruto de 23 anos de trabalho só de Globo. Você pode falar assim: ‘Você nasceu com o carisma. É o seu jeito de dar notícia’. Talvez, mas acho que é também algo que se desenvolve ao longo de tanto tempo. Hoje, tenho 45 anos, e chega uma fase da vida em que você sabe quem, das suas possibilidades e dificuldades. Quando entrevistamos um economista, aprendemos sobre economia, uma bailarina, aprendemos sobre balé. Enfim, todos os assuntos. Eu agora estou aprendendo sobre música. E independente do resultado, que realmente é o que menos importa para mim, vou sair daqui sabendo mais, enriquecida.

Foto: Globo/Raquel Cunha

A sua tranquilidade nas apresentações foi bastante elogiada pelos participantes do programa. De onde ela vem?

Talvez porque eu já tenha essa experiência de falar, isso é natural para mim. Eu me mantive calma dentro do possível. Na hora da entrevista, da avaliação dos especialistas e da conversa com a Taís Araújo, eu me mantive extremamente calma.

Como é saber que o público tem tanto carinho por você?

É uma alegria! Eu só tenho a agradecer demais, porque estou todos os dias na televisão dando notícia ruim e, ainda assim, recebo o carinho do público. Claro que eu não dou só notícia ruim. Hoje em dia, infelizmente, é uma coisa penosa para a gente. Teve um dia que eu chorei no ar, não aguentei. É tudo tão duro e a gente vai se endurecendo. Muitas das vezes, chego em casa e choro. Choro na hora que estou jantando, na hora que vou dormir, choro quando abraço as minhas filhas. Também temos medo. Sou uma cidadã como qualquer outra e tenho medo de sofrer violência. A gente se coloca no lugar do outro quando dá notícia de uma morte. E o fato de receber esse carinho é motivo de muito orgulho para mim, juro. Acho que é uma carreira construída solidamente em cima de muita verdade e honestidade.



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