Pally Siqueira sobre “Kamanda”: “Amor genuíno, que supera tudo”

Atriz pernambucana de Malhação se diz como um “pássaro, que nasceu para voar”


  • 23 de julho de 2018
Foto: Globo/Raquel Cunha


Por Redação

Quem conhece de perto a atriz Pally Siqueira, de 25 anos, imediatamente vê semelhanças entre ela e a personagem Amanda, de Malhação: Vidas Brasileiras. Além de ambas serem naturais do sertão de Pernambuco, também se identificam na positividade, sociabilidade e no lado ativista e politizado.

E assim como a personagem, que luta para o casal “Kamanda”, formado por Amanda e Kavaco (Gabriel Contente), ficar junto de qualquer maneira, Pally acredita que vale estar “onde o seu amor está”.

Desde 2015 no Rio, quando estreou na TV em Totalmente Demais, essa jovem atriz simpática e talentosa diz querer manter raízes na cidade, mas nunca se sabe, né? “Eu sou passarinho, eu nasci para voar, minha mãe sempre me criou para isso”, ressalta.

Voa, Amanda!

Amanda (Pally Siqueira). Foto: Globo/João Cotta

O que mudou para você desde que Malhação: Vidas Brasilerias foi ao ar?

Depois que estreia é sempre uma responsabilidade a mais, para manter tudo, toda a conexão do grupo, a responsabilidade aumentou. Agora eu já acostumei com o ritmo das gravações, é uma coisa nova para mim. É uma produção que tem tanta carga horária, isso foi a primeira vez, mas eu estou adorando.

E a parte do assédio, da visibilidade?

Isso acontece, não com tanta frequência, não com muita gente. Mas acontece sempre quando vou pegar o metrô, por exemplo, as pessoas olham para mim e falam: 'Ah, da Malhação!' A gente meio que perde a identidade, né? Fica todo mundo conhecido como 'Malhação', é muito engraçado, eu me divirto muito.

Você já conseguiu voltar na sua cidade desde a estreia?

Não voltei ainda, queria ter voltado agora no São João. Mas, infelizmente, não consegui folga para ir, então minha mainha veio, eu esto matando a saudade de lá assim  por tabela, por ela.

Saiba mais sobre Daniel Rangel, de Malhação, e se encante!

Conheça Gabriel Contente, o Felipe Kavaco de Malhação

Agora todo o mundo está acompanhando a história da Amanda e do Kavaco, é um amor tão bonito, né?  

É a história do 'Kamanda', é o casal Amanda e Kavaco, a história de amor desses dois adolescentes, que superam tudo. Fazem de tudo para ficarem juntos, vencer obstáculos. É um amor genuíno, é o primeiro amor, é uma história muito linda, delicada.

E tem a questão também do problema de saúde dela também, né?

A Amanda tem uma doença que mexe com todo sistema nervoso motor, é um tipo de esclerose, Esclerose Lateral Amiotrófica. E isso gerou desentendimentos com a avó do Kavaco. Isso tudo é abordado também, essas dificuldades, limitações por conta da doença, mas é isso, superação em cima de superação. Acho que o principal foco da história é esse, superar barreiras, limites, mesmo quando tudo está contra, a gente sempre ser a favor, sempre buscar essa batalha, essa luta para superar tudo.

Amanda (Pally Siqueira) e Kavaco (Gabriel Contente). Foto: Globo/Paulo Belote

Você chegou a conversar com alguém que tem tipo de doença?

Quando eu soube que a Amanda ia ter uma doença neurodegenerativa, comecei a buscar vídeos na internet, e um deles estava lá a Paula, no programa Bem Estar, aqui da Globo. E falava a história dela, ela muito jovem, já mostrando os sintomas, limitações, mas muito positiva, sempre para cima. E eu comecei a pesquisar sobre ela, no Facebook, Instagram, e entrei em contato com ela. E ela foi sempre muito solícita, o tempo inteiro comigo, muito disposta, disponível.

A Amanda deixa de voltar com a família para Pernambuco por conta de seu namoro com o Kavaco. Vale à pena realmente a gente fazer qualquer sacrifício por amor?

Acredito que sim, vale! Para o amor sempre vale à pena, por tudo, quando o coração da gente está num lugar, acho que é lá que a gente tem que estar, independente de onde for.

E o seu coração, como está agora?

Agora, o coração da Pally está aqui no Rio. Sei que esse momento eu tenho que estar aqui, criar um pouco de raízes nessa cidade. Mas nada me prende que eu vá e siga novos horizontes, e vá para outros lugares também, é sempre bom, né? Eu sou passarinho, eu nasci para voar, minha mãe sempre me criou para isso. A gente cortou o cordão umbilical muito cedo. Sempre tive essa consciência de que eu era para o mundo e do mundo, então, a gente sempre mantém esse contato dessa raíz desse amor, mas é um amor que deixar ir, que deixa livre.

A Amanda é uma menina com uma 'vibe' muito positiva, amiga de todo o munddo, você se identifica com ela?

Eu me identifico muito com a Amanda, muito mesmo! Por vários fatores, de ela ser do sertão também do Pernambuco, de eu estar podendo manter o meu sotaque é maravilhoso, incrível! Me identifico com essa parte das amizades também, pelo lado político também dela, não sei se vocês perceberam, mas ela é uma menina bem ativista, bem politizada, e eu acho que a gente tem bastante coisa em comum, sim.

Foto: Globo/Raquel Cunha

A gente percebe pelas suas redes sociais que você tem uma conexão forte com a natureza, é isso mesmo?

Sim! Sou de uma cidade do interior chamada ArcoVerde porque fica cercada, é uma cordilheira de montanhas em volta dela, realmente é um arcoverde em volta da cidade. Então, eu estava acostumada, às quatro horas da tarde juntava todos os amigos e e a gente subia uma serra para ver o pôr do sol, todos os dias uma serra diferente, para ver estrelas. Então, minha conexão com a natureza vem desde muito cedo, bichos, animais, plantas.

A sua veia artística não segue só para a atuação. Você também desenha, toca instrumento... O que você não faz?

Tem um monte de coisa que eu quero muito aprender a fazer, por exemplo, eu não toco violão, toco contrabaixo, handpan, rabeca e pífano, mas o violão que é o básico, eu não consigo. Não sei o que é isso, tem alguma trava, talvez o tamanho dos dedos.

A trama fala muito em bullying, preconceito. Por exemplo, você já ouviu piadas por ser baixinha (ela tem 1,57m)?

Preconceito, não. Sempre levo muito na esportiva, eu lembro que quando criança as pessoas me chamavam de 'capitã tampinha', bonitinho por conta disso. Diziam, 'Nossa, você é um mulherão que tá aí dentro, mas você é baixinha'. Sempre levei na esportiva, mas não me incomodo com isso, não acho que seja um problema, eu gosto do meu tamanho.

E esse grupo de Mahação, há uma conexão também fora das gravações?

Sim, é um grupo que é muito amigo, a maioria já era amigo antes daqui, é incrível essa relação que a gente tem. Eu e o Tom (Karabachian), a gente é muito parceiro, de fazer som, a gente se encontra, é muito divertido, é muito gostoso sempre. A relação não é só aqui dentro, é lá fora também na vida, e eu tenho certeza que vai perdurar.

E com o Gabriel Contente?

Nossa, ele é um presentaço. Eu olho para ele e falo: 'Que bom que é você!' A gente tem um jogo muito legal, a gente se ouve muito, eu presto muita atenção no que ele fala para mim, ele tem uma bagagem muito legal do teatro. E é uma coisa que eu admiro muito nele, ele é muito companheiro, um presentaço mesmo estar fazendo isso com ele, meu companheirão.



Veja Também