Lucas Felix faz show de primeiro EP de trilogia de amor, Juntos

Niteroiense embala com pop folk e poesia semana dos namorados


  • 04 de junho de 2018
Foto: Divulgação


Por Luciana Marques

* Entrevista também em vídeo, abaixo.

O Dia dos Namorados, 12 de junho, está se aproximando, e para os românticos de plantão, e também para os nem tanto, mas que curtem boas canções tipo baladas, a pedida é o show do niteroiense Lucas Felix. O cantor lança o seu terceiro trabalho, o EP Juntos, com músicas autorais, em apresentação no Solar de Botafogo, no Rio, na próxima sexta-feira, 8 de junho.

“Vai ser um show super alto astral e romântico. São músicas que falam sobre amor, questões de sociedade, uma maneira de a gente se ver melhor, com um olhar mais carinhoso pelo outro”, conta ele que até o fim do ano lança mais dois EPs, que darão formato ao novo CD com 10 faixas.

Fã de nomes como John Mayer, Jack Johnson, Jason Mraz, Moska, Lenine e Herbert Vianna, apesar de não curtir se rotular, ele diz que o seu estilo se aproxima do pop folk. No novo trabalho, com produção de Fábio Lessa, diretor musical de Preta Gil, ele mostra três canções compostas juntos com Ilome Lugon, que tem como mote o amor: À Espera de um Café, Juntos Caminhar e E Se Nada no Amor é Certo.

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Como começou seu envolvimento com a música?

A minha relação com a música sempre foi muito próxima, mas nunca fui de pegar um instrumento quando era mais novo, de ter essa curiosidade, sempre fui muito ouvinte. Tudo o que eu fazia, era com música. E só depois de mais velho, com vinte e poucos anos na faculdade, que eu fui conhecendo uns amigos que tinham bandas. Um deles, o Iolme Lugon, que compõe comigo até hoje, me convidou para fazer uma letra com ele, viu umas coisas que eu escrevia e achou interessante. Ele falou, pô, acho que você tem talento para isso, vamos lá. E junto com ele e com outros amigos compositores, eu comecei a fazer música. E a partir daí fui desenvolvendo o interesse para pegar o violão, tocar, fiz aulas de canto também. Isso já com 24, 25 anos. E durante esse aprendizado com o Leandro, que tem um estúdio lá em Niterói, eu disse, já quero gravar um disco, tenho um monte de composição. Sou meio assim, vamos logo colocar o trabalho para a frente. E em 2013, a gente fez meu primeiro disco, O Céu de Poesias.

Como foi a sua batalha nesse início na música?

Não é fácil mesmo a carreira de músico, principalmente, independente, você tem que se virar nos 30. Mas tenho muito apoio. Quando percebi que tinha jeito para isso, que era o que eu queria, que só seria feliz fazendo isso, me abri para meus pais, minha irmã, minha namorada, e disse, tem que ser isso, é esse o plano. Se não for esse plano, eu estou ferrado. E fora os amigos músicos... Niterói é uma cidade extremamente artística, para onde vai, conhece alguém que trabalha com arte. Aí você vai fazendo amizade, contatos. Todo o mundo vai te apoiando, é o dono de casa de show, dono de bar que te chama para cantar, amigo fotógrafo que vai registrar, amigo que tem estúdio e grava pra você, os músicos que tocam pra você de graça no início. E aí você vai, aos poquinhos, evoluindo, começa a expandir as fronteiras, a aparecer. Com a internet você começa a ser ouvido em outros lugares, e vai tentando. É uma escadinha. É complicado, mas a ideia é focar, se concentrar que tem que ser esse o objetivo e colocar as energias nisso para poder dar certo.

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Quais foram as suas referências, o que você escutava e escuta até hoje?

As minhas referências são bem variadas, mas acho que existe uma linhagem neles que está na parte letrista das músicas. Eu gosto muito do Herbert Vianna, das letras dele, me inspiro muito no jeito de ele falar sobre cotidiano. Bob Dylan também tem isso, e eu escuto muito, Beatles, Moska, Lenine também, sabe falar de coisas do cotidiano de uma maneira romântica. E internacional tem os que sou muito fã, Jason Mraz, John Mayer e Jack Johnson, para citar três dos mais novos. São caras que me inspiram muito, a tentar fazer isso, falar com uma clareza o que você pensa, que seja fácil das pessoas entenderem, mas que seja carregado de poesia.

Como você definiria o seu estilo?

É muito diícil me rotular, porque a cada hora eu penso numa coisa que pode encaixar. Acho que tudo o que eu faço é meio pop, mas dentro disso existe uma gama que o folk pode conversar com o pop rock em algum momento, com o dream pop. Então, essas nuances eu acho que se misturam, se você tiver algum gosto para saber definir os momentos, os timbres, tudo, acho que dá para se misturar. Mas eu diria pop folk, é o que costumam dizer que eu sou.

 

 

O estilo romântico sempre foi a sua linha por você também ser um romântico?

Eu acho que é porque eu sempre fui mesmo, sempre gostei de música romântica, acho que desde garoto. Eu sempre gostei muito de Paralamas do Sucesso. Acho que o Herbert Vianna tem letras maravilhosas de romance. E na adolescência, quando conheci John Mayer, Jack Johnson e Jason Mraz, alguns artistas, essa pegada de fazer uma música romântica que te embala, de você pegar uma estrada e ir curtindo. Acho que isso sempre foi minha referência, muito porque quando criança viajava com os meus pais no banco de trás, e ia prestando a atenção nas letras das músicas que a gente ia ouvindo. Meu pai sempre ouviu muito Phil Collins, U2, e eu adorava. Então, está muito nisso, eu sempre tive essa pegada de gostar de fazer música romântica e eu sou um pouco romântico também.

E a sua inspiração vem de fatos reais?

Depende da composição, quando componho sozinho, geralmente é porque estou na rua, em algum evento, e surge algum start, pode ser alguma cena de algum casal, algo que leia, que veja na internet. Um reflexo de algo que estou observando do social a minha volta. Às vezes, faço uma música romântica porque criei uma história na minha cabeça para um casal que vi na rua, e não necessariamente sou eu o personagem. Agora quando componho com os meus amigos, já é algo muito natural de a gente sentar, mandar mensagem um para o outro, vamos compor hoje? A gente vai lá, pega o violão, senta junto, começa a conversar e, de repente, sai.

Fala um pouco do EP Juntos.

Juntos é o meu novo EP, com três músicas inéditas, que tem o amor como tema. São três fases diferentes de um relacionamento. À Espera de um Café, a música que abre, é um casal que você pode dizer que talvez já esteja desgastado da rotina e que o cara – eu digo cara porque sou eu que canto – , mas o personagem vai buscando nas coisas do dia um motivo para voltar para casa. E ele sempre chega à conclusão que o motivo é a mulher ou a pessoa que está esperando ele. A segunda música, Juntos Caminhar, é sobre um casal de vinte e poucos anos que já está tomando decisões na vida que pode separar eles, tem aquela coisa da saudade de estarem juntos. E Se Nada no Amor der Certo, que fecha o EP, seria aquele jovem tentando entregar tudo para conquistar a menina. São as três fases, da conquista, da decisão da sua vida e o pós, de vocês terem decididos ficar juntos e como recuperar aquele amor todo dia dentro da rotina.

 

 

E algumas frases estarão disponíveis em produtos, né?

Sim. Vamos ter produtos relacionados para cada música. À Espera de um Café vai ter um xícara de café, Juntos Caminhar , fizemos uma ecobag, com links sobre a importancida de se proteger o meio ambiente, para a gente se reciclar também na ideia de consumo. E Se Nada no Amor é Certo, vai ter uma camiseta com a frase 'Vem cá me namorar', que é o refrão da música, uma aposta nossa para o Dia dos Namorados.

O que as pessoas podem esperar do show?

Vão ter as três músicas inéditas do novo EP, também releituras de canções minhas antigas. Estamos recriando novos conceitos para elas e covers de artistas que admiro muito. E a gente vai fazer muito o lado B, músicas que talvez as pessoas não conheçam , sabem que é do artista, mas não conhecem, como a música Vamos Viver, do Herbert Vianna, que ele lançou num disco solo com participação de Sandra de Sá. É uma canção extremamente desconhecida, mas com uma letra muito atual, fala, vamos viver só de amor, porque estamos sem dinheiro, de se entender como casal também nos perrengues. São músicas que falam sobre amor, questões de sociedade, uma maneira de a gente se ver melhor, com um olhar mais carinhoso pelo outro. E vai ser um show super alto astral, pra cima e muito romântico.

Show Lucas Felix. 08/06, sexta-feira. Às 21h. Teatro Solar de Botafogo. Rua General Polidoro, 180, Botafogo, Rio. De R$ 30,00 (com 1kg de alimento não perecível na bilheteria) a R$ 50, 00. Classificação: 14 anos.

 



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