A hora de João Gabriel: “Sem ter vivido o que vivi, não estaria aqui”

Cantor desde os 8 anos, ele celebra sucesso do primeiro EP/DVD gravado no Morro da Urca


  • 12 de agosto de 2019
Foto: Daniel Janssens


Por Luciana Marques

O talento precoce de João Gabriel já era notório quando ele cantava no bar Brasileirinho, em Niterói. Depois, na banda Cartão Postal, do Baile da Terceira Idade, no Clube Canto do Rio. Fã de sertanejo, e sempre incentivado pelo pai, José, ele galgou seu espaço na música. E aos 33 anos, vê um novo sonho realizado. Após seis álbuns, acaba de lançar o primeiro EP/DVD João Gabriel no Morro, pela Universal Music, gravado na área externa do Morro da Urca, no Rio. “A ideia era fazer algo diferente no mercado, um projeto que representasse minha história dentro da música”, diz o cantor sertanejo.

Com direção musical do renomado Blener Maycom, o produtor de hits como Jenifer, sucesso de Gabriel Diniz, ele traz no repertório seis canções, um mix de influências como o pagonejo, sertanejo e funk. O recém-lançado clipe de Pézin na Rua, de Valéria Leão, Blener Maycom e Jenner Mello, primeiro single do projeto e que conta com a participação de Dilsinho, já ultrapassou mais de 1 milhão e duzentos mil views no YouTube. O cantor, que se define como um cara de muita fé, espontâneo e brincalhão, diz onde quer chegar. “O céu é o limite”, fala.

Alguém duvida?

Foto: Daniel Janssens

Como você vê hoje o resultado do EP/DVD João Gabriel no Morro. É um sonho realizado, acha que a partir daí será uma nova etapa na sua carreira? Com certeza é um lindo sonho realizado. Poder gravar um DVD praticamente em casa, ao lado de amigos, da família, é um privilégio. Espero que todos gostem e que esse seja um marco na minha carreira.

Qual o diferencial desse trabalho? O sertanejo já incorporou muitos estilos e penso que fica até difícil definir um gênero hoje. Acho que a sacada é falar o que o povo curte, mesmo na sofrência... É a nossa música popular. A música sertaneja tem muitas influências hoje em dia, fica até difícil falar. Com certeza, a pegada latina que colocamos é algo que me agrada muito.

Por que a escolha de um local tão emblemático para o Rio, como a área externa do Morro da Urca? A nossa ideia era fazer algo diferente no mercado, um projeto que representasse minha história dentro da música. Então, tinha que ser no Rio e num local deslumbrante. Quando conseguimos a autorização pra gravar na área externa nem acreditei! A gente brinca dizendo que era nosso painel de led (risos).

Foto: Daniel Janssens

O sertanejo sempre foi o seu ritmo preferido ou curte de tudo e até faria trabalhos com outros estilos? Como um cantor, me sinto capaz de cantar qualquer estilo musical. Mas o meu coração é sertanejo.

A música está na sua vida desde novo. Quem foram as suas maiores referências? Tive muitas influências, mas a maior delas, sem dúvida, foi a dupla Leandro & Leonardo.

A gente sabe que ser cantor no Brasil não é fácil. Acha que demorou para  conseguir o seu espaço ou veio no momento que tinha que ser? Acredito que tudo tem o momento certo para acontecer. O nosso caminho está nas mãos de Deus.

Qual a importância da época em que você se apresentava em barzinhos, banda e até baile da terceira idade. O que levará dessas experiências para sempre na sua carreira? Uma importância imensa! Sem ter vivido tudo o que eu vivi eu não chegaria até aqui. Sou muito grato a tudo isso.

 

 

João Gabriel por João Gabriel, como se definiria? Um cara que tem uma imensa fé em Deus, muito ligado à minha família e amigos. Sou espontâneo, inquieto, falador (risos) e brincalhão.

Canção de Xande de Pilares é abertura de A Dona do Pedaço

Canção dos Tribalistas é abertura de Órfãos da Terra



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