Danilo Mesquita faz show com projeto Beraderos no Rio

Em parceria com Ravel Andrade, eles mostram som com pegada do interior


  • 13 de setembro de 2018
Foto: Globo/João Cotta


Enquanto o Valentim, o “Ruruzinho” de Segundo Sol continua sem encontrar o seu rumo, e sendo enrolado da trama, tanto pela mãe, Karola (Deborah Secco), como pela amada, Rosa (Letícia Colin), seu intérprete, Danilo Mesquita, aproveita o pouco tempo livre para se dedicar a uma grande paixão: a música.

Danilo se apresenta na noite desta quinta-feira, 13 de setembro, na Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio, com o projeto Beraderos, idealizado por ele e pelo também ator Ravel Andrade. “É música brasileira, com uma pegada de som do interior”, explica Danilo. Os dois são acompanhados pelos músicos Alexandre Ito, Simon Bechemin e Julio Diniz.

O Portal ArteBlitz conversou com Danilo, esse jovem e talentoso ator baiano. E ele falou empolgado sobre esse seu novo projeto, e de como venceu a insegurança na música.

Danilo Mesquita e Ravel Andrade, à frente. Foto: Valentina Herszage

LIGAÇÃO COM A MÚSICA

A música sempre esteve presente na minha vida, eu toco violão desde os 12, 13 anos. Eu aprendi sozinho. Como eu era muito hiperativo, minha mãe me deu o violão para ver se eu ficava quieto no quarto. E eu consegui, ficava umas três horinhas por dia.

SUPERANDO MEDOS E INSEGURANÇAS

A música sempre foi um lugar inseguro para mim, e eu neguei aquilo. Acho que na novela Rock Story (ele fez o Nicolau, em 2016) foi quando eu perdi esse medo. Fui passar o som há pouco para o show, e quase morri de medo. É um processo difícil para mim. Mas o meu amor, a minha paixão pela música é muito maior do que os meus medos e inseguranças. Então, está sendo um momento muito legal, e é otimo porque eu não estou sozinho.

TIME DO BERADEROS

Estou com o Ravel Andrade, para mim um dos melhores atores da minha geração, meu parceiro de composição, e que canta comigo. Tem o Alexandre Ito, que toca com o Milton Nascimento, ele foi ver nosso show e comprou a ideia. O Simon Bechemin, um francês, que é da Orquestra Sinfônica Brasileira, e o Julio Diniz. É um encontro, são pessoas que curtiram o nosso som e decidiram apostar junto com a gente nisso.

Simon Bechemin, Alexandre Ito, Danilo Mesquita, Ravel Andrade e Julio Diniz. Foto: Reprodução Instagram

BERADEROS

A gente tem muita música que a gente fez durante esse tempo, é música brasileira. Chama Beradero, e tem a ver com com berada, o fato de eu ser baiano e vir para o Rio, o Ravel ser gaúcho e também vir para o Rio, tem a ver com todo o mundo que vem da berada. E o Beraderos tem a ver com a primeira música do primeiro disco do Chico César, que chama Beradêro. E foi o disco que fez a gente se juntar para ouvir as músicas, a gente adorava esse disco, para depois compor. A gente colocou o nome de Beraderos no plural, porque foi esse encontro de pessoas que vieram da berada.

SOM DO INTERIOR

E é um som nessa pegada, que a gente chama de som do interior, ela é música brasileira nesse sentido, buscamos colocar ritmos brasileiros. A gente vai agora para o quarto show desse projeto. E está sendo bem legal, a gente está formando público, cada show tem ido uma galera diferente.

Show Beraderos. 13/09, quinta-feira. Casa Julieta de Serpa. Praia do Flamengo, 340, Flamento, Rio. Reservas: 21-25511278. R$ 20,00 na lista amiga.



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