Miss Carolina Stankevicius: “O se sentir bela é a consequência do amor próprio"

Estudante de medicina representará o Brasil no concurso em Tóquio e quer alertar sobre o meio ambiente


  • 15 de outubro de 2019
Foto: Wagner Carvalho


Por Luciana Marques

Aos 24 anos, nascida em Curitiba, mas criada entre Niterói e Búzios, Carolina Stankevicius tem uma missão e tanto no próximo dia 23 de outubro: ela representará o Brasil no Miss Beleza Internacional 2019, em Tóquio. E mais do que seus atributos físicos, ela leva para a disputa a personalidade de uma mulher forte, que sabe o que quer. “Ouço de muitas pessoas que não estou no padrão de beleza do concurso. Mas não dou ouvido a essas opiniões”, diz.

E sempre foi assim na vida de Carolina, que conta ter uma boa autoestima, apesar de já ter sofrido também algum tipo de bullying. Praticante de esportes aquáticos como surf e kitesurf, ela agora conta com a ajuda também de um personal trainer para manter a forma. Com 1,79 de altura; 94cm de quadril; 63cm de cintura: 88cm de busto; e 60kg, ela quer mais do que chamar a atenção para a beleza da mulher brasileira. Carol pretende usar a visibilidade do concurso para mostrar que “o tempo está cada vez mais curto quando se trata de meio ambiente”.

Foto: Wagner Carvalho

Como é a sensação de saber que você vai representar o Brasil no Miss Beleza Internacional 2019, já caiu a ficha? Já. Estou amando a experiência, me preparando ao máximo para representar o nosso país da melhor forma. É uma honra poder representar o Brasil.

Na sua geração, ser Miss já não é o sonho mais buscado pela maioria das jovens. Mas você teve isso, sonhou em um dia disputar um concurso como esse. E como isso surgiu na sua vida? Acredito que surgiu no momento certo da minha vida. No momento que tinha que ser. Eu tive que trancar a faculdade no meio do ano, me vi com tempo livre para poder me dedicar ao concurso, então procurei a organização do Miss Beleza Internacional e me inscrevi.

Você chegou a mexer no seu corpo, fazer algum tipo de cirurgia ou procedimento estético para participar do concurso? Não.

Foto: Wagner Carvalho
 

Você sempre se achou bonita, sempre teve uma autoestima alta para chegar num concurso como esse e arrasar ou já passou por momentos de não se gostar, de ter que superar problemas, aceitação? Eu sempre me amei. Isso não quer dizer que não “sofri bullying”, apenas nunca dei ouvidos a isso. As pessoas vão estar sempre ali para dar a opinião delas, seja ela boa ou ruim. Cabe a nós saber quem somos.

O fato de você praticar esportes, principalmente aquáticos, sempre a ajudou a se manter em forma? 
Sempre gostei de esportes e de ir à academia. Mas agora com o concurso tenho me dedicado mais e estou treinando com o acompanhamento de um personal trainer.

Tem gente que pensa que Miss é só desfilar sua beleza no concurso, mas tem a questão de representar um país e causas. E você tem um ativismo forte na questão do meio ambiente... Fale um pouco sobre isso... Eu gostaria de utilizar a visibilidade do Miss para alertar as pessoas que o tempo está cada vez mais curto quando se trata de meio ambiente. Sobre a importância da preservação não somente para a nossa geração mas principalmente para as gerações futuras. Que não devemos apenas esperar mudanças no macro, que as nossas pequenas atitudes do dia a dia fazem uma grande diferença.

Foto: Wagner Carvalho

Hoje quando se fala nessa nova mulher, empoderamento feminino, isso de “padrão de beleza” que um concurso de Miss ainda busca, não é o foco... Até para mostrar a uma criança gordinha, que não segue padrões, que cada um tem a sua beleza. Como vê isso? Acredito que cada pessoa tem a sua beleza única. A beleza está na naturalidade em nos aceitar como somos, em nos amar. Se for para ganhar, vou ganhar sendo eu mesma e se não, terei a certeza que dei o melhor de mim.

Você deixou a faculdade de medicina para se dedicar ao concurso. Pensa agora em seguir outra profissão? Eu tranquei a faculdade por outros motivos. E agora estou me dedicando ao concurso. Estou no décimo período da faculdade, pretendo concluir meus estudos e me formar médica.

O que uma mulher precisa para se sentir bonita? Se amar. O se sentir bela é a consequência do amor próprio.

Carolina por Carolina, como você se definiria? Não gosto muito de definições. Acho que quem se define se limita. Gosto da ideia de que posso ser tudo aquilo que sonho e me dedico.

Agradecimentos: Fotos: Wagner Carvalho; Make: Duh Nunes



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