Ritmo de João Côrtes: Álbum com regravações e músicas autorais

Com dois filmes a lançar, ele fala da parceria musical com o pai


  • 10 de agosto de 2018
Foto: Gabriel Félix


Por Luciana Marques

Ator, cantor e compositor. Se falarmos do ritmo na agenda atual de João Côrtes, o que não falta são trabalhos bacanas, seja na TV, no cinema ou na música. Alguns, prometem surpreender os fãs. Como o lançamento do álbum Elevador Gourmet, com a produção de nada mais nada menos, do que de seu pai, o renomado arrajandor Ed Côrtes. “Além da relação pessoal forte, nossa conexão musical não poderia ser maior”, conta.

No disco, além de uma seleção de grandes sucessos musicais de nomes como como Amy Winehouse, Djavan, Maroon5 e Michael Jackson, músicas compostas pelo próprio João. “O que mais me inspira as dores, as dúvidas e os questionamentos sobre a vida”, explica ele, que iniciou a carreira no teatro aos 12 anos, e ficou bastante conhecido pela época em que foi o rosto dos comerciais de uma operadora de telefonia celular.

Na entrevista, o ator também fala da experiência de atuar no thriller O Segredo de Davi e em De Novo Não, com a Kéfera, no qual o tema é bullying. 

Foto: Gabriel Félix

O que mais instigou você ao participar do longa De Novo Não, com a Kéfera, que é um fenômeno entre o público infanto-juvenil?

O que mais me instigou foi o tema: bullying. E não só o fato do filme abordar esse tema, que é extremamente importante que seja abordado, mas também a maneira como é retratado. E, lógico, o mais especial, que mais me atraiu, foi ver a força da amizade entre o Cabeça e a Camila (eu e Kéfera), que resiste às crueldades, baseando-se na ideia de que o importante é ser você, sempre. Mesmo que seja estranho, bizarro, diferente, não importa. Seja fiel à sua essência. Essa mensagem, pra mim, é urgente de espalhar pro mundo. 

Michel Teló diz que vinda dos filhos o fez desacelerar agenda

Carlos Dias faz show do CD Copacabana Station na Broadway

Você também participou de O Segredo de Davi, um thriller, de terror...

É um gênero que eu adoro. Assisto muitos filmes de terror e suspense, e sempre tive vontade de fazer um. Sempre existiu uma curiosidade em acessar esse universo tão ímpar. 

Você também está no elenco de Os Carcereiros, da Globo, e de O Negócio, da HBO. Série é um produto que você curte trabalhar, acha que o Brasil já tem bons roteiristas para esse gênero?

Curto muito fazer séries, pela possibilidade de desenvolver um personagem por mais tempo. A cada episódio, a cada temporada, eu, como ator, tenho a capacidade de criar, acrescentar e transformar meu personagem. A jornada é mais extensa, e por fim, mais interessante. Acredito que, cada vez mais, o Brasil está gerando ótimos roteiristas. O desenvolvimento de roteiros no país está crescendo e aprimorando, e isso é lindo. 

Você é cria do teatro, mas na TV surgiu primeiro em comerciais, muito gente ainda associa sua imagem a algumas marcar. Em algum momento, isso prejudicou a sua carreira, tipo, de ficar rotulado por ser rosto de comercial, ou não tem nada a ver, até ajuda?

Eu sou ator e cada trabalho, seja teatro, TV, cinema ou campanha publicitária, todos agregam de alguma maneira, todos trazem experiências diferentes, cada um com suas qualidades de plataforma. Então, da maneira que eu vejo, isso jamais será um fator prejudicial, pelo contrário. Sou muito, muito grato por tudo o que tive a oportunidade de fazer. 

Você vai lançar o álbum Elevador Gourmet, com a produção do seu pai. Como está sendo essa parceria?

Além da relação super forte e próxima, pessoal, nós temos uma relação profissional também muito forte, pois ele trabalha no meio artístico há muito tempo. Então, acaba me ajudando muito em cada decisão difícil, me aconselhando em termos de carreira, enfim... Além disso, nossa conexão musical não poderia ser maior. É uma das coisas entre tantas que nos unem. O disco é resultado dessa nossa parceria.   

Foto: Gabriel Félix

Para muita gente, acho que vai ser surpresa ver você como cantor. Essa paixão é antiga, surgiu como, através do seu pai mesmo?

A música sempre esteve muito presente na minha vida. Toda a parte da família do meu pai vive da música. Cresci ouvindo música boa, com os primos, tios, avós e agregados sempre tocando algum instrumento ou cantando nas festas. Comecei a estudar bateria desde cedo, mais tarde passei a estudar piano, e fiz aulas de canto durante alguns anos com a minha avó, que é cantora lírica e professora de canto. Além disso, integrei, como cantor, a banda de jazz 8 do Bem, criada há mais de 10 anos pelo meu pai e o Derico (do sexteto do Jô), meu padrinho. Eu pretendo sempre levar a música junto comigo.  

E o João compositor, o que te inspira a escrever, quais são geralmente os temas?

Obrigado por essa pergunta. O João compositor agradece! O que mais me inspira a escrever são as dores, as dúvidas e questionamentos sobre a vida de forma geral... Essa inquietude de pensar profundamente sobre alguns temas sempre acaba virando letra de música ou roteiro (risos). Normalmente, eu acho mais fácil escrever músicas em momentos não tão felizes e de questionamento.

Para encerrar, o que as pessoas podem esperar desse álbum?

Podem esperar um disco com rearranjos de músicas já conhecidas, só que com big band e orquestra, numa versão diferente do que já estamos acostumados. Além dessas novas versões, tem algumas músicas originais minhas nas quais estou trabalhando.



Veja Também